quinta-feira, 15 de setembro de 2011

OS GRANDES FOTÓGRAFOS

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Joan Colom
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A DELICADEZA DO JULGAMENTO

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A juíza que julgou o réu conhecido por “violador das Telheiras” condenou-o a 25 anos de prisão, a maior pena possível. Não estou em condições de fazer a avaliação da sentença mas, pelo que conheço, acho que o julgado merecia punição exemplar, como aconteceu.
Até aqui, tudo bem. O que não está bem são os comentários que a juíza fez ao caso, relatados na imprensa.
Segundo o CM, terá afirmado: “Sotero não matou ninguém, mas mata-se muita coisa com a violação”. E terá acrescentado que, se pudesse, “dava-lhe 110 anos”.
Não se discute se um juiz pode ter opinião sobre a enormidade e impacto emocional de um crime, ou vários crimes. Naturalmente que pode e deve. Mas o seu trabalho consiste em julgar objectivamente e aplicar a lei com cabeça fria. As declarações da magistrada fazem-nos recear alguma emotividade no julgamento, o que nunca deve acontecer, por mais repugnante que seja o crime. Neste caso, aceita-se que a pena foi adequada, apesar disso. Mas, noutras circunstâncias, quem julga assim, dominado pela emoção, corre um risco que deve evitar.
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LUA CHEIA

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A PODA

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O Primeiro-Ministro anunciou que vai extinguir 137 entidades públicas e 1717 lugares dirigentes na Administração Central. Tal resultará na economia de 100 milhões de euros no Orçamento de 2012. Agora, se me é permitida uma sugestão ao chefe do governo, deve ir às autarquias e aos governos regionais, para continuar a poda. É que há por esse País fora coisas a pedir tesourada urgente.
Não se diz que muitas autarquias não tenham desempenho perfeito e cristalino. Pelo contrário, há serviços camarários de se lhes tirar o chapéu. Mas ao lado destes, há casos de bradar aos céus.
O Dr. Passos Coelho é homem de falas brandas e bons modos. Por isso, e por este tipo de medidas tardarem a ser anunciadas, corria algum desânimo entre os seus simpatizantes e até em pessoas do partido. Com tranquilidade, parecem começar a surgir sinais do tão desejado corte na despesa que se espera vá continuar. Os votos que todos fazemos é que a tesoura do Governo vá em frente firme e esclarecida.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

ENTRE ASPAS

"Se a situação financeira de Portugal é de emergência, a da Grécia é de calamidade. A taxa de 69% da dívida grega é apenas um sintoma absurdo disso mesmo. Começa a desenhar-se o cenário de que o país não pague mesmo parte das suas dívidas aos credores, o que era impensável. Esse cenário, para a Grécia, é quase tão fatal como a saída do euro, embora tenha menos risco para o resto da Europa.
Para Portugal, o importante é fugir do efeito de sucção que esse trágico acontecimento grego terá, se vier a confirmar-se. E isso passa pelo cumprimento ao cêntimo do plano da "troika". Daí a obsessão do cumprimento do défice orçamental deste ano, custe o que custar, em cortes de despesa e em impostos. E bem que está a custar."

Pedro S. Guerreiro in “Correio da Manhã”
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CRIATIVIDADE RODOVIÁRIA

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PORTUGAL ESTÁ PRIMEIRO

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Passos Coelho disse ontem que deixar tudo como está, mesmo que seja o caminho da ruína, é muito mais cómodo; e que repetir velhas divisas também é mais cómodo do que atender aos problemas efectivos.
Prende-se isto com os protestos contra as mudanças iniciadas sobretudo nalguns sectores do chamado Estado Social. Naturalmente que haverá cortes porque são inevitáveis. O ideal, e assim se espera que seja, é que incidam em correcções de coisas que estão mal, sem afectar a eficiência, ou afectando-a minimamente. É difícil tal objectivo, sabe-se. Só com a colaboração de todos pode ser atingido. E é aqui que entram as oposições, sindicatos, organizações patronais e por aí fora. Ou há consciência colectiva da necessidade de colaborar, pondo de parte interesses políticos fragmentários, ou a Nação estará em risco. Portugal espera a melhor colaboração de todos, incluindo do Governo, que deve dar ouvidos às críticas justas e fundamentadas.
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LISBOA À NOITE

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A área de Lisboa, na noite de 31 de Dezembro de 2010, observada do espaço
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(Fotografia enviada por Francisco Carvalho)
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

EFEMÉRIDE

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Há  49 anos, neste dia,  John F. Kennedy anunciou que os Estados Unidos estavam a iniciar o projecto de ir até à Lua ( "We choose to go to the moon”). Tal verificou-se na sequência do envio para o espaço, pela União Soviética, do astronauta Yuri Gagarine, em 12 de Abril de 1961. Morto em 1963, Kennedy não pôde assistir à chegada à Lua de Neil Armstrong e Buzz Aldrin, no dia 21 de Julho de 1969.
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SIR ALEX

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Alex Ferguson é muito gentil. Confrontado pelos jornalistas com o jogo da Luz na próxima Quarta-Feira, declarou: “O jogo de abertura é o mais difícil para nós. O Benfica é sempre um problema e esperamos sempre um jogo difícil. Vi um par de jogos deles como visitantes na época passada e foram absolutamente brilhantes”.
Brilhantes!... Isso mesmo!...Não há nada melhor que ver o adversário a animar o Benfica. Agora só falta não “desiludir” Alex Ferguson.
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TURQUIA

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Sala do Palácio Dolmabahce, em Istambul
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PORTUGAL COM ORELHAS DE BURRO?


Noutros tempos, quando as crianças se portavam mal na escola, ou não sabiam a lição, os professores punham-nos num canto da sala com grandes orelhas de burro. A prática caiu em desuso por tal humilhação ser considerada imprópria de adultos em relação às crianças.
Ontem o Comissário Europeu da Energia, o alemão Gunther Oettinger, recuperou o método: propôs que as bandeiras dos países infractores em matéria de dívida fossem colocadas a meia haste nos edifícios da União Europeia, como meio de dissuadir tal comportamento. Não disse se os representantes desses países deviam aparecer nas reuniões da União com orelhas de burro, talvez porque não se tenha lembrado.
A proposta é de tal forma absurda e inaceitável que custa a acreditar seja verdadeira. Estamos a falar do Comissário de um grande País da Europa. A ser verdade, começa a compreender-se porque a Europa está no estado de putrefacção que todos conhecemos.
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domingo, 11 de setembro de 2011

A PORTA VERDE

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COMPANHEIROS DE LUTA

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Seguro e António Costa parece que não ligam muito bem. Ontem ocorreu uma cena mais ou menos caricata no estúdio da TVI no Congresso socialista. Costa estava a ser entrevistado e Seguro entrou e juntou-se à conversa. O primeiro não gostou, levantou-se zangado e foi embora, levando consigo o microfone na lapela porque nem teve tempo de o tirar.
O Presidente da Câmara de Lisboa terá dito depois aos jornalistas que Seguro representa nova etapa de intimidade entre a liderança política do PS e a comunicação social. Mais não disse, mas gostaria de dizer, admite-se. Recorde-se que Costa, na “Quadratura do Círculo”, quando se falava de Seguro, disse esta coisa sintomática: “Não o conheço”.
“Não o conheço” é a melhor forma de manifestar desdém por alguém que se conhece bem de mais. Já se sabia que entre correligionários as inimizades são frequentes. Mas, no mínimo, o que se espera é que em público eles saibam disfarçar isso. Estes episódios não são só maus para os protagonistas: são péssimos para a imagem dos partidos e para os políticos em geral.
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SINTO PASSOS DE CAVALO

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A COMPLEXIDADE DAS NOSSAS SOCIEDADES

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Os jornais trazem diariamente notícias com importância e outras não tanto assim, dependendo do que se passa. Hoje, a atenção máxima é dada à comemoração do aniversário do ataque às torres de Nova Iorque, o que é mais que justificado. Curiosamente, o que mais me surpreendeu foi uma nota insignificante relativa à auto-estrada Lisboa/Porto, a A1.
Diz o DN que a A1 custou, em 2010, 73 mil euros por dia, o que corresponde ao montante de 27 milhões de euros por ano, incluindo despesas de operação e manutenção. A quem está familiarizado com estas coisas, pode parecer-lhe perfeitamente razoável. Mas quem, como eu, passa ao lado de tais contas, fica com o queixo caído.
Na verdade, vistas as coisas, não é de estranhar que assim seja. A concessionária tem 411 colaboradores, incluindo gestores operacionais, operadores de portagem, mecânicos, escriturários, encarregados de assistência, técnicos administrativos, pessoal da obra civil e técnicos de electrónica. A isto, é preciso juntar o serviço de assistência com 19 viaturas que no ano passado percorreram mais de 3 milhões de quilómetros. Um mundo de que não nos apercebemos quando circulamos na via, aparentemente ali instalada para servir de nossa passadeira, com umas barraquitas de vez em quando onde esportulamos uns euros.
A referência a este facto fez-me pensar na multidão de organizações com que diariamente contactamos, sem pensarmos na estrutura funcional que têm por trás, mais simples ou não, mas todas complicadas. A organização das sociedades, mesmo não muito desenvolvidas como a nossa, é um completo espanto.
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sábado, 10 de setembro de 2011

OS GRANDES VELEIROS

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"Royal Clipper"
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O "Royal Clipper" já apareceu neste blog. Volta hoje com uma imagem que mostra a imponência deste enorme veleiro de 5 mastros.
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NO CAMPO

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FINALMEMTE UM BOM MINISTRO DA EDUCAÇÃO?

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O Ministro da Educação, depois de muitas horas de negociações sobre a avaliação dos docentes, anunciou esta noite que chegou a acordo com a maioria das organizações sindicais dos professores. O dirigente da Fenprof, Mário Nogueira, não assinou o acordo, mas reconheceu que houve progresso com o diploma aprovado e aconselhou os professores a virarem a página para outros problemas maiores que têm pela frente.
Parece-me que o facto representa enorme proeza de Nuno Crato. Membro de um governo de direita, consegue dar a volta a um problema antigo, em posição teórica de maior fragilidade que as suas antecessoras, incapazes de introduzir alguma paz e moderação na disputa, porque de disputa se tratava.
Nuno Crato é pessoa de grande estatura intelectual, científica e cívica. Mas, que se saiba, nunca foi político; e nem sempre pessoas assim são bem sucedidas na política. O desempenho nesta questão das avaliações, que já cheirava mal, permite acreditar que está aí um bom ministro.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

PALÁCIO DOS MARQUESES DE FRONTEIRA

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BAIXA-CHIADO

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A estação “Baixa-Chiado” do metro de Lisboa vai ter novo nome: “Baixa-Chiado PT Bluestation”. Tal resulta do acordo com uma acção de marketing da empresa PT. É saloiada? Claro que é. Não devia acontecer? Claro que não. Então?
Então, como repetidamente diz Mário Crespo aos seus entrevistados envolvidos em discursos inspirados, o dinheiro acabou. É só isso: falar do que devia ser é uma coisa, falar do que pode ser é outra. E o metro de Lisboa tem de arranjar fontes de receita para tapar os buracos.
José Jorge Letria diz que preferia que deixassem os nomes como estão ou que os substituíssem, por exemplo, pelos de grandes figuras da cultura e da ciência. É verdade. Mas as grandes figuras da cultura e da ciência, neste momento, não estão em condições de socorrerem financeiramente o metro.
O Secretário de Estado dos Transportes, com as mãos metidas na massa, afirma que as empresas públicas de transportes têm de encontrar formas inovadoras e criativas de gerar receitas, para serem menos dependentes do Orçamento do Estado. E os presidentes das juntas de freguesia de São Nicolau e dos Mártires não ficaram incomodados com a notícia de alteração do nome e manifestaram a expectativa de que o patrocínio da PT possa traduzir-se em melhorias no serviço prestado pelo Metropolitano de Lisboa. Visões realistas.
Sem dinheiro, digo eu, só assim. É a vida!
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A PÍLULA DA DISCÓRDIA

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Instalou-se uma onda de indignação sobre a possibilidade de os anticoncepcionais orais deixarem de ter comparticipação no SNS, quando prescritos fora dos centros de saúde. Pensando bem, o problema poderá não ser tão importante como se pretende fazer crer, pois não vem modificar grande coisa em relação à situação actual.
Neste momento, parte das mulheres recebe-os gratuitamente nos centros de saúde e vai continuar a recebê-los. As outras compram-nos nas farmácias, na sua maioria sem receita médica e, portanto, sem direito a comparticipação. Haverá algumas que os adquirem com receita e comparticipação. Representam uma minoria pois tal equivale a ter consulta médica fora dos centros de saúde, o que não compensa economicamente. É essa minoria que sai prejudicada, se a suspensão de comparticipação for um facto.
A medida tem impacto mais emblemático que real. É uma boa bandeira para a luta política, embora pouco consistente.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ENTRE ASPAS

"Um dos pormenores extraordinários da sobretaxa que vai levar quase metade do subsídio de Natal, mesmo para quem não recebe este subsídio, é a dedução de 12 euros por cada filho. Em cada dia do ano, o Fisco permite aos pais pouparem três cêntimos por cada criança."
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Armando Esteves Pereira in "Correio da Manhã"
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FLORES

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GRÃO A GRÃO

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Afinal, a extinção dos governos civis, de que se fala há anos, não é tão simbólica como se insinuava. De acordo com o Ministro da Administração Interna, a poupança será de 3,5 milhões de euros por ano. É muito grande e útil tal poupança.
Mas as vantagens não ficam por aqui. Os funcionários vão integrar os serviços administrativos das forças de segurança, permitindo libertar muitos agentes dessas forças, agora a trabalhar em secretarias. E ainda, as instalações dos governos civis vão ser utilizadas para acolher serviços da GNR, PSP, Serviço de Estrangeiros e Protecção Civil. Tal pode tornar desnecessários investimentos de 40 a 60 milhões de euros nos próximos anos.
Aqui está um exemplo de muitas instituições dispensáveis que devem seguir o mesmo caminho. A extinção racional de cada uma delas não será a salvação da Pátria, mas ajuda – grão a grão...
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Até as reticências têm mais pontos que o Sporting.

(Com amizade aos adeptos do Sporting com sentido de humor)
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TALLINN - ESTÓNIA

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ASSIM É GERIDO O NOSSO DINHEIRINHO

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O orçamento da Assembleia da República para 2012 prevê um corte de 27% na despesa, em relação à deste ano. Será de 95,5 milhões de euros, em contraste com os 130,5 milhões no ano corrente. E ainda em maior contraste com a de 2010, no valor de 196,5 milhões.
Quem está de fora não pode avaliar os valores em termos absolutos. Mas pode verificar que, de 196,5 milhões em 2010, se vai passar para 95,5 em 2012. Significa isto que a Assembleia podia funcionar com menos 100 milhões e não o fez, numa época em que Portugal já estava com enormes dificuldades orçamentais. Não são os milhões que impressionam, mas a percentagem cortada agora e que devia ter sido cortada há mais tempo. Tal dá ideia da responsabilidade com que as nossas contribuições são geridas pelos políticos portugueses.
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

CANTINHO DO SARCASMO

Não me recordo, tirando os "bons" e "democráticos" exemplos de Hugo Chávez e Kadhafi, de ver um líder num momento de crise, depois de descoberto novo buraco na região que irá agravar o défice do país, aparecer em tronco nu na praia a falar para os jornalistas. O senhor Jardim é uma espécie de oásis que vive numa ilha que aparentemente é parte de um país.
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Tiago Mesquita in "100 Reféns"
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CONVERSA A TRÊS

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Fotografia de João Correia Filho, apresentada na XXVI Bienal de Arte Fotográfica, em Caxias do Sul, Brasil
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ROUBAR TAMPAS DE ESGOTOS!!

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Dizem as notícias que é frequente o roubo das tampas de esgoto e das grelhas das sarjetas. Só no concelho de Vila Franca de Xira, desde o princípio do ano, já desapareceram 218, propriedade dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento. Algumas das estruturas chegam a pesar 70 quilos, mas marcham também.
Segundo a imprensa, os roubos são feitos para vender o material, seja para uso noutros locais, seja para fundir. E acrescenta que o valor pode atingir muitas dezenas de euros.
Chegados aqui, ficamos perplexos. É que roubar tal material, com a dimensão referida, implica alguma organização e meios para se realizar. Não é um pilha galinhas qualquer que rouba 200 tampas de esgoto e estruturas com 70 quilos de peso em oito meses.
Como o mal é endémico, pois o mesmo se verifica noutros concelhos, estranha-se que as autoridades policiais não consigam descobrir os autores, muito provavelmente inseridos numa rede de gatunos regionais e cuja actividade não é muito fácil de encobrir, pois exige estrutura logística. Não se trata de carteiristas freelancers que pifam nos bolsos alheios e desaparecem.
Mas o que mais espanta é a ideia de montar uma organização complicada e arriscada para roubar coisas tão pouco valiosas. Não há dúvida que vivemos numa terra de vistas curtas.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

SPORTING INCOMPREENDIDO

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Alô, é da liga europa? - Sim.
- O Sporting está?
- Não, já saiu.

Alô, é da Liga dos campeões?
- Sim.
- O Sporting está?
- Sinto muito, mas ele nunca apareceu por aqui.
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Alô, é da liga Portuguesa?
- Sim! - O Sporting está ?
- Sim, tá lá em baixo, quer que eu chame?
- Não precisa, falo com ele na segunda.

Alô, é da Segunda de honra?
- Sim.
- O Sporting está?
- Não, mas deve estar a chegar ...
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(Recebido de um sportinguista cujo nome não posso revelar por razões de segurança)
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LINGUAGEM DIPLOMÁTICA

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A Grécia parece que, mais uma vez, não vai atingir os objectivos impostos pela ajuda internacional, correndo o risco de entrar em incumprimento. É preocupante tal situação, não só para a Grécia, mas também para a Zona Euro. Uma das personalidades mais perturbadas é a Chanceler alemã, Angela Merkel. Parece que, finalmente, começa a perceber que o fim do euro é muito mau para a Alemanha. Teme que se estabeleça um efeito “dominó” na Europa.
Merkel dá uma no cravo e outra na ferradura. A eurodeputada Ana Gomes, conhecida pela subtileza, escreve assim no seu blog, dirigindo-se à Chanceler: “Larga os que andam a arranjar-te um lindo funeral. E tu a pores-te a jeito, anjinha! Mas o pior é que contigo nos enterras a todos, fazendo caixão da Europa”.
E também: "Eras capaz de agitar a testoesterona que anda tão por baixo nas instituições europeias e assim tirar a Europa deste torpor, incapaz de meter na ordem os mercados, deixando a crise agigantar-se e esfrangalhar-nos as economias.  Larga esses banqueiros gananciosos, esses conselheiros paroquiais, a parolagem que se ouve na CDU/CSU (também lá há gente avisada, mas ouve-se menos) e esses roscofes armados em cosmopolitas do FDP".
Não está mal e Merkel devia ter um encontro pessoal com Ana Gomes, em vez de andar em conversinhas particulares com o Zézito.
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'DAKAR 2011'

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Bonita imagem do rally "Dakar 2011", disputado na Argentina e Chile.
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A MIM NÃO ME ENGANAS TU

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O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS diz coisas acertadas e oportunas. Ontem terá afirmado : “Da mesma maneira que estranhamos que o secretário-geral do Partido Socialista fale da dívida da Madeira esquecendo-se da dívida que o Partido Socialista deixou ao país, também estranhamos que o Dr. Jardim tenha muitas opiniões sobre a dívida do continente, esquecendo-se da dívida que fez e que tem na Madeira".
É difícil ser mais certeiro e objectivo. É inesperada a forma como o PS fala das medidas agora tomadas, bem ou mal, pelo actual governo, quando a maior parte delas se destinam a reparar as asneiras dos socialistas. Isto cerca de dois meses depois de terem abandonado a governação. O mesmo para o Dr. Jardim: campeão do endividamento, ainda tem cara para mandar flechas ao Governo Central.
O povo tem memória curta e não é muito difícil de enganar. Mas não tanto como pensam Jardim e Seguro.
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domingo, 4 de setembro de 2011

HISTÓRIA DA HUMANIDADE

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[...] Felipe lembrou-se da história do Rei do Oriente que, desejando conhecer a história da humanidade, recebeu de um sábio quinhentos volumes; ocupado com negócios de Estado, pediu-lhe que a condensasse. Ao cabo de vinte anos, o sábio voltou e a sua história ocupava agora apenas cinquenta volumes; mas o rei, já velho demais para ler tantos livros volumosos, pediu-lhe que a fosse abreviar mais uma vez. Passaram-se de novo vinte anos, e o sábio, velho e encanecido, trouxe um único volume com os conhecimentos que o rei procurara; este, porém, estava deitado no seu leito de morte, nem tinha mais tempo de ler sequer aquilo. Aí o sábio deu-lhe a história da humanidade numa única linha: "Nasceram, sofreram, morreram".
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Somerset Maugham  in "A Servidão Humana"
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AMAZONAS DO SÉCULO XXI

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SÓ BOAS INTENÇÕES!

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O Primeiro-Ministro garantiu hoje que irá fazer tudo para que não haja um novo aumento de impostos até 2015. Pedro Passos Coelho não excluiu, no entanto, que as "condicionantes externas" o podem obrigar a carregar mais na carga fiscal sobre os portugueses. Isto é, estamos na mira do fisco. É que Passos Coelho nem explica o que são “condicionantes externas”. Por exemplo, mais uma derrapagem nas contas do Dr. Alberto João Jardim, na Madeira, é uma “condicionante externa”? Um buraco no orçamento dos Açores também é? Mais algumas facturas não contabilizadas numa Secretaria de Estado qualquer, é “condicionante externa”?
Devo dizer que o Governo é franco e não promete certezas. Diz apenas que vai fazer tudo para não aumentar a carga fiscal. Mas isso não traz nenhuma tranquilidade porque provavelmente também fez tudo para não a aumentar antes e o resultado foi o que se viu.
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CCB

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sábado, 3 de setembro de 2011

OS GRANDES VELEIROS NA PINTURA

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ENTRE ASPAS

"Mas o que espanta é a ferocidade do governo em sobretaxar as empresas que (ainda) dão lucro, uma terapia que, dizem os astrólogos, colocará o país a crescer daqui a dois anos. Não duvido.
Duvido é que esteja cá alguém para assistir ao milagre."
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João Pereira Coutinho in "Correio da Manhã"
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PINGOS DE LISBOA

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NÃO APRENDER COM OS ERROS

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Até há algum tempo, o homem poluía a terra, os rios, os oceanos e o ar. Primeiro fazia-o displicentemente, sem pensar sequer nas consequências. Depois, viu que a capacidade da Terra absorver o lixo que produzia era finita e percebeu que tinha de mudar de rumo. Constatou, então, que não era fácil. Tinha construído um estilo de vida pouco compatível com o respeito pelo ambiente que não era fácil inverter e, apesar do problema ser grave, continua alegremente a estragar o meio onde tem de viver.
Podemos pensar que devia tirar a lição para uso em futuras actividades, por exemplo no espaço sideral. Mas a tendência poluidora humana é insaciável e, também aí, foi além do admissível e está a criar uma situação que não vai ser capaz de solucionar. Por exemplo, em Janeiro de 2007, a destruição programada do satélite meteorológico chinês Fengyung deixou a flutuar no espaço e em órbita 3 mil fragmentos com mais de 10 centímetros de diâmetro e mais de 150 mil com mais de 1 centímetro.
Neste momento, o número de objectos inúteis em órbita, o chamado lixo espacial, é muito elevado, próximo de duas dezenas de milhares, constituindo grande perigo para as naves operacionais, tripuladas ou não, a viajar em volta da Terra.  
Embora já tarde, era o momento de começar a acautelar tal poluição. Mas como os utilizadores do espaço são muitos e de diversas nacionalidades, a tarefa não é simples. Iremos caminhar até ao ponto de assistirmos a graves acidentes no espaço por manifesta negligência na sua prevenção? Se sim, é caso para dizer que o homem não aprende com os seus erros, o que é trágico.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

DITOSA PÁTRIA

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O JARDIM DA MADEIRA

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Houvesse um pouco mais de respeito pela região e o buraco seria integralmente pago pelos madeirenses. E pago com novas subidas de impostos (só para os madeirenses); cortes nas prestações sociais (só para os madeirenses); cortes nos salários dos funcionários públicos (só para os madeirenses); aumentos do IRC, do IVA, do IMI e de outros impostos (só para os madeirenses); a reintrodução do saudoso imposto sucessório (só para os madeirenses); e, já agora, um "contributo solidário" do próprio dr. Jardim a partir dos seus rendimentos e do seu património. Estou certo de que os madeirenses agradeciam esta oportunidade de emancipação, com o dr. Jardim a ser levado em ombros.

João Pereira Coutinho in "Correio da Manhã"
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CRUZEIRO DO ECLIPSE

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A bordo do navio de cruzeiro "Costa Fortuna", nas proximidades de Chipre, os preparativos para observar um eclipse total do Sol, em 2006
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COMPADRES E PLUTOCRATAS

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Vasco Graça Moura foi deputado pelo PSD e é desde sempre um dos mais convictos defensores do partido, quer em jornais, quer em conferências. Ontem declarou em Évora que o aumento de impostos está a ser mal explicado e a traduzir-se num incomportável sacrifício da classe média, acrescentando que o Governo precisa de explicar melhor as medidas que está a tomar.
No mesmo sentido se pronunciou Marques Mendes, na rádio e na televisão. Aliás, é opinião geral que o comportamento do executivo da coligação está a faltar a todos os compromissos assumidos e a enveredar, exactamente, pelo caminho que criticava aos socialistas.
E não é só no aumento da receita. Diz a imprensa que os cortes na despesa serão de cerca de 2.200 milhões em 2012, sendo que mais de 800 milhões desses cortes irão para a Saúde. Não estou em condições de avaliar correctamente a situação, mas parece excessivo  tal valor. Não se percebe que não haja outras áreas para aplicar tão severo procedimento. O Bastonário da Ordem dos Médicos já se pronunciou sobre a matéria, afirmando que se está a ir longe de mais nos cortes na Saúde e que não podem ser os doentes, nem o Serviço Nacional de Saúde, a pagar a factura da crise.
Os candidatos das últimas eleições legislativas falaram muito em eliminar as gorduras do Estado. Pode haver algum desperdício na Saúde, mas não é claramente a área onde as gorduras abundam. O que parece é haver falta de coragem para atingir os compadrios políticos e, sobretudo, os plutocratas; infelizmente, porque nos tempos mais próximos não haverá outra oportunidade assim.
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ESTADOS UNIDOS 1905

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Praia de Jersey
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

POLÍTICA RASTEIRA

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Passos Coelho agendou visitas a Zapatero, Merkel e Sarkosy para tratar de problemas que têm a ver com a posição de Portugal na União Europeia. Hoje soube-se que Sócrates se reuniu com os dois primeiros a semana passada.
Não sabemos o que anda o Zézito a fazer por aquelas bandas, mas presume-se. A ser o que parece, a sua atitude é no mínimo rasca. Mas mais estranho é a falta de nível dos políticos europeus ao colaborarem nestas pessegadas. Que o nível de tais políticos não era muito já tínhamos percebido pelo andar da carruagem europeia; mas que chegasse a este ponto é surpreendente.
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S. PETERSBURGO

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Catedral de Santo Isaac
(2006)
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ENTRE ASPAS

«Num livro apropriadamente intitulado ‘A Alma dos Ricos’, Agustina Bessa-Luís dizia que via "um país financiado mas não rico". Eu atrever-me-ia a parafrasear a grande escritora e diria que vejo muitos ricos que foram financiados para o serem…»
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Luís Campos Ferreira in “Correio da Manhã”
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INSPIRAÇÃO E CRIATIVIDADE

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Há portugueses que, terminadas as férias no Algarve, accionam as companhias de seguros, alegando que têm o carro avariado, pedindo o reboque até à área da residência e transporte de regresso de táxi. Poupam assim o combustível da viagem e o pagamento de portagens.
Trata-se, indubitavelmente, de acção desonesta e criticável, mesmo considerando que estão em causa as seguradoras, muitas vezes também com comportamentos de que os segurados têm razão de queixa. Mas o que espanta é a imaginação dos prevaricadores. É preciso uma boa dose para usar tal recurso.
Uns terão partido já com o propósito de usar o esquema no regresso, isto é, de forma premeditada. Outros terão recebido a inspiração face ao provável facto de terem excedido o orçamento durante as férias. Em qualquer dos casos, o fenómeno não deixa muito bem no retrato a nossa sociedade. Pena que tanta criatividade não seja canalizada para iniciativas diferentes capazes de ajudar o País a sair da crise.
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