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"Depois de muitos e muitos anos, hoje dei a última aula na Universidade.
Cansei-me de lutar contra os telemóveis, contra o Watsapp e contra o Facebook. Ganharam-me. Rendo-me. Atiro a toalha ao chão.
Cansei-me de falar de assuntos que me apaixonam perante jovens que não conseguem desviar a vista do telemóvel que não pára de receber selfies.
Claro que nem todos são assim. Mas cada vez são mais.
Até há três ou quatro anos a advertência para deixar o telemóvel de lado durante 90 minutos, ainda que fosse só para não serem mal-educados, ainda tinha algum efeito.
Agora não. Pode ser que seja eu, que me desgastei demasiado no combate. Ou que esteja a fazer algo mal.
Mas há algo certo: muitos desses jovens não têm consciência do efeito ofensivo e doloroso do que fazem. Além disso, cada vez é mais difícil explicar como funciona o jornalismo a pessoas que o não consomem nem vêem sentido em estar informadas.
Esta semana foi tratado o tema Venezuela. Só uma estudante entre 20 conseguiu explicar o básico do conflito. O muito básico. O resto não fazia a mais pequena ideia. Perguntei-lhes (...) o que se passa na Síria? Silêncio. Que partido é mais liberal ou que está mais à 'esquerda' nos Estados Unidos, os democratas ou os republicanos? Silêncio. Sabem quem é Vargas Llosa?
Alguém leu algum dos seus livros? Não, ninguém! Lamento que os jovens não possam deixar o telemóvel, nem na aula. Levar pessoas tão desinformadas para o jornalismo é complicado.
É como ensinar botânica a alguém que vem de um planeta onde não existem vegetais. Num exercício em que deviam sair para procurar uma notícia na rua, uma estudante regressou com a notícia de que se vendiam, ainda, jornais e revistas na rua.
Estes jovens, que continuam a ter inteligência, simpatia e afabilidade, foram enganados, a culpa não é só deles. A incultura, o desinteresse e a alienação não nasceram com eles.
Foram-lhes matando a curiosidade e, cada professor que deixou de lhes corrigir as faltas de ortografia, ensinou-lhes que tudo é mais ou menos o mesmo. Então, quando compreendemos que eles também são vítimas, quase sem darmos conta vamos baixando a guarda.
E o mau é aprovado como medíocre e o medíocre passa por bom, e o bom, as poucas vezes que acontece, celebra-se como se fosse brilhante. Não quero fazer parte deste círculo perverso. Nunca fui assim e não serei assim.
O que faço sempre fiz questão de o fazer bem. O melhor possível. E não suporto o desinteresse face a cada pergunta que faço e para a qual a resposta é o silêncio. Silêncio. Silêncio. Silêncio. Eles queriam que a aula terminasse. Eu também."
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
É A VIDA !
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"Ser governado significa ser observado, inspeccionado, espiado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude... Ser governado significa que todo movimento, operação ou transacção que realizamos é anotada, registada, catalogada em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garrotados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade!... Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar a tamanha sujeição durante sessenta séculos?“
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Pierre Joseph Proudhon
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"Ser governado significa ser observado, inspeccionado, espiado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude... Ser governado significa que todo movimento, operação ou transacção que realizamos é anotada, registada, catalogada em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garrotados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade!... Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar a tamanha sujeição durante sessenta séculos?“
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Pierre Joseph Proudhon
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UM QUARTETO DE CORDAS BAMBAS
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Temos no Governo da República Portuguesa um primeiro-ministro que não vê nenhum problema em coligar-se com dois partidos que olham para a Venezuela com candura e alguma nostalgia até.
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Luís Reis in "Observador"
Temos no Governo da República Portuguesa um primeiro-ministro que não vê nenhum problema em coligar-se com dois partidos que olham para a Venezuela com candura e alguma nostalgia até.
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Luís Reis in "Observador"
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
QUANDO A CABEÇA É IGUAL POR DENTRO E POR FORA
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“Pergunto-me como será o lugar especial no inferno que está reservado aos que promoveram o ‘Brexit’ sem sequer terem um rascunho do plano para o concretizar”.
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Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu
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“Pergunto-me como será o lugar especial no inferno que está reservado aos que promoveram o ‘Brexit’ sem sequer terem um rascunho do plano para o concretizar”.
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Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu
INTOLERÁVEL SEGREGAÇÃO DE GÉNERO
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(In SAPO.PT)
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Impertinente e intolerável segregação de género, digo eu!
Obrigue-se de imediato a inclusão de mulheres nas agora equipas masculinas, com uma quota nunca inferior a cinco mulheres e meia em cada lado.
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MAIS VALE TORTO QUE SOLDADO MORTO
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Como é sabido, o Sistema Solar faz parte de um agrupamento imenso de corpos celestes e gazes que constituem a galáxia conhecida por Via Láctea, imaginada quase sempre como uma formação circular, plana e mais ou menos simétrica ― um disco, no fim de contas. Na realidade, estudos recentes mostram que não é assim ― a nossa galáxia está bem empenada, com padrão espiral, como mostra a animação em cima.É claro que daí não advém nenhum mal ao mundo, especialmente a si, caro leitor, mas também ao Benfica, ao Presidente Marcelo, a António Costa, nem sequer a Ana Rita Cavaco ― quando as coisas nascem tortas, tarde ou nunca se endireitam e temos que viver com elas.
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
OLHA O PASSARINHO !
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“O super-poder do Presidente é um ouvido tão apurado que consegue escutar a frase “Olha o passarinho” proferida em qualquer ponto do país. E quando o flash dispara é garantido que ele está no enquadramento”. Tiago Dores in “Observador”
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A ALBÂNIA E OS SEUS FÓSSEIS
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Enver Hoxha, líder comunista da Albânia de 1944 até sua morte em 1985, deixou um complexo legado de industrialização, isolacionismo, paranóia e estagnação económica. Além de expurgar rivais políticos, Hoxha acreditava que seu país corria o risco de ser invadido por qualquer número de supostos inimigos estrangeiros, incluindo forças da NATO e ex-aliados do bloco soviético.
Em preparação para uma invasão que nunca chegou, Hoxha afundou grande parte dos recursos materiais e humanos do país na construção de cerca de 750 mil bunkers em toda a Albânia, mesmo que muito do seu povo lutasse para satisfazer as necessidades mais básicas.
Cogumelos de Concreto explora a vida contemporânea desses bunkers de uma guerra imaginária'. Ainda omnipresentes em todo o campo albanês, hoje eles existem como monumentos de um passado difícil, mesmo que alguns tenham sido transformados em depósitos, atracções turísticas, clubes e restaurantes.---
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Enver Hoxha, líder comunista da Albânia de 1944 até sua morte em 1985, deixou um complexo legado de industrialização, isolacionismo, paranóia e estagnação económica. Além de expurgar rivais políticos, Hoxha acreditava que seu país corria o risco de ser invadido por qualquer número de supostos inimigos estrangeiros, incluindo forças da NATO e ex-aliados do bloco soviético.
Em preparação para uma invasão que nunca chegou, Hoxha afundou grande parte dos recursos materiais e humanos do país na construção de cerca de 750 mil bunkers em toda a Albânia, mesmo que muito do seu povo lutasse para satisfazer as necessidades mais básicas.
Cogumelos de Concreto explora a vida contemporânea desses bunkers de uma guerra imaginária'. Ainda omnipresentes em todo o campo albanês, hoje eles existem como monumentos de um passado difícil, mesmo que alguns tenham sido transformados em depósitos, atracções turísticas, clubes e restaurantes.---
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(Pode ver em ecrã cheio, embora a qualidade não seja famosa)
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
UMA GREVE GRAVE
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Não tenho informação suficiente sobre as razões que levaram os enfermeiros a fazer a greve em curso e promete continuar. Provavelmente, serão fortes tais razões. Mas receio que alguma falta de reflexão sobre as consequências, e também o excesso de protagonismo dos mentores da Ordem e da greve, que se envolveram em luta sindical à margem da sua vocação, possam levar ― se não levaram já ― a situações eticamente inaceitáveis. Esperemos que não.
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PORTUGAL NÃO "FALE"
Recebi do meu amigo António-Pedro Fonseca um texto com graça, de Ricardo Araújo Pereira, publicado na "Visão", que transcrevo a seguir, pedindo desculpa ao autor pelo abuso. Diz assim:
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E quando o leitor pensava que já tinha ouvido tudo acerca da crise, de repente fica a saber que, gramaticalmente, é muito difícil que Portugal vá à falência. E, enquanto for gramaticalmente impossível, eu acredito. Justifico esta ideia com a seguinte teoria fascinante: normalmente, considera-se que o verbo falir é defectivo. Significa isto que lhe faltam algumas pessoas, designadamente a primeira, a segunda e a terceira do singular, e a terceira do plural do presente do indicativo, e todas as do presente do conjuntivo. Não se diz "eu falo", "tu fales", nem "ele fale". Não se diz "eles falem". Todos os modos e tempos verbais do verbo falir se admitem, com excepção de quatro pessoas do presente do indicativo e todo o presente do conjuntivo. Em que medida é que isto são boas notícias? O facto de o verbo falir ser defectivo faz com que, no presente, nenhum português possa falir. Não é possível falir, presentemente, em Portugal. "Eu falo" é uma declaração ilegítima. Podemos aventar a hipótese de vir a falir, porque "eu falirei" é uma forma aceitável do verbo falir. E quem já tiver falido não tem salvação, porque também é perfeitamente legítimo afirmar: "eu fali". Mas ninguém pode dizer que, neste momento, "fale".
Acaba por ser justo que o verbo falir registe estas falências na conjugação. Justo e útil, sobretudo em tempos de crise. Basta que os portugueses vivam no presente - que, além do mais, é dos melhores tempos para se viver - para que não "falam" (outra conjugação impossível). Não deixa de ser misterioso que a língua portuguesa permita que, no passado, se possa ter falido, e até que se possa vir a falir, no futuro, ao mesmo tempo que inviabiliza que se "fala", no presente. Se eu nunca "falo", como posso ter falido? Se ninguém "fale", porquê antever que alguém falirá? Talvez a explicação esteja nos negócios de "import/export". Nas outras línguas, é possível falir no presente, pelo que os portugueses que têm negócios com estrangeiros podem ver-se na iminência de falir. Mas basta que os portugueses não falem (do verbo falar, não do verbo falir) acerca de negócios com estrangeiros para que não "falam" (do verbo falir, não do verbo falar). Eu tenho esse cuidado, e por isso não falo (do verbo falir e do verbo falar).
Bem sei que o prof. Rodrigo Sá Nogueira, assim como outros linguistas, se opõe a que o verbo falir seja considerado defectivo. Mas essa é uma posição que tem de se considerar antipatriótica. É altura de a gramática se submeter à economia. Tudo o resto já se submeteu.
E quando o leitor pensava que já tinha ouvido tudo acerca da crise, de repente fica a saber que, gramaticalmente, é muito difícil que Portugal vá à falência. E, enquanto for gramaticalmente impossível, eu acredito. Justifico esta ideia com a seguinte teoria fascinante: normalmente, considera-se que o verbo falir é defectivo. Significa isto que lhe faltam algumas pessoas, designadamente a primeira, a segunda e a terceira do singular, e a terceira do plural do presente do indicativo, e todas as do presente do conjuntivo. Não se diz "eu falo", "tu fales", nem "ele fale". Não se diz "eles falem". Todos os modos e tempos verbais do verbo falir se admitem, com excepção de quatro pessoas do presente do indicativo e todo o presente do conjuntivo. Em que medida é que isto são boas notícias? O facto de o verbo falir ser defectivo faz com que, no presente, nenhum português possa falir. Não é possível falir, presentemente, em Portugal. "Eu falo" é uma declaração ilegítima. Podemos aventar a hipótese de vir a falir, porque "eu falirei" é uma forma aceitável do verbo falir. E quem já tiver falido não tem salvação, porque também é perfeitamente legítimo afirmar: "eu fali". Mas ninguém pode dizer que, neste momento, "fale".
Acaba por ser justo que o verbo falir registe estas falências na conjugação. Justo e útil, sobretudo em tempos de crise. Basta que os portugueses vivam no presente - que, além do mais, é dos melhores tempos para se viver - para que não "falam" (outra conjugação impossível). Não deixa de ser misterioso que a língua portuguesa permita que, no passado, se possa ter falido, e até que se possa vir a falir, no futuro, ao mesmo tempo que inviabiliza que se "fala", no presente. Se eu nunca "falo", como posso ter falido? Se ninguém "fale", porquê antever que alguém falirá? Talvez a explicação esteja nos negócios de "import/export". Nas outras línguas, é possível falir no presente, pelo que os portugueses que têm negócios com estrangeiros podem ver-se na iminência de falir. Mas basta que os portugueses não falem (do verbo falar, não do verbo falir) acerca de negócios com estrangeiros para que não "falam" (do verbo falir, não do verbo falar). Eu tenho esse cuidado, e por isso não falo (do verbo falir e do verbo falar).
Bem sei que o prof. Rodrigo Sá Nogueira, assim como outros linguistas, se opõe a que o verbo falir seja considerado defectivo. Mas essa é uma posição que tem de se considerar antipatriótica. É altura de a gramática se submeter à economia. Tudo o resto já se submeteu.
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
LEI DE FERRO DA OLIGARQUIA
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[...] Se alguma virtude houve nestes anos de geringonça foi tornar claro que nada nem ninguém escapa à “Lei de Ferro da Oligarquia” descrita pelo sociólogo alemão Robert Michels na sua célebre e influente obra de 1911, mas porventura num grau que nem ele imaginou: não só os aparelhos partidários tomaram conta dos partidos, como os partidos tomaram conta do Estado e dividem entre si os despojos.Já não há virgens, porque já tivemos Ricardo Robles no Bloco e temos agora uma avalanche de histórias sobre uma rede vermelha de empresas que parasita as autarquias do PCP. [...]
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José Manuel Fernandes in "Observador"
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DO ANTROPOPITECO A NICOLÁS MADURO
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O texto publicado em baixo é uma tradução "serrobeca" de um artigo de Dorsa Amir, antropóloga especialista em evolução, do Boston College. Apesar da qualidade da tradução, aí vai ele -------->
Amir acredita que se uma característica não for útil mas permanecer inofensiva para os seres humanos, acompanhará o progresso da evolução. Segundo o Business Insider, há pelo menos nove partes de que o ser humano já não precisa.
O apêndice, por exemplo, não é uma parte essencial – embora alguns estudos sugiram que armazena boas bactérias. Há muitos anos, o apêndice pode ter ajudado as pessoas a digerir plantas ricas em celulose. Embora os vertebrados devoradores de plantas ainda dependam do apêndice para as processar, o órgão não faz parte da função digestiva no homem. No entanto, há evidências crescentes de que o apêndice armazena algumas bactérias intestinais úteis, mas não é claro se essa sempre foi a sua função, ou se é um cão velho a aprender novos truques, como diz a autora. Em alguns casos, o apêndice fica inflamado ou rompe, o que requer a sua remoção cirúrgica.
Outro órgão em causa é o músculo palmar longo, que se estende do punho até ao cotovelo. Cerca de 10% dos homens não o possuem. Se se pousar a parte de trás do pulso numa mesa e ligar o polegar ao dedo mindinho, poderá ver uma faixa de músculo a surgir no pulso. Esse é o músculo palmar longo. Segundo Amir, este músculo ajudou os nossos ancestrais a subir às árvores. Provavelmente também ajudou os primeiros humanos com a sua aderência. Quando começámos a andar em dois pés, há cerca de 3,2 milhões de anos, o músculo tornou-se inútil. “Já passou algum tempo desde que foi útil”, diz Amir. Agora, a força no punho é a mesma, independentemente de ter ou não o músculo. O homem também já não precisa de mandíbulas poderosas porque as nossas dietas mudaram para alimentos suaves e grãos cozidos. As mandíbulas são menores e, por isso, não conseguimos "encaixar" correctamente os dentes do siso. Já que comemos alimentos moles, não precisamos deles, diz a investigadora.
Em quarto lugar, vem o erector do pelo, músculo diminuto cujas fibras põem os pelos "em pé" quando se contraem. Os nossos ancestrais, que tinham muito mais pelos no corpo, usavam as fibras a seu favor, mas, para nós, são inúteis. Para animais com pelo espesso, o erector do pelo pode ajudar ao isolamento. As fibras também podem fazer com que os animais pareçam maiores – o porco-espinho beneficia deste fenómeno.
A cientista menciona embriões humanos que desenvolvem uma cauda entre cinco e oito semanas após a concepção. A cauda desaparece quando nascem e as vértebras restantes fundem-se para formar o cóccix.
Os músculos auriculares controlam a parte visível da orelha, mas o homem perdeu capacidade de os usar. Outros mamíferos usam-nos para detectar presas e predadores.Os músculos auriculares do ouvido ajudam outros mamíferos a localizar sons e expressar emoções. Ao contrário dos humanos, animais como gatos precisam de mover os ouvidos para ouvir bem. Mas, segundo a investigadora, como temos pescoço flexível, já não há necessidade de o fazer. Algumas pessoas conseguem mexer as orelhas, mas é o melhor que conseguem fazer.
O músculo piramidal, que está localizado no baixo ventre, tem a forma de um triângulo. As pessoas têm de zero a dois desses músculos, mas não ajudam em nada. O músculo piramidal pode ajudar a contrair a linha alba, mas isso não é relevante para a função dos músculos abdominais. Cerca de 20% dos homens não possuem músculos piramidais. Os fetos masculinos e femininos desenvolvem-se inicialmente da mesma forma e a testosterona desencadeia a formação de órgãos sexuais masculinos mais tarde. Antes destas hormonas aparecerem, no entanto, os mamilos já começaram a desenvolver-se. Os homens não conseguem amamentar em circunstâncias naturais, mas um alto nível de prolactina, a hormona que ajuda a produzir leite, pode criar esse efeito. Enquanto muitos mamíferos machos podem lactar em cenários extremos, apenas o morcego Dayak, encontrado no sudeste da Ásia, o faz espontaneamente. Por fim, a plica semi-lunar, ou terceira pálpebra, é uma dobra de tecido encontrada no canto interno do olho. Assemelha-se às membranas que alguns animais usam para proteger os olhos. Aves, répteis e alguns mamíferos podem puxar essas membranas através dos olhos para mantê-los húmidos e livres de detritos. A nossa plica semi-lunar é um remanescente dessas membranas, embora os seres humanos sejam incapazes de controlar o tecido.
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O texto publicado em baixo é uma tradução "serrobeca" de um artigo de Dorsa Amir, antropóloga especialista em evolução, do Boston College. Apesar da qualidade da tradução, aí vai ele -------->
Amir acredita que se uma característica não for útil mas permanecer inofensiva para os seres humanos, acompanhará o progresso da evolução. Segundo o Business Insider, há pelo menos nove partes de que o ser humano já não precisa.
O apêndice, por exemplo, não é uma parte essencial – embora alguns estudos sugiram que armazena boas bactérias. Há muitos anos, o apêndice pode ter ajudado as pessoas a digerir plantas ricas em celulose. Embora os vertebrados devoradores de plantas ainda dependam do apêndice para as processar, o órgão não faz parte da função digestiva no homem. No entanto, há evidências crescentes de que o apêndice armazena algumas bactérias intestinais úteis, mas não é claro se essa sempre foi a sua função, ou se é um cão velho a aprender novos truques, como diz a autora. Em alguns casos, o apêndice fica inflamado ou rompe, o que requer a sua remoção cirúrgica.
Outro órgão em causa é o músculo palmar longo, que se estende do punho até ao cotovelo. Cerca de 10% dos homens não o possuem. Se se pousar a parte de trás do pulso numa mesa e ligar o polegar ao dedo mindinho, poderá ver uma faixa de músculo a surgir no pulso. Esse é o músculo palmar longo. Segundo Amir, este músculo ajudou os nossos ancestrais a subir às árvores. Provavelmente também ajudou os primeiros humanos com a sua aderência. Quando começámos a andar em dois pés, há cerca de 3,2 milhões de anos, o músculo tornou-se inútil. “Já passou algum tempo desde que foi útil”, diz Amir. Agora, a força no punho é a mesma, independentemente de ter ou não o músculo. O homem também já não precisa de mandíbulas poderosas porque as nossas dietas mudaram para alimentos suaves e grãos cozidos. As mandíbulas são menores e, por isso, não conseguimos "encaixar" correctamente os dentes do siso. Já que comemos alimentos moles, não precisamos deles, diz a investigadora.
Em quarto lugar, vem o erector do pelo, músculo diminuto cujas fibras põem os pelos "em pé" quando se contraem. Os nossos ancestrais, que tinham muito mais pelos no corpo, usavam as fibras a seu favor, mas, para nós, são inúteis. Para animais com pelo espesso, o erector do pelo pode ajudar ao isolamento. As fibras também podem fazer com que os animais pareçam maiores – o porco-espinho beneficia deste fenómeno.
A cientista menciona embriões humanos que desenvolvem uma cauda entre cinco e oito semanas após a concepção. A cauda desaparece quando nascem e as vértebras restantes fundem-se para formar o cóccix.
Os ossos da cauda ajudaram os nossos ancestrais na mobilidade e equilíbrio, mas a cauda encolheu quando o homem aprendeu a andar de pé. O cóccix, agora, não tem utilidade.
Os bebés humanos raramente nascem com cauda, embora isso possa acontecer. A cauda pode ser removida por cirurgia sem problemas. Os músculos auriculares controlam a parte visível da orelha, mas o homem perdeu capacidade de os usar. Outros mamíferos usam-nos para detectar presas e predadores.Os músculos auriculares do ouvido ajudam outros mamíferos a localizar sons e expressar emoções. Ao contrário dos humanos, animais como gatos precisam de mover os ouvidos para ouvir bem. Mas, segundo a investigadora, como temos pescoço flexível, já não há necessidade de o fazer. Algumas pessoas conseguem mexer as orelhas, mas é o melhor que conseguem fazer.
O músculo piramidal, que está localizado no baixo ventre, tem a forma de um triângulo. As pessoas têm de zero a dois desses músculos, mas não ajudam em nada. O músculo piramidal pode ajudar a contrair a linha alba, mas isso não é relevante para a função dos músculos abdominais. Cerca de 20% dos homens não possuem músculos piramidais. Os fetos masculinos e femininos desenvolvem-se inicialmente da mesma forma e a testosterona desencadeia a formação de órgãos sexuais masculinos mais tarde. Antes destas hormonas aparecerem, no entanto, os mamilos já começaram a desenvolver-se. Os homens não conseguem amamentar em circunstâncias naturais, mas um alto nível de prolactina, a hormona que ajuda a produzir leite, pode criar esse efeito. Enquanto muitos mamíferos machos podem lactar em cenários extremos, apenas o morcego Dayak, encontrado no sudeste da Ásia, o faz espontaneamente. Por fim, a plica semi-lunar, ou terceira pálpebra, é uma dobra de tecido encontrada no canto interno do olho. Assemelha-se às membranas que alguns animais usam para proteger os olhos. Aves, répteis e alguns mamíferos podem puxar essas membranas através dos olhos para mantê-los húmidos e livres de detritos. A nossa plica semi-lunar é um remanescente dessas membranas, embora os seres humanos sejam incapazes de controlar o tecido.
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domingo, 3 de fevereiro de 2019
BOM ANO DO PORCO
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O Ano Novo chinês começa no próximo dia 5 de Fevereiro, Terça-Feira, e será o Ano do Porco (cada um dos 12 meses do ano tem o nome de um animal). Matthew Chin, de Hong Kong, criou a imagem que se vê em cima, reproduzida no "Earth Sky". O fundo vermelho e os caracteres significam “Boa Sorte” ― decorativa, sem dúvida.
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FRONTEIRAS INESPERADAS
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A linha recta negra que se vê no chão desta casa, entre as pernas de uma cadeira e do que parece ser uma mesa, não é uma linha qualquer: marca com rigor a localização da fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá naquele local.
sábado, 2 de fevereiro de 2019
CASAL VENTOSO-SUR MER
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Segundo o “Jornal Económico”, o Estado tem quase 600 imóveis a valer menos de um euro. Devem ser barracas “tipo Musgueira”, que não sei se ainda existe, ou Casal Ventoso, com que o João Soares acabou e onde vi muitos doentes, beneficiários das antigas “Caixas”. Batia-se na porta e ouvia-se a pergunta: Quem é? ― É o médico da “Caixa” respondia-se com a pasta pronta para defesa contra os canídeos que ameaçavam as calças, quando não as canelas.
Provavelmente, os imóveis de um euro, Património do Estado, ainda serão alguns dos que visitei há mais de quarenta anos. Se fosse mais novo e possível, comprava um para cultivar hortaliça no quintal nas horas vagas.
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CONTRACÇÃO DA PREPOSIÇÃO, ARTIGO, VERBO, BLÁ, BLÁ, BLÁ...
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O texto em cima, ironicamente, é um destaque numa entrevista a Marco Neves, especialista em língua portuguesa, publicada em SAPO.PT, a propósito da publicação do seu novo livro "Dicionário de Erros Falsos e (Mitos) do Português".
O texto em cima, ironicamente, é um destaque numa entrevista a Marco Neves, especialista em língua portuguesa, publicada em SAPO.PT, a propósito da publicação do seu novo livro "Dicionário de Erros Falsos e (Mitos) do Português".
A seta foi colocada por mim e a asneira é de autor não identificado.
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O MANSA DA "MASSA"
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A imagem mostra uma página do manuscrito medieval conhecido por “Atlas Catalão” onde se vê a figura de um rei da África Ocidental, Mansa Malu, governante do império do Mali. Mansa Malu tinha o controlo total do ouro da região, o mais puro e procurado na época, e pode hoje afirmar-se que tal lhe conferiu a qualidade de ter sido o homem mais rico de todos os tempos ― mais que a família Amorim!sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
LUZ ZODIACAL
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Fotografia da Luz Zodiacal, “clarão” constituído por luz reflectida por pequenas partículas ao longo do trajecto seguido pelo Sol, pela Lua e outros astros, trajecto também conhecido por eclíptica.--- ---
O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER
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O “Diário de Notícias” inclui hoje um artigo, cujo título se mostra em cima, que cheira e tresanda a segunda via do cartão do PCP. O autor é Pedro Tadeu, jornalista isento e rigorosamente apartidário, defensor de Maduro e Chavez. Recomendo a leitura com mola no nariz.
Mas falo nele para transcrever o comentário de um leitor, um senhor chamado Luís Cary Cordovil, que escreve a páginas tantas: Oh Pedro Tadeu! Basta! Não vale a pena defender o indefensável pois a resposta é simples - Maduro é um ditador! Salazar era um democrata ao pé dele!
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
PESCADINHA DE RABO NA BOCA
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O Ministro do ambiente Matos Fernandes, com a sua voz de altifalante de feira ― tipo Bruno de Carvalho, como diz Vítor Espadinha ―, anunciou ontem, urbi et orbi: "Hoje é muito evidente que quem comprar um carro a diesel muito provavelmente daqui a quatro ou cinco anos não vai ter grande valor na sua troca" (sic). E mais não disse porque, para jericada, já basta assim.
É claro que a jericada pode estar certa, mas não é tão linear como parece. Por um lado, os actuais fabricantes de carros aperfeiçoam cada vez mais os motores de combustão interna, reduzindo a emissão de gazes poluentes. Por outro, porque a produção e abate de veículos eléctricos polui mais do que a produção e abate de automóveis a gasolina ou diesel. E, finalmente, porque a energia usada no abastecimento dos motores eléctricos é produzida, em grande parte, pela queima de combustíveis fósseis, sobretudo carvão. É a pescadinha de rabo na boca e só a experiência mostrará se os carros eléctricos prestam. Acrescente-se a isto o alarme que as declarações do ministro lançaram no mercado automóvel! Só à porrada!...
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terça-feira, 29 de janeiro de 2019
IDEIAS DE MERDA, COM VOSSA LICENÇA
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Cientistas anglo-saxónicos que têm estudado a flora microbiana do corpo humano, principalmente intestinal e cerebral, estão convictos de que o seu volume e tipo podem condicionar a qualidade intelectual do encéfalo e o comportamento humano, existindo suspeitas de que tal acontece, por exemplo, na doença de Alzheimar, na esquizofrenia e na doença de Parkinson, entre outras. Considerando que tal flora é de cerca de 3 triliões de germes por pessoa, e que na Assembleia da República “funcionam” 230 cérebros sob o efeito de 690 triliões de micro-organismos, a maior parte residente no intestino, é de esperar uma colossal produção de ideias, a maior parte das quais fruto dos micróbios do cólon e, portanto, com vossa licença, ideias de merda.
NO POUPAR É QUE ESTÁ O GANHO
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Não se incomode a comprar um calendário de 2019: use o de 1895 que tem lá em casa guardado, porque é exactamente igual ao de 2019 e poupa papel e dinheiro.
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(Com colaboração de António-Pedro Fonseca)
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PENSAMENTO PARA HOJE
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A verdade não é, nem absoluta, nem intemporal. Mas a procura da verdade permanece o propósito da Ciência.
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Michela Massimi
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É extraordinária a forma como o conhecimento do mundo evoluiu com base em teorias que o tempo mostrou estarem erradas. Lembremos o heliocentrismo, a teoria de Newton, da luz constituída por partículas, o criacionismo e rebabá!
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É extraordinária a forma como o conhecimento do mundo evoluiu com base em teorias que o tempo mostrou estarem erradas. Lembremos o heliocentrismo, a teoria de Newton, da luz constituída por partículas, o criacionismo e rebabá!
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domingo, 27 de janeiro de 2019
PERGUNTA O ZÉ: QUEM É AQUELE VESTIDO DE BRANCO AO LADO DO MARCELO ?
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Dizem os jornais que Marcelo declarou, neste Sábado e no Panamá, onde foi participar nas jornadas Mundiais da Juventude, que “sai de lá com uma grande vontade de se recandidatar”
Marcelo parece “bom tipo” e tem todas as qualidades para ser um competente chefe de estado na Parolândia que é a nossa. Adicionalmente, adora sê-lo porque conhece os políticos melhor que ninguém e, antes de algum abrir a boca ou esboçar um gesto, já ele sabe o que outro dirá ou fará e tem a resposta pronta guardada na bolsa marsupial do seu encéfalo non-stop.
O problema não é saber se se recandidata. O problema é saber o que falta fazer para que ele se recandidate mais vezes.
Dizem os jornais que Marcelo declarou, neste Sábado e no Panamá, onde foi participar nas jornadas Mundiais da Juventude, que “sai de lá com uma grande vontade de se recandidatar”
Marcelo parece “bom tipo” e tem todas as qualidades para ser um competente chefe de estado na Parolândia que é a nossa. Adicionalmente, adora sê-lo porque conhece os políticos melhor que ninguém e, antes de algum abrir a boca ou esboçar um gesto, já ele sabe o que outro dirá ou fará e tem a resposta pronta guardada na bolsa marsupial do seu encéfalo non-stop.
O problema não é saber se se recandidata. O problema é saber o que falta fazer para que ele se recandidate mais vezes.
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Ó LUA QUE VAIS TÃO BAIXA
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Cento e quarenta e cinco anos depois, Manish Mamtani, dois dias após a última Lua-Cheia, captou a soberba imagem que se vê em cima, com o nascer desta a servir de fundo ao farol e a uma casa rústica.
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Em 1874, o Presidente Rutherborg B. Hayes mandou construir, na Costa do Maine, o farol que se vê em cima, atracção turística visitada e fotografada por milhões. Cento e quarenta e cinco anos depois, Manish Mamtani, dois dias após a última Lua-Cheia, captou a soberba imagem que se vê em cima, com o nascer desta a servir de fundo ao farol e a uma casa rústica.
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sábado, 26 de janeiro de 2019
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