quinta-feira, 25 de março de 2010
PACO DE LUCIA
Fez a primeira actuação em público com 11 anos e, em 2004, foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias. A sua principal gravação é, provavelmente, o Concierto de Aranjuez, de 1991, com a Orquestra de Cadaques.
BANANAS NOS OUVIDOS
...blá, blá, blá, um texto que pode ser consensualizado... blá, blá, blá, e aquilo que neste exacto momento quero afirmar é chamar a atenção para a enormíssima importância que a deliberação que vai ocorrer hoje na Assembleia da República
tem para o futuro do País blá,blá, blá...
Descontando o discurso de cabo de esquadra, com respeito pelos cabos de esquadra, é claro que não há consenso nenhum. O PSD, simplemente por razões patrióticas, absteve-se, sem concordar com o PS, depois de ter imposto a este partido a remoção de algumas farroncas que constavam no documento original, o que o PS se apressou a fazer com o rabo entre as pernas.
Entretanto, Teixeira dos Santos havia afirmado com ar solene uma coisa que ninguém sabia: a economia portuguesa corre o risco de pagar juros elevadíssimos e viver tempos dramáticos! Faz lembrar o fulano a quem disseram que tinha uma banana no ouvido e que respondeu pedindo para lhe falarem do outro lado porque daquele tinha uma banana no ouvido. Afinal, Teixeira dos Santos tem uma banana em cada ouvido!
Quando as tirar, tem de se perguntar porque corre Portugal risco de pagar juros elevadíssimos e de viver tempos dramáticos. Não posso acreditar que não saiba!
quarta-feira, 24 de março de 2010
CARMEN
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Esta é a mais famosa ópera não italiana. E o Prelúdio, de cuja partitura se reproduz o início aqui ao lado, será o trecho mais conhecido, a par com a Habanera.
A Habanera, com origem em Havana, foi a primeira música afro-latino-americana. Trazida para a Europa no Século XVII, foi sofrendo alterações pelos arranjos dos músicos europeus e assim voltou à América do Sul com os emigrantes portugueses e espanhóis. Viria a estar na origem de vários ritmos, nomeadamente o tango argentino.
MADRID? VAI DE BURRO!
Sempre considerei a saída do IPO de Palhavã uma jericada e uma manifestação de parolice. Conheço vários hospitais de referência estrangeiros que funcionam no meio de grandes cidades, têm instalações recuperadas de edifícios antigos, e são modelos de assistência. Como em quase tudo, nos hospitais o importante é o software e não o hardware. A parolice deslumbra-se com equipamento novo, que frequentemente deixa degradar por maus tratos e falta de manutenção, e não está minimamente interessada em coisas maçadoras, como organização, optimização de recursos, motivação do pessoal, inovação e criatividade laboral. A transferência do IPO para a Isaltinolândia, ou para a Bela Vista, é um caso típico de saloiada. 
Mas isso não interessa agora. Ou melhor, interessa sempre mas não é disso que quero falar. O que me traz é a figura triste do PS, de que ninguém fala. Andou o governo a eructar a postas de pescada durante cinco anos, com projectos megalómanos, e acaba por ter o portuguesinho de andar de burro em vez de TGV. E quanto ao IPO, a ideia era boa, segundo o governo, mas afinal não há dinheiro! O Ministério da Saúde vai fazer obras de melhoramento nas actuais instalações do IPO e abandona a ideia de fazer tudo novo. Eh, eh, eh...
Mas o mais ridículo é o modo como tomamos
conhecimento disto. O Presidente da Câmara de Lisboa anuncia aos vereadores que o "Rock in Rio" vai continuar na Bela Vista até 2014. Interpelado pelo vereador Rúben de Carvalho sobre como isso é compatível com a transferência do IPO, informa displicentemente que, afinal, o hospital não muda porque não há dinheiro. Eh, eh, eh...Para a semana vou comprar um castelo na Normandia. Dinheiro? Onde tenho dinheiro para isso? Oh meus amigos!... Perguntem ao Sócrates onde tem ele o dinheiro para fazer o TGV para Madrid. Eh, eh, eh...
OS CROMOS DO BOLO
Hoje vem a notícia de que o ministro Teixeira dos Santos, perante os deputados do PS, não excluiu a hipótese de o governo, ainda este ano, tomar a decisão de tributar as mais valias obtidas em bolsa.
Amanhã, o primeiro-ministro dirá, perante os dirigentes da CIP, que o governo nunca encarou a possibilidade de tributar este ano as mais valias obtidas em bolsa.
Depois de amanhã, o ministro Jorge Lacão afirmará que o ministro Teixeira dos Santos queria dizer ser necessário tributar as mais valias obtidas em bolsa, mas só na altura própria e depois de estudar bem as incidências do problema, que são muitas e delicadas. E que o primeiro-ministro nunca disse que as mais valias obtidas em bolsa não iriam ser tributadas este ano, mas tal hipótese está a ser ponderada.
A seguir, virá o ministro da Defesa Santos Silva esclarecer o problema: isso da tributação das mais valias obtidas em bolsa é manobra da oposição que, sem sentido de estado, compromete o bom nome do governo perante o estrangeiro e contribui para o agravamento do rating da República.
Finalmente, o ministro Silva Pereira, daqui a quatro dias, anuncia que as mais valias obtidas em bolsa serão tributadas, com efeitos retro-activos a Janeiro de 2009. E aproveita para afirmar que o governo nunca disse outra coisa.
UÓTE A CHITE!
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O inefável Jorge Lacão, também conhecido por Ministro dos Assuntos Parlamentares, disse hoje que o governo não tem intenção de privatizar a RTP. Interrogado por Agostinho Branquinho (deputadinho do PSDinho), Lacão esclareceu que a RTP necessitava de saneamento financeiro - em curso - para ser possível uma hipotética operação de privatização.
Já conhecemos o PS: aeroporto em Alcochete, jamé; deixar para trás o TGV para o Porto, jamé; o mesmo para o de Vigo, jamé; auto-estrada de Bragança em compasso de espera, jamé; aumento de impostos, jamé; blá, blá, blá, jamé.
Alguém acredita em Lacão? Noubódi! Alguém acredita em Sócrates? Noubódi! Alguém acredita no governo? Noubódi!
Porque se dão eles ao trabalho de tentar enganar a gente? Noubódi nouze!
Bai de uei, ai nou: dei are a chite! Déteze de póinte!
terça-feira, 23 de março de 2010
A ERUDIÇÃO ABSTRACTA
Nos últimos anos, o campo de actuação da vida intelectual na América inflectiu e o intelectual tradicional foi progressivamente marginalizado. A educação dos anos 50, sobre Freud, Marx e o modernismo, não é qualificação suficiente para um pensador nos anos 90. Na realidade, os intelectuais americanos tradicionais são, em certo sentido, crescentemente reaccionários, e bastante vezes orgulhosamente (e perversamente) ignorantes sobre as verdadeiras conquistas intelectuais do nosso tempo. A sua cultura, que omite a ciência, é quase sempre não empírica. Usa jargão próprio e lava a própria roupa. É caracterizada principalmente pelo comentário dos comentários, atingindo eventualmente uma espiral crescente de comentários ao ponto em que o mundo real se perde. John Brockman, no site da Edge Foundation
GRANIZO NA AUSTRÁLIA
Temporal em Perth. Dezembro, Janeiro e Fevereiro com 0,2 milímetros de chuva no total. Em poucas horas, cairam 40 milímetros! Granizo do tamanho de bolas de ténis! 150.000 casas sem electricidade!
EMBARCAÇÃO EM PERIGO
Maria de Belém faz parte de uma lista de oito deputados socialistas que hoje entregaram uma declaração de voto contra a argumentação usada pelo Governo para adiar a tributação das mais valias em bolsa.A declaração de voto, contra a não inclusão desta medida no Orçamento de Estado para este ano, foi entregue na mesa da Assembleia da República pelo deputado socialista João Galamba e é subscrita por três elementos da direcção da bancada do PS, além de Maria de Belém: Sérgio Sousa Pinto, Ana Catarina Mendes e Duarte Cordeiro (líder da JS).
O texto de crítica em relação ao Executivo de Sócrates é ainda assinado por Osvaldo Castro (presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais), pelo ex-ministro da Justiça Vera Jardim e pelo deputado Miguel Laranjeiro..
In Diário Económico
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Uma coisa é clara no PEC: a redução
dos apoios sociais é ideologicamente errada e politicamente preguiçosa. [...]Mas, acima de tudo, o PEC opta pela solução politicamente preguiçosa dos cortes cegos. Não tem de ser necessariamente assim. Há dois caminhos possíveis para garantir uma rede de mínimos sociais com sustentabilidade financeira: encontram-se fontes de receita alternativas (subir de novo o IVA ou, por exemplo, introduzir já em 2010 a taxação das mais valias bolsistas) ou trabalha-se do lado da despesa, mas criteriosamente. [...]
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Pedro Adão e Silva, in Diário económico
O passo seguinte é a fuga dos ratos do navio que se afunda, digo eu.
EFEMÉRIDES
Hoje é o Dia Internacional da Meteorologia. Comemora-se a entrada em vigor da Convenção que instituiu a Organização Meteorológica Mundial, sob o lema “O tempo, o clima, a água e o
desenvolvimento sustentável”, em 1950.Foi também neste dia, em 1937 nos Estados Unidos, que nasceu Robert Gallo, investigador em virologia e imunologia que identificou o vírus responsável pelo Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA).
DISTRIBUIR AGORA PARA OUTROS PAGAREM DEPOIS

A fúria contra o Plano de Estabilidade e Crescimento é enorme. A indignação já vem do interior do próprio Partido Socialista, como Alegre e Soares, para ser sintético. As medidas são, de facto, preocupantes!
Mas ninguém fala é do que levou à situação de ser necessário recorrer às regras agora paridas. E o que levou a essa necessidade, além da despesa escandalosa em projectos megalómanas socialistas, com benefício apenas para os gabinetes de estudos dos amigos e coisas assim, foi a instituição de um estado social para o qual não havia manifestamente dinheiro e que muitos detractores socialistas agora
exaltados exigiram e continuam a exigir.É bonito ser generoso com os mais desfavorecidos, o que nem sequer acontece na actualidade, com as prestações sociais pagas a muita gente que não as devia receber; mas, para ser bonito, é preciso haver dinheiro e não há, nem nunca houve. Os socialistas são expeditos a distribuir o que não há e a deixar para os outros a obrigação de pagar os calotes que a “generosidade” deles criou. Neste momento, tiveram o azar de serem eles a pagar esses calotes e estão encravados e na mira de demagogos como Alegre, Soares, Pedroso, e todos os patetas similares do PS.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
INTEL INSIDE


LASER

Excluindo o comprimento de onda, os lasers são todos o mesmo: têm as propriedades da monocromaticidade, da coerência e da colimação. Significa,
pela mesma ordem, que só têm um comprimento de onda (694 nanómetros para o de rubi, p. ex.); todas as ondas electromagnéticas se propagam no espaço na mesma fase de oscilação; e o feixe de radiação quase não tem divergência ao longo do seu trajecto – tudo ao contrário da luz emitida por uma lâmpada de iluminação, cuja emissão têm imensos comprimentos de onda, desde o ultravioleta até ao infravermelho, as ondas electromagnéticas propagam-se em fases muito diferentes, e divergem em todas as direcções.Uma seca tudo isto! Só mais uma coisa: LASER são as iniciais de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation.
O PRIMEIRO PASSO DE OBAMA

Obama tem sido mais celebrado que bem sucedido. Até agora, mostrou apenas ser um grande orador. Mas os povos não se alimentam de palavras, mesmo as mais bonitas. Todo o seu êxito foi criado em torno de expectativas, incluindo a atribuição do Prémio Nobel da Paz numa altura em que enviava mais umas dezenas de milhares de jovens para a guerra.
Mas hoje chega uma notícia de facto importante sobre a sua administração: o Congresso norte-americano aprovou a reforma do sistema de saúde proposta pelo presidente, com 219 votos a favor (mais três que os 216 necessários) e 212 contra.
A reforma pretende que o sistema de saúde público cubra 95 por cento da população norte-americana até aos 65 anos, visto que os mais idosos já estão cobertos. Os empregadores passam a ter de pagar o seguro de saúde para os seus funcionários, do qual resultarão benefícios fiscais. E as seguradoras não poderão recusar apólices a doentes crónicos.
É o ponto final, espera-se, numa situação verdadeiramente escandalosa. No País com uma das mais prósperas economias do mundo, a assistência na doença assume aspectos de terceiro mundo atrasado, com doentes sem tratamento de tumores malignos por falta de recursos, até à assistência dentária própria do Botswana. Continua a ser um perigo manifesto viajar para os Estados Unidos sem estar coberto por um seguro de saúde. Se não se tiver um cartão de crédito com bom plafond, corre-se o risco de morrer à porta do hospital, em situações perfeitamente kafkianas.
Foi um passo importante para Obama e para a América esta aprovação pelo Congresso.




