quarta-feira, 24 de agosto de 2011

CH’ŎNHA CHIDO

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Bonito pormenor de um Atlas Mundial coreano elaborado no princípio da Dinastia Choson que teve início em 1392
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NADA MAU

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ALTA FINANÇA

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Circula na Net o texto a seguir, que recebi do meu irmão Gaspar. Se as finanças actuais não são assim, devem andar lá muito perto.

Imaginem que um casal chega a um hotel da vossa terra e pergunta quanto custa um quarto para o fim de semana.
O recepcionista responde: 100 euros pelos 2 dias.
- Muito bem. Responde o cavalheiro. Mas gostaríamos de conhecer as v. instalações antes de reservarmos. Os quartos, a piscina, o restaurante...
- Não há problema, responde o recepcionista. Os srs deixam uma caução de 100 euros e podem visitar as nossas instalações à vontade.
Se não gostarem nós devolvemos o dinheiro.
- Combinado, disse o casal.
Deixaram os 100 euros e foram visitar o hotel.
Acontece que:
O recepcionista devia 100 euros à mercearia do lado e foi a correr pagar a dívida.
O merceeiro devia 100 euros na sapataria e foi a correr pagar a dívida.
O sapateiro devia 100 euros no talho e foi a correr pagar a dívida.
O talhante devia 100 euros à agência de viagens e foi a correr pagar a dívida.
O dono da agência devia 100 euros ao hotel e foi a correr pagar a dívida.
Nisto o casal completou a visita e informou que afinal não vão ficar no hotel.
- Não há problema. Tal como lhe disse, aqui tem o seu dinheiro, devolveu o recepcionista.
Conclusão:
Toda a gente pagou a quem devia... sem dinheiro nenhum.
O casal levou os 100 euros que pagaram todas as 5 dívidas no valor total de 500 euros.
Ponham aqui os olhos e percebam que todo o sistema financeiro, desde que inventaram os números negativos, se tornou uma fraude.
Zero euros pagaram 500 em dívida.
E podíamos continuar indefinidamente.
Como dizia Milton Friedman: "Não perguntem onde está o dinheiro porque ele não está em lado nenhum!"
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BRISA DE VERÃO

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JOGAR PARA O EMPATE É FATAL

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Jorge Jesus disse hoje que o Benfica tem de defender bem frente ao Twente. Não temos qualquer dúvida que é verdade. Parece daquelas promessas dos políticos no início de funções, quando dizem ir ser isentos, trabalhadores e fazer o melhor para o País. Não me lembro de nenhum que tenha dito o contrário. Contudo o Benfica também tem de atacar. Jogar para o empate resulta quase sempre em derrota, mostra a experiência. Por isso, Senhor Jesus, vamos a eles com a artilharia toda. Poupe-nos a um desses jogos chocos que só não adormecem porque nos irritam.
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JOGOS OLÍMPICOS

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Cartaz das Olimpíadas de Berlim, em 1936, no tempo de Hitler. O ditador quis aproveitar o evento para afirmar a supremacia da raça ariana, mas a estrela dos jogos foi o afro-americano Jesse Howens que ganhou quatro medalhas de ouro.
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A ARBITRAGEM

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Está em curso no País um conflito entre clubes de futebol e árbitros. Os primeiros dizem o impensável dos segundos e estes começam a mostrar-se ofendidos, depois de anos dessa conversa. Quem tem razão? Provavelmente ninguém.
Por um lado, tudo leve a crer que terá já havido erros cometidos intencionalmente pelos juízes com fins pouco claros. Por outro, os erros são inevitáveis em quase toda a actividade e, mais ainda, na arbitragem tal como é feita. São duas verdades que dão pano para mangas na matéria. Permite aos dirigentes descarregar a responsabilidade dos insucessos sobre os árbitros e sacudir a água do capote. Permite aos árbitros cometer injustiças mal intencionadas em nome do direito a errar.
É complicado, salvo raras excepções, distinguir uma situação da outra. A regra tem sido a de, em caso de dúvida, dar ao árbitro esse direito e à boa fé na prestação. Assim, não se vê grande hipótese de as coisas mudarem. Aliás, o problema parece pôr-se da mesma forma, ou semelhante, em todo o mundo. Mas uma coisa digo sobre a matéria: o problema faz parte do fenómeno futebol. Que se discutiria nos programas de rádio e televisão se não existisse? E como comentaria o povão os jogos da última jornada. Futebol sem polémicas sobre arbitragem é demasiado asséptico. Não tem interesse.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

LISBOA DE OUTRAS ERAS

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Campo Pequeno (1947)
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A VIDA NA TERRA

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Se alguém perguntasse quantas espécies de seres vivos existem na Terra, até há um ou dois dias a resposta seria entre 3 e 100 milhões; coisa completamente tosca. Agora ainda não sabemos ao certo, mas o número é de 8,7 milhões, com a possibilidade de ser 1,3 milhões acima ou abaixo. Já é qualquer coisa!
Mas a ignorância ainda é muita no que respeita ao seu conhecimento: sabemos que 25% existem nos oceanos, mas não conhecemos 95% delas e nunca se classificaram 86% do total (oceânicas e terrestres).
Perguntar-se-á como se chegou a estes números. Não sei, mas os cálculos têm suporte científico e é extraordinário como se conseguiu chegar lá.
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ESPÍRITO DESPORTIVO

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(Vídeo recebido de João Castro Brito)
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OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE

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Na página de abertura do SAPO vem regularmente uma pergunta para os internautas.  A de hoje é:

Milionários franceses querem pagar mais impostos para ajudar o país. Os mais ricos de Portugal deviam seguir o exemplo?

Respondem 16830 cidadãos: 97% acham que sim e 3% acham que não.
Se considerássemos a amostra significativa, equivaleria a dizer que em Portugal 3% da população é rica e 97% não é. Não se define o conceito de rico mas, provavelmente, a percentagem de ricos, verdadeiramente ricos, será menor. Assim, a célebre frase da UDP – os ricos que paguem a crise – não tem cabimento. Digamos que, por razões de justiça social, deviam ser sobrecarregados com obrigações fiscais, sim senhor. Mas, receia-se bem, tal não dispensaria sacrifícios dos não ricos.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ENTRE ASPAS

"Em que ponto é que os ditadores se tornam ditadores? É que Saddam e Kadhafi sempre foram ditadores e todo o mundo os agraciava, incluindo Portugal que lhe montou uma mega tenda comprada na semana de campismo do Continente. E de um momento para o outro estas pessoas tornam-se ditadores perseguidos pelo mundo."

Nilton in “Diário Económico”
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ARRUINAR O CAPITAL DE SIMPATIA

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Os 33 mineiros chilenos libertados da mina há um ano numa operação de resgate espectacular tornaram-se vedetas internacionais. Receberam quantias astronómicas para dar curtas entrevistas, viajaram pelo mundo convidados e foram-lhes feitas ofertas mais que generosas. O governo chileno gastou cerca de 13 milhões de euros para montar a operação de salvamento, dinheiro público dos contribuintes. Agora os mineiros exigem uma indemnização de 10,2 milhões ao Estado, ou seja, aos contribuintes. O resultado está à vista: o capital de simpatia acumulado durante e a seguir ao acidente foi pela água abaixo.
Hoje são hostilizados pela população e considerados interesseiros e egoístas. O ambiente nas suas povoações é de cortar à faca. Muitos falam em mudar de terra. Mas a culpa, em boa verdade, não é dos mineiros – é de quem os meteu naquele esquema. E quem mete os ingénuos e incautos em esquemas assim é muita gente, incluindo os meios de comunicação social: pouco tempo depois de libertado o primeiro mineiro, já falavam de grandes projectos para explorar o sucesso do resgate. Assim aconteceu, sem felicidade para os trabalhadores da mina de S. José.
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COSTA CRUISES

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O "Costa Atlantica" atracado em Estocolmo
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O BEDUÍNO FRUGAL

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Kadafi vive ou morre? É a pergunta neste momento. O chefe dos rebeldes quer apanhá-lo vivo. A maior parte da população quer matá-lo. Kadafi, provavelmente, quer fugir. Digo isto, tendo em conta o pecúlio que juntou ao longo de 40 anos de ditadura, pois só amealha tanto quem pensa poder um dia gozar o dinheirinho desviado.
De acordo com os jornais, Kadafi já viu confiscados 20 mil milhões de euros nos Estados Unidos, 1,6 mil milhões no Canadá, 1,17 mil milhões na Áustria, e 0,69 mil milhões no Reino Unido. Mas há ainda investimentos no valor de 315 milhões de euros em imobiliário, em Londres, e 370 milhões em acções da empresa Pearson, a que pertencem o jornal “Financial Times” e a editora “Penguin Books”. Não falando do património da família, especialmente dos filhos, e daquilo que ainda não se conhece. Uma fartura para um beduíno frugal e amante da vida em tendas.
Ainda de acordo com a imprensa, será o segundo ditador com mais dinheiro roubado, logo a seguir a Mubarak. O segundo lugar num pódio desta natureza é de se lhe tirar o chapéu!
Ao ler estes dados, não pode deixar-se de compará-los com a conversa do pantomineiro ao longo da sua carreira. Falinhas hipócritas, com muita convicção e modéstia. Infelizmente, o mundo ainda tem muita gente desta.
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domingo, 21 de agosto de 2011

FESTA NO AR

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Caças russos exibem-se no festival de Zhukovsky
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MULTIDÕES NAUSEANTES

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Dizem os jornais que Kadafi está por um fio. À medida que as forças rebeldes avançam, já muito próximas do centro de Tripoli, a multidão aclama e manifesta regozijo. Provavelmente são os mesmos que estavam há dias nas manifestações de apoio ao ditador. É habitual, ou melhor, é sempre assim. Tal como no 25 de Abril – muitos dos mais inflamados apoiantes da revolução eram passivos seguidores do regime antigo.
A psicologia das multidões é matéria complicada, o que é observável nas competições desportivas, por exemplo. Mas quando mete política, olaré!... As coisas fiam fino. Os jagodes que se mostram agora capazes de estrangular Kadafi estavam ontem com a fotografia do energúmeno a dar-lhe apoio. Para ser franco, detesto tal tipo de exibições. Uma náusea...
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PARECE TRIPOLI...

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...mas é Lisboa!
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FANATISMO

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A essência do fanatismo consiste em considerar determinado problema tão importante que ultrapassa qualquer outro. Os bizantinos, nos dias que precederam a conquista turca, entendiam ser mais importante evitar o uso do pão ázimo na comunhão do que salvar Constantinopla para a cristandade. Muitos habitantes da península indiana estão dispostos a precipitar o seu país na ruína por divergirem numa questão importante: saber se o pecado mais detestável consiste em comer carne de porco ou de vaca. Os reaccionários americanos preferiam perder a próxima guerra do que empregar nas investigações atómicas qualquer indivíduo cujo primo em segundo grau tivesse encontrado um comunista numa qualquer região.

Bertrand Russell in "A Última Oportunidade do Homem"
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sábado, 20 de agosto de 2011

MORREU JOE ROSENTHAL

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Neste dia, em 2006, morreu Joe Rosenthal com 95 anos de idade. Rosenthal foi o fotógrafo americano que recebeu o Prémio Pulitzer pela fotografia dos seis soldados a içar a bandeira americana na Ilha de Iwo Jima, em 23 de Fevereiro de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.
É uma das imagens mais conhecidas em todo o mundo e considerada consensualmente como obra-prima da arte fotográfica.


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Rosenthal nasceu em 1911, em Washington, e começou como amador em S. Francisco. Iniciou a carreira profissional em 1932 no jornal “S. Francisco News” e ingressou depois na "Associated Press", acompanhando as unidades de marines no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.
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