domingo, 25 de novembro de 2012

HAVANA SOUL

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(20-11-2012)
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OS SINDICATOS SAEM À RUA

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[...] A experiência portuguesa recente basta para um leigo suspeitar que quanto mais se gasta, com menos se fica. Excepto, naturalmente, quando há outras fontes de rendimento que compensam a despesa. Mas quais? Os impostos? Sempre que aumentam os impostos os sindicatos saem à rua. A ajuda externa? Esta nunca é incondicional e, perante as condições, os sindicatos saem à rua. A espoliação dos ricos? A perseguição das fortunas leva à fuga de capitais face à qual os sindicatos saem à rua. Nacionalizar tudo o que se mexa, rasgar o memorando da troika, abandonar o euro, sair da UE e viver na autogestão e na absoluta indigência durante décadas? Estou em crer que a última hipótese contentaria os sindicatos e anunciaria o Estado "social" com que o sr. Arménio sonha e que inclui: o serviço de saúde cubano (o dos nativos), o sistema de transportes da Albânia (a de Hoxha) e as regalias laborais da Coreia (a do Norte).
Se semelhantes progressos configuram uma alternativa plausível e amplamente desejada, óptimo e até à próxima. Se não configuram, convinha parar de atribuir aos sindicalistas caseiros a credibilidade que nunca mereceram e, em nome de um esboço de sanidade, deixar de os levar a sério. [...]

Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias"
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sábado, 24 de novembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Tunas Samudera"

"Tunas Samudera", com 44 m de comprimento, 7,5 m de boca e 569 m2 de velas, é o navio-escola da Marinha da Malásia.
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JERÓNIMOS

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(04-10-2012)
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PREÇO DE OCASIÃO

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Este é o Ferrari de Ronaldo, tal como ele o deixou depois de se estampar em 2009.
Está à venda em França e custa "só" cerca de 50.000 euros (novo custaria 250.000).
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MISSISSIPPI

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Os típicos barcos de pás para cruzeiros no Mississippi estão de volta
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JACQUES VILLEGLÉ

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Museu Berardo, 04-10-2012
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OS ANTECEDENTES DO HUBBLE

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Diz-se que Galileu inventou o telescópio para observar o espaço celeste e estudar o Sistema Solar. Na realidade, as duas coisas não foram assim. Quem inventou o telescópio foi um holandês chamado Hans Lippershey, fabricante de óculos, que o apresentou ao mundo em 1608. Quando Galileu, com conhecimentos avançados de óptica, ouviu falar do aparelho rudimentar de Lippershey, cujo poder de amplificação era de 10 X, pôs-se ao trabalho e conseguiu criar um aparelho com amplificação de 60 X, instrumento notável para a época.
Mas a utilização do telescópio de Galileu foi inicialmente usado para a guerra pois dava aos venezianos a capacidade de avistar a aproximação do inimigo a grande distância e preparar oportunamente a defesa. E tinha também uso comercial por permitir ver a chegada iminente de navios com carregamentos de mercadorias e forçar a saída de existências antes da queda dos preços.
Só mais tarde Galileu teve oportunidade de constatar a vantagem do uso do telescópio para observar astros. Começou pela Lua, onde viu relevos e vales, ao contrário do que dizia a teoria de Ptolomeu, segundo a qual todos os astros eram regularmente esféricos. Identificou também as manchas solares (sunspots) e, sobretudo, descobriu quatro satélites de Júpiter, coisa inesperada pois, ao contrário do que constava, nem tudo andava à volta da Terra. Começou aí a glória e o calvário de Galileu, como é sabido, que viria a levar a "milagres" como o Telescópio Espacial Hubble.

A imagem da direita é a reprodução duma folha com o registo das posições dos satélites de Júpiter, em dias e horas diferentes, feito por Galileu.
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MIMMO ROTELLA

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Museu Berardo, 04-10-2012
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NEBULOSAS QUASE ASTRONÓMICAS

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Cristina Azevedo, demitida da presidência da organização do evento Capital Europeia da Cultura, da Fundação Cidade de Guimarães, exige perto de meio milhão de euros de indemnização por lhe terem posto as malas à porta com um bilhete só de ida para nenhures.
Cristina é acusada, entre outras coisas, de ter feito "contratações nebulosas". Depois de ter conhecimento de aspectos do programa das "festas", ninguém duvida que tal possa ter acontecido. Mas o mais curioso é que a agora contestatária da demissão assinou um acordo de rescisão com uma cláusula que obrigava a Câmara, a Fundação e a própria a não fazerem comentários públicos sobre a referida demissão, o que também se afigura "nebuloso". Mas a carne é fraca e Cristina não podia ficar calada: pôs a boca no trombone. E que trombone!
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RENATO GUTTOSO

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Museu Berardo
(04-10-2012)
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A CAUSA DAS COISAS

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Nos portos portugueses, um conflito laboral compromete gravemente um dos sectores em que a economia portuguesa se tem aguentado—o das exportações. Todos ouvimos falar disso e, provavelmente, estamos pouco informados sobre o que se passa.
São apenas 400 trabalhadores, num total  de quase 1300 estivadores, que têm alimentado o conflito.  São 400 trabalhadores enquadrados por sindicatos da CGTP—os sindicatos da UGT chegaram a acordo com o Estado e, em resultado disso, não há paralisações em Leixões, Sines e Viana do Castelo—que têm tido papel de relevo nas manifestação, especialmente pela violência das atitudes. E porquê greves e manifestações? Para não perder regalias que não deviam existir
Por exemplo, de acordo com a legislação laboral, o limite anual das horas extraordinárias é de 250 por ano, mas nos portos há trabalhadores que acumulam mais de 1500 horas extra por ano—média de 30 horas extra por semana! É que os trabalhadores mais antigos (com contratos anteriores a 1993) não necessitam de trabalhar as oito horas de um turno—basta-lhes trabalhar uma para terem direito ao pagamento integral do turno; e vigora um regime de prioridades que obriga os operadores a chamar sempre os trabalhadores mais antigos, com os salários base mais elevados, para todos os turnos.
Acresce que há uma "carteira profissional de trabalhador portuário", cuja concessão depende dos sindicatos, sem a qual não se pode trabalhar nos portos. Escusado dizer que há imensos casos de nepotismo, com favorecimento de candidatos  filhos, sobrinhos e enteados de trabalhadores, não obstante estes dizerem repetidamente que se trata dum trabalho duro e arriscado. E a lei actual classifica como trabalho portuário tarefas primárias e indiferenciadas que qualquer trabalhador sem carteira e sem as condições de excepção dos estivadores poderia desempenhar, aumentando os custos operacionais nos portos, em benefício duma classe cujos campeões chegam a ganhar 4.000 euros num mês.
É por o Governo querer rever estas situações anómalas que os portos portugueses estão menos operacionais e a depauperada economia nacional ainda mete mais a proa a pique. Mas, não admira—afinal, quem manipula a situação joga no quanto pior, melhor.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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FOTOGRAFIAS DA HISTÓRIA

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Isabel II durante a II Guerra Mundial
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JOHN MITCHELL

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Museu Berardo, 04-10-2012
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TERRA PLANA

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Existe uma sociedade americana chamada "Flat Earth Society", onde os defensores de que a Terra é plana escrevem, debatem ideias e, especialmente, agridem quem lhes diz que estão errados. Também há provocadores.  
Um deles diz que a esfera é um plano infinito porque, se traçarmos um plano tangente à esfera, o ponto de contacto é um ponto simultaneamente plano e esférico. Naquele ponto, a Terra é plana. Um número infinito de pontos planos desses fazem uma esfera. Logo a Terra é plana e esférica.
São os Keplers do Século XXI.
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DICIONÁRIO DO DIABO

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LONGEVIDADE s. f.—Extensão invulgar do medo de morrer.

LÁ VEM O FERRY

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(22-11-2012)
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IDEIAS HÁ MUITAS

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Cavaco Silva, no Congresso das Comunicações, aconselhou os portugueses a olhar para o que esquecemos nas últimas décadas e ultrapassar os estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e até da indústria; isto é, devemos ouvir o que ele diz e não olhar para o que ele fez. Ganda Cavaco!
Tozé Seguro, critica diariamente o Governo porque não está a gerir bem a Pátria, mas não sugere soluções detalhadas para cortar os já famosos 4 mil milhões de euros na despesa porque "o PS não tem as centenas de assessores que o Governo tem, nem dispõe dos seus recursos financeiros para pedir estudos". Tal e qual! Isto é, o PS é mais para as grandes linhas, para a estratégia. A táctica do PS já vimos no que dá quando o Zezito foi timoneiro da Nau Lusitânia.
Os políticos portugueses são treinadores de bancada. Só que—uma vez por outra—têm mesmo de treinar e a fífia é a regra; coisa sem importância porque esquecem depressa e não têm vergonha.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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