Walk a mile in my moccasins to learn where they pinch.
(Canadá)
sábado, 19 de dezembro de 2009
CITAÇÃO
Há uma quantidade terrível de mentiras a correr o mundo, e o pior de tudo é que metade delas é verdade.
Winston Churchill
Winston Churchill
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
WATER, WIND AND SUN – WWS – O FUTURO EM TRÊS LETRAS

Actualmente, o consumo energético máximo mundial num dado momento é da ordem dos 12,5 biliões de watts (um bilião é um milhão de milhões), ou 12,5 terawatts (TW). Prevê-se que em 2030 aquele número suba para 16,9 TW, em consequência do aumento da população e da melhoria das condições de vida. Mantendo-se o actual figurino de produção energética, serão necessárias 13.000 novas grandes centrais a carvão, sendo preciso contabilizar a superfície dessas unidades com a superfície das novas minas de carvão que terão de ser activadas.Se a energia produzida em 2030 fosse toda renovável, seriam exigidos apenas 11,5 TW, menos que actualmente.
A energia consumida nos veículos automóveis resulta da combustão de gasolina e gasóleo e só 17 a 20% é convertida em movimento, dissipando-se o resto sob a forma de calor. Num veículo movido a electricidade, 75 a 86% da energia é convertida em movimento. Essa a razão da diferença.E não é muito complicado produzir só energia renovável. O Prof. Mark Z. Jacobson, da Universidade de Stanford, já fez os cálculos no seu departamento e tem resultados interessantes naquilo a que chama “Plano Verde”.
Assim, até 2030, 40% dos 11,5 TW poderiam ser produzidos a partir do Sol, quer em
centrais fotovoltaicas, quer em concentradores do calor solar que aquecem água para accionar turbinas. Seriam necessárias 89.000 novos geradores, incluindo os painéis instalados em telhados de habitações.O vento forneceria 51% das necessidades se 3,8 milhões de turbinas eólicas fossem construídas. Para quem achar este número enorme, recordo que anualmente são construídos 73 milhões de automóveis e veículos de transporte ligeiros. Considerando o espaço entre as torres, tal parque ocuparia 1% da superfície da Terra, sendo que aquele espaço pode ser aproveitado para a agricultura, pecuária e navegação, nos oceanos.
Os 9% restantes seriam gerados nas centrais hídricas. São necessárias 900 para isso, mas 70% delas já existem.
O estudo mostra ainda a coisa mais surpreendente, que é a capacidade potencial da reserva verde. O Prof. Jacobson estima que podem ser produzidos 580 TW a partir do Sol, 40 a 85 do vento, e 2 da água. Isto faz um total de 667 TW! Recorde-se que a necessidade para 2030 é de 11,5 TW!
FALAR BEM E DEPRESSA
[...] Qual era o objectivo central da nossa política económica desde que entrámos na UE? Era convergir para a média dos países europeus em trinta anos. Sempre que se convergia 1%, dizia-se "estamos a cumprir". Sucede que desde o princípio do século - que por acaso é milénio - estamos a divergir. Temos tido o pior desempenho na Zona Euro e o pior dos 27. E todos os anos deste século e deste milénio fomos ultrapassados por um país membro. A Grécia primeiro, depois o Chipre, Malta, a Eslovénia, a Eslováquia, a República Checa, a Estónia. Poderá dizer-me que só agora é que as pessoas se preocupam mas é isso que para mim é inexplicável! [...]
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[...] E acho nefasto que se continue a explicar os nossos problemas de hoje pela crise internacional. Os problemas começaram antes e vão continuar depois. Se a crise for vencida - assim o espero -, vamos continuar com eles, mas agravados. A
retoma da economia europeia não ressuscitará todas as empresas que entretanto fecharam, muitas delas não voltarão a abrir. Pior. Saíremos desta crise com aquela que já tínhamos mas... agravada. [...]
[...] E acho nefasto que se continue a explicar os nossos problemas de hoje pela crise internacional. Os problemas começaram antes e vão continuar depois. Se a crise for vencida - assim o espero -, vamos continuar com eles, mas agravados. A
retoma da economia europeia não ressuscitará todas as empresas que entretanto fecharam, muitas delas não voltarão a abrir. Pior. Saíremos desta crise com aquela que já tínhamos mas... agravada. [...] .
[...] Vou ser directo. A dimensão dos problemas - reconverter a estrutura produtiva, por um lado, e estancar a cultura de consumismo - implicava decisões radicais e pesadas. Para isso, não chegam políticos, são precisos estadistas. Só temos tido políticos. [...]
.[...] Vou ser directo. A dimensão dos problemas - reconverter a estrutura produtiva, por um lado, e estancar a cultura de consumismo - implicava decisões radicais e pesadas. Para isso, não chegam políticos, são precisos estadistas. Só temos tido políticos. [...]
[...] Está convencida que todas as rotundas que se fazem em Portugal são obras de arte indispensáveis? Todos os pavilhões gimnodesportivos? Todos os estádios de futebol? Ou que todas as auto-estradas são indispensáveis? Os portugueses vão pagar o serviço da dívida dessas obras que não eram necessárias.
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João Salgueiro
In Jornal "I"
AQUELES QUE VÓS CONDENARDES SERÃO CONDENADOS

Dirigentes do Greenpeace espanhol foram detidos em Copenhague quando tentavam entrar no recinto do jantar de gala oferecido pela família real dinamarquesa.
A dado momento, um combóio de três carros aproximou-se do local da entrada, saindo de um deles uma senhora vestida a preceito, “Chefe de Estado Greenpeace”, e a seu lado o alegado consorte, o Director do Greenpeace Espanha. Foram barrados pela polícia e metidos de cana, onde ainda estão. A fotografia do El Mundo reproduzida acima mostra a dama quase toda tapada e o consorte, à esquerda e com barba, no momento da detenção.
São os apóstolos da nova religião!
A dado momento, um combóio de três carros aproximou-se do local da entrada, saindo de um deles uma senhora vestida a preceito, “Chefe de Estado Greenpeace”, e a seu lado o alegado consorte, o Director do Greenpeace Espanha. Foram barrados pela polícia e metidos de cana, onde ainda estão. A fotografia do El Mundo reproduzida acima mostra a dama quase toda tapada e o consorte, à esquerda e com barba, no momento da detenção.
São os apóstolos da nova religião!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
PROVÉRBIOS DO MUNDO
Chi lascia la via vecchia per quella nuova, sa quel che lascia ma non quel che trova.
(Itália)
(Itália)
OLHA O ZIMBABWE!...
O Supremo Tribunal de Justiça mandou o Conselho Superior da Magistratura classificar o juiz Rui Teixeira, ter maneiras, e meter a viola no saco. Acho bem. A mando de gente que todos conhecem, andam por aí uns peraltas a usar os órgãos do Estado para perseguir e intimidar quem incomoda. É preciso evitar a aproximação veloz do Robert Mugabe-Style e do Zimbabwe-like.
O Dr. Lopes da Mota foi ontem suspenso e empurrado porta fora do Eurojust. Hoje o CSM engoliu um elefante. Não sei o que acontecerá amanhã, mas espero outras boas novas. Não adiantarão muito, mas dão alegria ao povão.
O Dr. Lopes da Mota foi ontem suspenso e empurrado porta fora do Eurojust. Hoje o CSM engoliu um elefante. Não sei o que acontecerá amanhã, mas espero outras boas novas. Não adiantarão muito, mas dão alegria ao povão.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS
Em 2002, numa das últimas reuniões do Conselho de Ministros do governo de António Guterres, foi viabilizado o Freeport, na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo. Em 2005, surgem notícias de que o actual primeiro-ministro, então ministro do Ambiente, e outras personalidades importantes do aparelho de Estado haviam sido corrompidos para autorizar o empreendimento. Foi instruído um processo de investigação e, a páginas tantas, dois procuradores nela empenhados declaram ter sido pressionados por Lopes da Mota para arquivar o processo. Lopes da Mota é procurador-geral adjunto e presidente duma coisa chamada Eurojust, dependente da UE e a funcionar em Haia.Feita a averiguação decorrente das queixas dos procuradores do caso Freeport, Lopes da Mota é suspenso pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). Pede a demissão do cargo internacional e recorre para o plenário do CSMP.
Fim do primeiro acto desta peça.O segundo acto ainda está em gestação na cabeça dos altos magistrados da Pátria. Mas, considerando os antecedentes nacionais, presume-se que tudo se arraste até às calendas gregas e acabe em águas de bacalhau. Então, será assim: o Dr. Lopes da Mota abandona o Ministério Público antes de conhecer o resultado do recurso para o plenário do CSMP, só previsto para 2059, e moita-carrasco. Depois do período de nojo recomendado, é convidado para assessor jurídico da Mota-Engil e vem a distinguir-se na refrega com o Tribunal de Contas sobre as auto-estradas construídas sem visto prévio. Profundamente embrenhado no tecido empresarial, acaba no Conselho de Administração do Millenniumbcp, ocupando a vaga do Dr. Armando Vara,
entretanto nomeado Alto Comissário junto dos países Íbero-Latino-Americanos, já organizados em União, sob a presidência de Hugo Chávez e vice-presidência de José Sócrates. Manuel Alegre está a chegar ao fim do segundo mandato como Presidente da República, Francisco Louçã é governador do Banco de Portugal e Jorge Lacão é, finalmente e com enorme inveja de Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal. Dos portugueses ninguém sabe ainda onde andarão mas, provavelmente, os que não morreram estarão emigrados a carregar caixotes.DINHEIRO DE PAPEL, DINHEIRO DE PLÁSTICO, METAL SONANTE E COISAS ASSIM
No Reino Unido, o Payments Council decidiu acabar com o pagamento por cheque a partir de Outubro de 2018. É desnecessário dizer que o Payments Council é um organismo constituído por 16 intelectuais, quase todos banqueiros. O respectivo, e respeitável, presidente achou bonito emitir a seguinte peça: No Século XXI, há melhores maneiras de fazer
pagamentos que o papel e é tempo da economia colher os frutos da sua substituição.Onde está economia leia-se bancos, porque o processamento de cada cheque custa-lhes cerca de 1 libra (± €1,12) e o pagamento electrónico fica por 25% disso. Não há dúvida que é tempo de acabar com o papel, até porque o papel destrói muitas árvores e os banqueiros preocupam-se imenso com o problema. É só por causa disso que a toda a hora pedem aos clientes para receberem os extractos via Internet.
No Reino Unido, os cheques usam-se há mais de 350 anos e 4 milhões, em média, são passados diariamente. É a principal forma de pagamento de quantias maiores por pessoas idosas, especialmente em lares e instituições semelhantes, e é a mais utilizada por toda a gente no pequeno comércio. Velhos e lojistas modestos gemem com a medida agora anunciada. Dir-se-á que ainda faltam quase 9 anos e até lá muita coisa acontece, nomeadamente o passamento dos que não sabem usar dinheiro de plástico, entre outras desgraças.
O cheque é um instrumento controverso. Além de anacrónico, é meio privilegiado de burla. Mas o dinheiro propriamente dito é ainda mais anacrónico e ninguém fala em acabar com ele. E, quanto às burlas, é matéria para ser resolvida entre quem os passa e quem os recebe. A sua aceitação tem de ser facultativa. No dia em que quem aceitar um cheque como forma de pagamento souber que, se ele for descapotável, vai ter de assumir o prejuízo daí resultante, e que não é sancionado por o rejeitar, não vejo razão para acabar com o papel. Só cai quem quer.E quanto aos senhores banqueiros, passem muito bem, porque não estou muito preocupado com eles.
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