segunda-feira, 22 de março de 2010

MATEMÁGICA

Esta é uma das mais extraordinárias performances de cálculo mental a que assisti. Depois de ouvir explicar como a cabeça do homem funciona, é ainda mais admirável. Tem truques, mas usar esses truques não é para qualquer!..

(O vídeo é da National Academy of Sciences Americana)

domingo, 21 de março de 2010

QUEM SE SEGUE?

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.Demasiado Benfica para o FC Porto
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A CANÇÃO DO CUCO

O cuco e a sua fêmea são seres aberrantes. Dias antes da postura, a fêmea vigia os movimentos de um casal de aves insectívoras. Aproveita a ausência deles e põe o ovo no ninho. Escolhe o casal por a fêmea ser parecida com a que a criou. Esta vai chocar o ovo e, quando nasce o cuco, ao fim de dez horas de vida começa a atirar para fora do ninho os filhos do casal hospedeiro, ou os ovos se os filhos ainda não nasceram, até ficar só e receber toda a atenção da mãe emprestada. Em pouco tempo, o “filho” fica maior que a “mãe”.
Como foi que a selecção natural permitiu a sobrevivência de um traste destes? Ninguém percebe! Mas eles aí estão e até são objecto de algum carinho por parte do homem. Será porque não faltam “cucos” na humanidade?
A música “Canção do Cuco” é da autoria do compositor alemão Michael Praetorius, que viveu entre 1571 e 1621. O arranjo e interpretação são do músico inglês Mike Oldfield. O relógio é meu.

PALAVRA DE SÓCRATES

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Lembram-se do frente-a-frente entre Sócrates e Louçã? E da conversa sobre a calamidade que seria para a classe média a diminuição das deduções fiscais? E de como isso pesou no último resultado eleitoral?
É bom que se lembrem.
Porque a conversa agora é assim:
O primeiro-ministro defendeu que a diminuição dos benefícios fiscais prevista no PEC é uma redução da despesa fiscal e não um aumento de impostos e considerou o actual sistema de deduções fiscais como uma “fonte de injustiça”, onde “quem tem maiores rendimentos beneficia mais”.
Se tem memória fraca, escreva num papel, cole na porta do frigorífico, e deixe lá estar até às próximas eleições. O papel não precisa de ser muito bom porque vai estar lá pouco tempo.

VELAS

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JARDIM INFANTIL




Torcato da Mata, Secretário de Estado, chegou ao Parlamento e foi malcriado. Chamado à pedra pelo Presidente da Assembleia, qual infante na aula de Educação Musical, fez uma triste figura a tentar cumprir o que o Presidente lhe dizia para fazer. No fim da intervenção, foi muito aplaudido pela bancada socialista que, pelo visto, aplaude faltas de cortesia e comportamentos de molusco.
No mesmíssimo dia, o inefável José Lello - com dois eles – fez uma birra porque um jornalista estaria a fotografar o que ele via no computador que tinha em frente. Tão nervoso ficou, que quase entupiu logo ali! O Presidente da Assembleia teve o cuidado de lhe dizer que aquele era um computador do povo e que todos têm direito de saber que uso ele, deputado do povo, faz da máquina. Nessa altura entupiu mesmo e esteve em vias de sofrer uma apoplexia.
Cenas deliciosas da democracia de bibe. Jardim infantil em S. Bento.

sábado, 20 de março de 2010

HENRI MATISSE

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As Bestas do Mar
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EVOLUÇÃO, BIODIVERSIDADE, EXTINÇÃO

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Simon Barnes, curiosamente, é jornalista desportivo. É mesmo o editor da página de desporto do jornal The Times, mas ao Sábado publica uma coluna sobre a vida selvagem. Esta semana fala sobre a extinção das espécies num artigo intitulado “Extinction? I’m afraid we haven’t got time for it” que vale a pena ler pelo fino humor que usa. Passo a traduzir:

Somo citadinos espertalhões com alma de caçadores-recolectores. Vivemos no mundo moderno, mas as nossas mentes trabalham da mesma maneira que as da savana de onde evoluiram.
A Ciência revelou-nos um milhão de verdades, mas o nosso íntimo rejeita-as. Vejam a Terra, por exemplo: vocês não acreditam seriamente nesse absurdo de que é redonda, pois não? Tudo em nós nos diz que a Terra é o centro do Universo. As enormes distâncias do espaço interestelar fazem-nos dor de cabeça: temos certezas muito mais profundas que a verdade. Como essa coisa da evolução: quem viu um macaco transformar-se num homem? Os homens fizeram opções definitivas sobre a maneira de compreender o Universo e o nosso lugar nele. Galileu demonstrou que a Terra anda à volta do Sol de uma forma humilde e submissa; Darwin mostrou-nos que os homens são animais descendentes de animais. Mas talvez a coisa mais difícil de lidar seja o tempo imenso.
Os processos que conduziram a vida, o planeta e o Universo tiveram lugar numa escala de tempo que está para além do nosso entendimento. Não podemos conceber 4,6 milhares de milhões de anos, a idade da Terra. O nosso gramofone não consegue tocar esse disco.Podemos conceber esse conceito com um esforço mental, mas não o interiorizamos até às vísceras. Ou talvez queira dizer ADN. Bem no fundo, “sabemos” que o mundo tem 10.000 anos, que os homens estiveram sempre nele, que é o centro absolutamente de tudo.
Uma sondagem nos Estados Unidos revelou que 44% das pessoas rejeitam a teoria da evolução. Neste país são 22%.
Isto não é porque as pessoas sejam estúpidas, mas porque estas noções baseadas em tempos imensos vão contra o nosso íntimo. Simplesmente, apenas conseguimos lidar com 10.000 anos: o maior número que não bloqueia o nosso computador de bordo. E isto é pena porque a imensidão do tempo está no centro da crise da extinção.
As espécies vão-se extinguindo porque o homem não vê isso a acontecer, e portanto não acredita. Tão simples como isso.
Acreditar que o elefante deixará de andar por aí é como acreditar que um dia o Sol nascerá a Ocidente e as estrelas cairão como chuva.
Podemos apenas viver no curto prazo. No máximo uma geração. Planeamento a longo prazo significa o próximo ano ou os dois próximos. A nossa mente não aguenta mais. Por isso, escolhemos governarmo-nos com escalas de tempo confortáveis. Quatro anos, cinco anos: é o tempo dos políticos.
Que nos conduz ao desatre da CITES. A reunião da Convention on International Trade in Endangered Species decorre neste momento em Doha, Qatar. Até agora decidiu, e por esmagadora maioria, incluindo o bloco de nações da Uniâo Europeia – somos nós, a propósito – continuar a pescar o atum rabilho (ou vermelho). Aparentemente, é politicamente conveniente fazê-lo. A caça dos ursos polares é também para continuar. Prevê-se igualmente que a proposta de proibição do comércio do marfim por 20 anos será rejeitada.
A extinção é um facto real, como apontei mais do que uma vez antes. Mas acontece em marcha lenta: não vemos um macaco a tranformar-se num homem, nem um animal a extinguir-se. Apenas um dia notamos que deixámos de os ver há alguns anos. O ritmo de extinção actual é de uma espécie por hora, mas não estamos a fazer muito nessa matéria porque não fomos feitos para pensar em coisas que se desenrolam ao longo de séculos.
Este é o Ano da Biodiversidade das Nações Unidas. Biodiversidade é outro conceito com o qual não conseguimos lidar e, talvez por isso, a CITES tenta baixar o número das espécies para um nível manejável.

Mas a biodiversidade é qualquer coisa que explode na mente como uma granada – quando se vê pelo ângulo certo. Só se precisa de mudar o foco. Assim, deixem-me explicar os meus novos binóculos.
Primavera. Como já notaram. Até que enfim:alguns dias mais quentes, uma cotovia sobe e canta a sua música, enquanto os melros exprimem a urgência sexual. E, dançando na luz, enxames de pequenos seres. Estes binóculos focam a 18 polegadas do meu nariz. Consigo captar um: subitamente enorme, enche o campo visual, são duas asas ao sol como pedaços de ouro. Mosquitos – ah, mas há mais do que um mosquito, estão a ver.
Há mais que uma família de mosquitos. Mosquito é um termo genérico. Estes não têm nada a ver com os toturadores escoceses.
Estes dançarinos ao Sol são conhecidos como mosquitos que não picam: a família dos Chironomidis. Há cerca de 5.000 espécies diferentes no mundo. Não me perguntem qual é esta. Como pode esperar-se que alguém seja capaz de dominar essa questão? Como podemos esperar que os homens sejam capazes de dominar a noção da vida, tal como ela é na realidade?

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COMEÇA A PRIMAVERA


O clip vale pelo violino de Anne-Sophie Mutter

A Primavera começa no hemisfério Norte quando o Sol passa da perpendicular sobre o hemisfério Sul para a do Norte. A hora exacta corresponde ao momento em que está na perpendicular do Equador. Hoje isso acontecerá às 17H42.

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sexta-feira, 19 de março de 2010

LUDWIG VAN BEETHOVEN

Sonata em Lá Maior Op. 69

Violoncelo e piano

DURMA BEM, FIQUE SAUDÁVEL

Hoje é o Dia Mundial do Sono 2010. O Dolicocéfalo saúda os que sofrem de insónia e deseja que passem a dormir melhor. Fica a música "I Cant Get No Sleep" e uma entrevista com um membro da direcção da Associação Portuguesa do Sono.
Uma noite descansada.

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PAI NATAL

Ah ganda Goginho!!...José Penedos era AAAA!!!

PORTUGALIZAÇÃO DA LINGUAGEM

Zeinal Bava, o António Vieira da PT

(Vídeo enviado por Carolina Castanho)

quinta-feira, 18 de março de 2010

WILLEM DE KOONING

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HEMORRAGIAS EÓLICAS

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A energia eólica é sustentável porque renovável - a sua fonte não se esgota - e é limpa porque não emite gases ou outros compostos poluentes. Está na agenda dos programas de revisão energética em todo o mundo. Mas não é imaculada.
Primeiro porque, tal como a energia solar, é intermitente. Carece de uma retaguarda que supra as suas lacunas. Depois porque polui o ambiente no aspecto estético. Uma multudão de ventoinhas com quase 50 metros de envergadura em cima de torres altíssimas é um deprimente espectáculo comparado com a bucólica imagem dos seus antecessores, os moinhos. Mas acresce outro aspecto que não lembra ao mais avisado: o perigo que representam as hélices para as aves e os morcegos! As aves morrem em consequência de traumatismos produzidos pela pás das turbinas; mas os morcegos são vítimas do vácuo criado por aquela cangalhada, o que lhes provoca hemorragias interna nos pulmões!
É mesmo assim – ou estamos de corpo inteiro do lado da natureza, ou não somos “ecófilos”.

OLYMPIQUE VAI PELO CANO

UNE QUALIFICATION MÉRITÉE POUR LE CLUB PORTUGAIS

Le vent a tourné pour l'Olympique de Marseille. L'équipe de Didier Deschamps, qui avait égalisé dans les derniers instants du match aller (1-1), a cette fois concédé un but fatal exactement au même moment (90e). L'oeuvre d'Alan Kardec sur un corner mal dégagé. Et le moins que l'on puisse dire, c'est que cette défaite n'a rien d'illogique.

L'Équipe

AMÉRICA, AMÉRICA


Imagens recebidas de João Brito

A música é um excerpto da Sinfonia do Novo Mundo, de Dvorak

BOMBEIROS A ARDER

A Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), um organismo da Polícia Judiciária, foi, segundo a Sábado, alvo de buscas pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que também é tutelado pela PJ.


PINGOS DE LISBOA

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. Arte australopiteca

quarta-feira, 17 de março de 2010

UM BURACO NA RUA, CHEIRA A LISBOA





















Os buracos são um instrumento dissuasor do excesso de velocidade, assim pensam no Canada. Mas os buracos do Canada são como as flores de plástico: pífios e não enganam ninguém!
Lisboa orgulha-se de participar na prevenção rodoviária com material genuíno. Nessas coisas António Costa é rigoroso - não faltam aos alfacinhas os melhores buracos da União Europeia!
O presidente da Câmara de Niederzimmern na Alemanha, resolveu vender os buracos da cidade. Pôs um anúncio na Internet e quem pagar 50 euros ao município tem direito a uma placa que fica para além da cura da úlcera rodoviária. Os compradores têm inclusivamente possibilidade de escolher o buraco no catálogo mostrado na Net. Acho isto deplorável. Pensa-se no dinheiro e não se consideram os aspectos preventivos, estéticos, turísticos e até sociais do buraco. Nesse aspecto, o presidente lisboeta é um socialista como deve ser.