sábado, 20 de agosto de 2011

'POST' SEM TÍTULO

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O ALARVE

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Alberto João Jardim, disse ontem à noite que a Região Autónoma da Madeira necessita urgentemente de liquidez. Quer também uma fatia do empréstimo da Troika e acrescentou acreditar ser possível um acordo com o Governo para solucionar a questão.
Tais declarações surgem enquadradas pela descoberta de uma derrapagem de 277 milhões de euros nas contas públicas da Região. Considerando a situação global do País e os antecedentes de Jardim, acho pouco. Afinal, a derrapagem foi a forma de “defender o povo madeirense e reagir às medidas do anterior governo que visavam parar a vida do Arquipélago”!
Digam-me V.Exas, que fazem o favor de ler este blog, se há pachorra para isto. Não há. Jardim comporta-se assim porque o deixam comportar-se assim. E fazem-no em nome do politicamente correcto de considerar a autonomia regional uma vaca sagrada (mais uma). Tal autonomia vale até onde o interesse nacional permite. Daí para a frente, acabou.
Pergunto se Passos Coelho tem coragem para pôr este indivíduo na ordem. Até hoje, o que temos visto é uma sucessão de dirigentes do PSD a meter o rabo entre as pernas perante as alarvices de Jardim que desclassificam o partido, a Madeira e Portugal. Um nojo em troca do poder na Região. Inadmissível!
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

S. PETERSBURGO

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OS TOSQUIADORES

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O Sindicato dos Enfermeiros quer conhecer o estudo que sustenta cortes de 10% nas horas extraordinárias. O Sindicato é brincalhão! Está a atrapalhar o Ministério da Saúde que não tem estudo nenhum – está na cara. O corte podia ser de 11%, 7%, ou 9%. Era preciso cortar, e 10 é um número redondinho. Mais nada. Estudo? A pergunta faz rir!
A sensação que se tem é a de que ninguém estuda nada. Corta-se a direito naquilo que é mais fácil cortar, não dá problemas com os amigos, e em que a máquina governamental tem experiência colossal. Tal e qual!
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PARQUE

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Hotel das Termas - Curia
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ÁLVARO MELÃO

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O Álvaro, também conhecido por Ministro da Economia, é uma incógnita para quem só o conhece da comunicação social. Na verdade, ainda não percebi se é um génio, verborreico e sorridente, mas um génio; se é tipo "Special One", especialista em bravatas; ou se é uma nulidade daquelas que só se identificam quando são abertas como os melões – por enquanto ainda está fechado no que aos actos respeita.
Hoje, declarou: “Não podemos assegurar a continuação do financiamento da economia portuguesa se a consolidação orçamental não for efectuada”. E acrescentou que para isso é necessário haver aumento da receita e cortes na despesa: “Iremos anunciar e temos vindo a anunciar, e nos próximos dias anunciaremos ainda mais, cortes de despesa, exactamente para conseguirmos alcançar esta consolidação orçamental”.
Não vou dizer nada sobre esta conversa estafada porque já falei suficientemente sobre isso. Muita parra e pouca uva. Mas realço o que também disse o Álvaro na mesma ocasião: que não tem a mínima dúvida de que as reformas a introduzir serão verdadeiramente históricas e marcarão a economia portuguesa durante décadas. Aqui surge o espectro do “Special One” – reformas verdadeiramente históricas que marcarão a economia portuguesa durante décadas! É obra!...
Começo a ter a sensação de que o homem será pouco sensato. Muito riso e pouco siso? Não sei. Espero ansiosamente a evolução dos acontecimentos.
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MELANCOLIA

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A CAUSA DAS COISAS

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O Juiz Rui Rangel escreve hoje um artigo no “Correio da Manhã” onde a páginas tantas diz:

O memorando "político" que foi enviado pelos mais altos magistrados de Londres aos seus pares, dando-lhes nota de que os crimes praticados em resultado da onda de desobediência civil devem ser punidos de forma dura, de preferência, com penas de prisão, mandou às malvas o valor da independência e da separação das águas. Estes senhores, com este memorando, interromperam, por momentos, a independência dos juízes.

Tudo isto é depois embrulhado em dissertação jurídico-erudita em defesa da liberdade do Juiz fazer o que entende e lhe passa pela cabeça, sem atender a nenhum outro poder, nem ao senso comum. Como cidadãos, estamos preparados para aceitar tal posição, se verificarmos que dela resultam decisões que não representam autênticos escândalos. Infelizmente, quase diariamente, vemos notícias de decisões judiciais escandalosas. Por isso, daqui digo ao meretíssimo que na prática a teoria é outra, ou que na prática a sua teoria é uma trampa, para falar claro e depressa.
Depois de ver o estado a que chegou a Justiça em Portugal, é no mínimo inesperado ver um magistrado português a mandar palpites à Justiça inglesa. E isto não é provincianismo, Senhor Dr. Juiz: é a opinião de quem, por causa da sua teoria, já assistiu aos maiores escândalos judiciais e à total falta de eficácia dos tribunais portugueses.
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S. PETERSBURGO

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Monumento a Nicolau I
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ENTRE ASPAS

“As economias ocidentais (e depois mundiais) potenciaram a sua capacidade de produção através da engenharia do sistema financeiro. Tratou-se de uma aliança útil para todos - a quem vendia bens, a quem emprestava e a quem comprava. Casa? Carro? Viagens? Paga-se com o futuro. Os países gastam a perder de vista? Pagam no infinito. Até um dia. É agora.”

Daniel Deusdado in “Jornal de Notícias”
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ADEUS A ESTOCOLMO

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O ESTERTOR DA EUROPA?

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Circula na Net um texto atribuído a um chinês, o Prof. Kuing Yamang, com a análise sintética da situação económica e financeira actual na Europa. Chegou-me através de um familiar e não posso garantir a sua autenticidade; nem sequer se o tal professor existe, mas não interessa. Interessa o facto da visão exposta ser aparentemente lógica e irrefutável. Por isso, deixo aqui o teor do documento em que vale a pena pensar.

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que umdesempregado...

10. Vão direitos a um muro e a alta velocidade...
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

OS GRANDES VELEIROS

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O navio-escola "Sagres", da Marinha Portuguesa, já aqui apareceu. Hoje volta numa fotografia com enquadramento de luz muito feliz.
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MODERNICES!

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O Álvaro foi a Madrid falar com o colega das Obras Públicas espanhol. E foi porque não quer fazer o TGV para ligar Lisboa a Espanha. É que não há taco, prontes. E quem não tem taco, não tem vícios, está bom de ver. Porque esta coisa do TGV era, bem lá no fundo, um vício dos socialistas. Não de todos, mas do Zezito, principalmente, e também daquele Mendonça que tinha aspirações a Duarte Pacheco. Mas acabou-se. Não vai haver grande vitesse e a matéria fica arrumada. Aliás, suspeito que os espanhóis também não têm taco e andam a fazer-se de fortes. Não interessa: fazem-se umas linhas para bons comboios de mercadorias e chega. De resto, Portugal também não tem assim tanta coisa para exportar e, sobretudo, para exportar de urgência, na vitesse - qualquer ronceiro serve. Modernices para quê?
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BRASIL

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OS ILUMINADOS

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Numa entrevista ao “The Guardian”, Gorbatchev lamenta não ter saído mais cedo do Partido Comunista da União Soviética. É bom ter reconhecido a pessegada em que estava metido. Mas muito melhor teria sido nunca lá ter entrado.
Todos devem mudar de opinião depois de ver a luz. O que não se compreende é como a luz escapava, e ainda escapa, a tantos comunistas. Não foi só Gorbachev a ser iluminado. O nosso torrão pátrio está cheio de gente que só viu o caminho depois de anos de militância valente e convicta. Aquilo é mais fruto do coração que da razão – sem qualquer dúvida. Tem cura, mas é difícil.
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OLINDA

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Igreja da Sé
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

COMER E CALAR

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A chanceler alemã e o presidente francês anunciaram hoje um acordo para a criação de um governo económico europeu, liderado pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. Esta notícia lê-se no “Diário de Notícias”. Mais à frente, informa-se vagamente que a decisão vai ser apresentada a um qualquer órgão da União Europeia que não sei qual é, nem interessa. Assim como as decisões de Salazar eram apresentadas na Assembleia Nacional para ratificação ou coisa parecida.
Tenho já pouca memória, mas ainda me lembro de quando as decisões da União eram mais ou menos colegiais. Os votos contavam todos. Agora, a Senhora Merkel e o Senhor Sarkosy é que mandam. Só não mandam nos ingleses porque esses têm mau feitio e não estão para os aturar. Os outros, todos falidos, comem e calam. É a vida!
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JAGUAR

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CONVERSA DE SURDOS

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À margem de uma visita à Loja do Cidadão das Laranjeiras, em Lisboa, o  Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, referiu-se à necessidade de nos próximos meses e anos reduzir a despesa do Estado, salientando que é esse o caminho que o Governo seguiu. Chegados aqui, é tempo de perguntar ao Senhor Ministro se é esse o caminho que o Governo seguiu, ou se será esse o caminho que o Governo vai seguir. É que, até agora, não se viu caminho nenhum.
A conversa entre os órgãos de comunicação social e o executivo está transformada em conversa de surdos: uns dizem que é preciso fazer, os outros dizem que está a ser feito, e os primeiros dizem que é preciso fazer. Sonotone, Senhores Ministros. Sonotone é a solução!
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