quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

CIÊNCIA QUASE OCULTA

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De acordo com o Modelo Padrão, ou Standard, o universo é constituído por partículas fundamentais, como os quarks, e os leptões, governadas por forças, como a Gravidade, a Força Electromagnética, a Força Nuclear Forte, etc. A Teoria das Cordas veio criar uma visão nova desse modelo. Na realidade, o que são consideradas partículas, de acordo com a teoria, não são mais do que  filamentos energéticos em vibração, isto é, massa é energia, tal como está expresso na equação de Einstein E = m x C2 (a energia dum corpo é igual ao produto da sua massa pelo quadrado da velocidade da luz). E as forças são o mesmo. A ser assim, as cordas da teoria serão os últimos elementos constitutivos de tudo, massa e energia, o fundo da intimidade do Universo. Por isso se diz que a Teoria das Cordas é a Teoria de Tudo (Theory of Everything).
As cordas, cuja dimensão é de 1/10 elevado a 33  cm, podem ser abertas, com duas extremidades livres, ou fechadas, em “laço”, e formam entidades diferentes, vibrando de modo próprio para cada uma dessas entidades, sejam forças, sejam partículas. O tipo de vibração, a chamada ressonância, é mais ou menos “frenética”. Quanto maior é o “frenesim”, maior é a energia e, de acordo com a equação de Einstein, maior é a massa da partícula da partícula que a corda forma.

Na figura em cima, a vibração da esquerda é de baixa energia e corresponde a pouca massa, a do centro é de média energia e massa, e a da direita corresponde a grande massa. Voilá.
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O INFANTE E D. JOÃO V


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SER PORTUGUÊS

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O perfil da nossa personalidade profunda, que é inconfundível, que é verdadeiro, não tem, por variadas razões, a nitidez de contornos de que se podem gabar homens doutros meridianos. Um espanhol, um francês, um alemão, um inglês, são incompreensíveis fora das suas raias. Um português, apesar das fortes raízes nacionais que o individualizam, entende-se perfeitamente longe de Portugal. Há nele uma fraqueza de eterna disponibilidade, de pronta e conciliante aceitação do que se lhe opõe, de amável adaptação ao meio hostil, que o fazem capaz em todo o mundo, mas incapaz no seu mundo. Daí não ter possivelmente grandes coisas para exprimir, a não ser o lirismo de ser assim. Infelizmente, não é por intermédio dos seus poetas líricos que um povo pode comunicar com os outros.
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Miguel Torga, in "Diário (1941)"
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AUTOMÓVEIS

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ALBERTO JOÃO VEIO AO "CONTNENTE"

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O Sr. Jardim, depois duma conversa que teve há tempos com Vítor Gaspar, começou a “bater a bola” baixinho, convertido subitamente em menino bem comportado. Mas a natureza é muito forte, como a do lacrau que picou a rã que o levava às costas, e o Sr. Jardim, há uns dias, começou a descarrilar, bolçando de novo  basófias. Que não assinava nada, que ia declarar a falência das ilhotas, que não admitia chantagens, blá, blá, blá.
Hoje veio ao “Contnente” reunir-se com Passos Coelho e com o seu “amigo” Vítor e meteu o rabo entre as pernas. Acho mesmo que, até acabar a reunião, não bebeu nada. Nem água: o homem tinha o discurso seco como as palhas quando falou com o repórter da RTP. E bochechas caídas! Não há bem que sempre dure! A teta secou. Vem aí a realidade.
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SABER E QUERER

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"Saber não basta; devemos aplicar.
Querer não basta; devemos fazer." 
Goethe
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BARÇA: O MELHOR DO MUNDO

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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FRANCESCO SCHETTINI

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UM FAROL AO MEIO-DIA

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SER PORTUGUÊS

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Diz-se geralmente que, em Portugal, o público tem ideia de que o Governo deve fazer tudo, pensar em tudo, iniciar tudo: tira-se daqui a conclusão que somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independência. A nossa pobreza relativa é atribuída a este hábito político e social de depender para tudo do Governo, e de volver constantemente as mãos e os olhos para ele como para uma Providência sempre presente.
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Eça de Queirós, in 'Cartas de Inglaterra'
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MOURINHO EM DISCURSO DIRECTO

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"Yo no pedí ser entrenador del Madrid, el Madrid es el que me vino a buscar."
"Igual podíamos tener algún punto más de ventaja... son cinco los puntos que tenemos sobre el equipo del que todos dicen y piensan que es el mejor del mundo".
"Será porque no estamos haciendo las cosas tan mal y no estamos teniendo todos los problemas que la gente dice que tenemos".
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POIS!... ESTAVAM MAL ESTACIONADOS!...

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SANEAMENTO BÁSICO

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CIÊNCIA QUASE OCULTA

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Que idade tem o Universo? Boa pergunta esta porque a matéria é objecto de controvérsia mitológica, religiosa, e até científica. Sir Isaac Newton suspeitava que era de alguns milhares de anos. Mero palpite! Einstein dizia que o Universo não tinha idade porque era eterno; outro palpite!
Em 1929, pela primeira vez, conseguiu-se ter ideia aproximada do número, embora o “aproximada” neste caso possa corresponder a uma amplitude de erro de milhões de anos. Para perceber como se chegou lá, recorde-se um fenómeno físico conhecido. Quando estamos na gare da estação de caminho de ferro e se aproxima um comboio, ouvimos o som em crescendo: ooooooEEEEEE! Quando o comboio parte, o som chega-nos em decrescendo: EEEEEEoooooo! É o Efeito Doppler que ocorre também com a luz. Se uma fonte luminosa se aproxima, parece a quem a vê que tem frequência crescente, cada vez menos vermelha e mais violeta. Se se afasta ocorre o inverso.
Pois, em 1929, a observação de galáxias distantes permitiu perceber que a sua luz se comportava como estando a afastar-se. Significa isso que o Universo se expande; e se está a expandir-se, está a expandir-se a partir de alguma coisa; logo é finito. Chegados aqui, perguntar-se-á: muito bem, é finito; mas afinal que idade tem?
Estudos radioactivos na Terra permitem calcular a sua idade em 4,5 mil milhões de anos, significando isto que o Universo tem, pelo menos o dobro dessa idade porque, antes de se formar o Sistema Solar, teve de se formar a nossa galáxia, a Via Láctea, e tal levou, provavelmente, alguns milhares de milhões de anos. Múltiplas medidas da distância das estrelas e avaliação do desvio para o vermelho da respectiva luz, em consequência do Efeito Doppler, permitem ter ideia tosca da sua idade; e o grupo de estrelas mais velhas que se consegue avaliar é de há 12/15 mil milhões de anos. Seguramente menos de 20 mil milhões. O número mais consensual na actualidade é de cerca de 14 mil milhões. Bonita idade!
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A MULHER DO MINHO

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WE ARE ALL GOING TO HELL IN A SHOPPING BASKET

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Robert Reich escrevia há dias no Finantial Times um artigo com este título inspirado: “Vamos para o Inferno num Cesto de Compras”. O articulista diz, em resumo, que é fácil atribuir a crise actual à alta finança mas, a nível mais profundo, a crise marca a vitória dos consumidores e investidores sobre os trabalhadores e cidadãos. E, como a maior parte de nós incarna as quatro qualidades, somos grandes protagonistas na referida crise.
Com a possibilidade de comprar e investir em todo o mundo, incluindo através de meios como a Internet, e também do comércio globalizado, prejudicamos a actividade económica doméstica, e consequentemente os trabalhadores e cidadãos que somos, e privilegiamos países que concorrem deslealmente connosco, através de condições de trabalho inaceitáveis, muitas vezes com enormes danos ambientais que também nos atingem.
Não é fácil evitar esta ratoeira que nós próprios ajudamos a montar. Além das atitudes individuais serem infrutíferas se não assumidas por grandes grupos, as corporações económicas tudo fazem para neutralizar os movimentos que lutam contra a nossa ruína no médio/longo prazo e manter o statu quo. Só a reforma ética global pode pôr fim à situação.
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OS PEQUENOS VELEIROS

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BORDADO DE MURMÚRIOS

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CIÊNCIA QUASE OCULTA

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O volume de água em toda a Terra mantém-se constante e corresponde aproximadamente a mil e quatrocentos milhões de quilómetros cúbicos (1.400.000.000 km3), o que é muita água. Está armazenada em vários reservatórios, desde os oceanos, com cerca de 97% do total, estando 2% congelada (69,5% da água doce do planeta), até aos lagos, rios, aquíferos – formações rochosas subterrâneas contendo água – e atmosfera. Do exposto, pode concluir-se que existe no estado líquido, sólido e gasoso.
A água não é um bem estático: circula de reservatório para reservatório, mudando muitas vezes de estado e influindo por esse processo, chamado ciclo da água, na configuração geológica da Terra e no clima. Através da erosão dos locais por onde flui, e da sedimentação dos compostos que transporta dissolvidos, muda as características do solo e subsolo; e pela absorção de energia calorífica quando evapora, e libertação da mesma energia quando condensa, produz modificações climáticas perceptíveis por todos.
Um exemplo típico de ciclo da água começa com a evaporação nos oceanos e consequente passagem à atmosfera sob a forma de gás - vapor de água. Nas camadas altas da atmosfera o vapor pode condensar em pequenas partículas de água que formam as nuvens. Tais partículas, a menores altitudes caem na superfície da Terra sob a forma de chuva, ou precipitação. Dependendo da temperatura, a precipitação pode ser líquida ou sólida, neste caso neve ou granizo. Cada ano, cerca de 119.000 km3 de precipitação caem em terra e 450.000 km3 no mar.
A chuva caída no solo pode ser levada directamente de volta ao mar pelos rios, pode evaporar-se regressando à atmosfera, ou ser absorvida pelo solo, entrando ou não em aquíferos. À volta de 2.200 km3 da água absorvida corre no solo, sobretudo a pouco mais de 500 metros de profundidade.
Nas florestas, a água que penetra no solo é absorvida pelas raízes das plantas e libertada pelas suas folhas, como vapor. Em grandes áreas florestais, acontece precipitar novamente e ter novo ciclo solo-planta-ar: é frequente na Amazónia.
A terminar, recorde-se a importância do ciclo da água na renovação dos reservatórios de água doce potável. O ciclo oceanos-atmosfera-solo constitui a mais colossal operação de filtração de água do mar, jamais atingível pela tecnologia humana.
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