domingo, 23 de junho de 2013

JOÃO CUTILEIRO

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TAMANCOS

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Lisboa, 23-06-2013
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SUPER-LUA

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Hoje é dia de Super-Lua. Há fotografias do fenómeno em muitos sites da Net. Umas assim-assim e outras muito boas, como esta, feita no Grand Canyon por Jason Hines. Catita: a árvore queimada e as estrelas no fundo ficaram óptimas.
Por razões que nem a Física, nem a Psicologia sabem explicar, a Lua-Cheia parece muito maior quando é fotografada em conjunto com objectos terrenos, o que só pode ser feito ao nascer, ou ao desaparecer. Se esta fotografia tivesse sido feita meia hora mais tarde, sem a árvore, a Lua ficaria mais pequena!
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'CANCALAISE 87'

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A QUEDA DUM MITO

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O Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, é um camaleão. Portugal não ganhou nada em tê-lo naquele cargo. Foi só desprestigiante para Portugal. Nunca achei que ele podia ser bom. Avisei sempre, escrevi que era um grande erro. Diziam que era português, mas na Europa não há portugueses, nem de qualquer outro país, há europeus.
Durão Barroso não pode chegar ao cargo de Secretário-Geral da ONU, depois de tudo o que disseram dele, a Senhora Merkel *, os franceses e tantos europeus. Futuro político acho que não tem.

Adivinhem quem disse isto. Quem foi? Quem foi?
Claro! Mário Alberto Nobre Lopes Soares.
E porque diz isto Mário Alberto Nobre Lopes Soares? Porque se há coisa que ele adorava era ser Presidente da Comissão Europeia, ou Secretário-Geral da ONU e não foi e nunca será. E, apesar de Durão Barroso ser um nabo, já é Presidente da Comissão Europeia e, às tantas, é Secretário-Geral da ONU—nunca se sabe!
O jarreta Mário Alberto Nobre Lopes Soares terá que viver com isso, mesmo não gostando. O jarreta mais vaidoso da Península Ibérica e arredores vai engolir esse sapo que ofuscará o mito chamado Soares. Aliás, se o homem não se cala com urgência, nem será preciso Barroso chegar às Nações Unidas para o mito ruir. Soares é outro nabo, pior que Barrôsô.
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Verifico com surpresa que a opinião da Senhora Merkel, nesta matéria, é importante para o Dr. Soares.
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NÃO SEI O QUE É . . .

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...mas é bonito.
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O lema que se lê em baixoFiel Pero Desdichado—é frequente nas armas de várias famílias, incluindo a de Winston Churchill; em espanhol, provavelmente porque soava melhor, como o Que sera, sera, da canção americana. Mas as  armas dos Churchill que encontrei não eram estas e, embora tenha encontrado estas, não consegui saber a quem pertenciam.
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sábado, 22 de junho de 2013

OS GRANDES VELEIROS

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"Winslow"

Escuna americana de carga, de 566 toneladas, construída em 1899. No dia, 16 de Junho de 1917, foi capturada pelo navio de guerra alemão SMS "Wolf", no Pacífico. Neste dia, a 22 de Junho, foi bombardeada e incendiada, afundando-se rapidamente. Não houve baixas.
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DESCONTRACÇÃO E ESTUPIDEZ NATURAL

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Para a vida ser possível na Terra, a massa do Sol tem que estar compreendida entre 1,6x10^30 Kg e 2,4x10^30 Kg. Com grande precisão, a massa do Sol é de 2x10^30 Kg, o que evita calores como o de Vénus e frios como o de Marte e permitiu que gente tão extraordinária como Vítor Gaspar, Passos Coelho e o Zezito tenham nascido e medrado. Mais extraordinário ainda porque a maioria das estrelas tem massas que não permitiriam a vida na Terra—a grandeza da massa condiciona a quantidade de radiação que emitem.
Foi uma grande sorte a nossa!
Terá sido?
Há opiniões.
Defensores do Princípio Antrópico—pelo menos alguns—dizem que as coisas são assim para nós existirmos. Outros dizem que nós existimos como somos porque as coisas são assim. Essas coisas e muitas outras, como os protões têm a massa que têm porque se fosse maior decaíam em neutrões e não havia átomos estáveis e nós também não, ou se a força electromagnética  fosse 4% mais fraca, não havia hidrogénio e, consequentemente, mais nenhum átomo e por aí fora.
Um cidadão chega ao hotel, pede um quarto e dão-lhe a chave do quarto número 1967. O cidadão nasceu em 1967 e que diz? Pode dizer muita coisa. Por exemplo, que foi uma grande coincidência sem explicação. Ou até que o recepcionista, por razões não explicadas sabia o ano em que ele nasceu. Ou que o homem era adivinho e acertou no ano. Ou que fizeram aquele quarto para ele dormir quando lá fosse.
E agora?
Agora, nada!
A conversa é estúpida, como é a conversa dos defensores da Teoria Antrópica—alguns!—ou a polémica sobre a saída ou a permanência no Eurogrupo. As pessoas têm palpites e defendem-nos como se fossem certezas. A estupidez faz parte da natureza humana. Foi posta na nossa cabeça intencionalmente, para sobrevivermos. É uma característica fenotípica apurada pela selecção natural de Darwin. 
E pela estupidez não vai nada?!
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TURISMO DE QUALIDADE

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Lisboa, 20-06-2013
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GUERRA DAS ESTRELAS

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Na imagem em cima, que parece uma fêmea de pinguim a guardar o seu ovo, estão duas galáxias a colidir. Chama-se o conjunto Arp 142, está a 326 milhões de anos/luz da Terra e as galáxias são a espiral NGC 2396—o pinguim—e a elíptica NGC 2397, em baixo e à esquerda—o ovo.
A compressão da galáxia da esquerda deforma os braços  e "esmaga" o gás e poeira da espiral, levando à formação de novas estrelas que se vêem a azul na zona da galáxia superior em contacto com a inferior.
Ainda visível na imagem, outra galáxia (em cima—UGC5130), sem nenhuma relação com a "guerra" referida. Está muito mais próxima de nós, a 230 milhões de anos/luz. Acontece que se encontra na mesma linha de observação das outras.
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PATRIOTISMO

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Um residente americano saúda o porta-aviões "Eisenhower", em Algés
Lisboa, 20-06-2013
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BIBLIOFAGIA

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O Senhor Vice-Presidente da Câmara de Portimão foi colocado em prisão preventiva pelo Tribunal por ter comportamento exemplar na gestão da coisa pública na autarquia, o que é muito raro na nossa Pátria. Mas a parte atraente da notícia onde li isto consiste no relato de um episódio de antologia. O Senhor Vice-Presidente, durante uma busca da Polícia Judiciária ao seu domicílio, e enquanto um inspector examinava determinado documento ali encontrado, tirou o dito das mãos do inspector e comeu-o.
Ficamos a saber que o Senhor Luís Carito, Vice-Presidente da Câmara de Portimão, come papel. A pergunta é: quantos papeis já comeu o Senhor Luís Carito ao longo da sua carreira autárquica? E que tipo de papel?
Consultando a página do"Facebook" do Senhor Vice-Presidente, coisa que nunca soube fazer muito bem, encontrei a fotografia de um cartaz onde se lê: "Cuidado, Tenemos Libros", o que se percebe. Eventualmente, o Senhor Luís Carito já terá comido alguns, incluindo edições raras quando a fome aperta.
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QUE BOM É SER AUTARCA !

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No "Expresso", Henrique Monteiro escreve que não se percebe como, sobre a questão da limitação de mandatos autárquicos, há decisões diferentes em tribunais diferentes. Também não percebo, mas passo adiante. Monteiro termina assim:

[...]  há uma parte em que Seara não tem razão. É na sua visão (e de muitos como ele) do poder autárquico. Depois de três mandatos em Sintra, quer mais em Lisboa, como se autarca fosse profissão ou—o que é pior—uma ocupação lucrativa e não um mero serviço à comunidade. São pessoas assim que vão dando mau nome aos políticos—mas isto é assunto para outro post...

Fica subentendido o que já subentendi no post publicado em 20 do corrente. Um nadinha de vergonha na cara não ficava mal a Seara e a outros como ele. 
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'LA CAPRICIEUSE'

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"La Capricieuse"
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O LIVRE ARBÍTRIO E O DILEMA DO DETERMINISMO

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Onze jovens da JCP foram hoje detidos numa escola do Porto por pintar  um mural alusivo aos dois anos de Governo de Pedro Passos Coelho. Embora a causa fosse boa, imagino que estivessem a "cagar"—com vossa licença—propriedade alheia, de quem investiu para manter uma parede com ar civilizado.
Comentando o facto, Jerónimo de Sousa, com o seu proverbial dom de tribuno inflamado, disse esperar que não tenha havido "livre arbítrio" por parte da polícia". Aí está! Livre arbítrio é matéria do foro filosófico, metafísico, psicológico, sociológico e por aí fora e, segundo Jerónimo, a polícia não tem estudos para praticar o livre arbítrio. Não tem, prontes.
Para ser franco, estou de acordo com Jerónimo. Vivemos num mundo hesitante entre o livre arbítrio e o dilema do determinismo, essa é que é a verdade. Como sabemos nós se não houve um atropelo da polícia ao determinismo? Jerónimo não sabe e nós também não. Matéria a ser discutida na próxima reunião do Comité Central do PCP, se possível convocada com urgência para o efeito.
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sexta-feira, 21 de junho de 2013

OS GRANDES VELEIROS

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"Arno of Sunderland"
1852
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VAI DE RODA

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Lisboa, 20-06-2013
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A VIRTUDE DA SÍNTESE

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O hidrogénio é um gás leve e sem cheiro que, com tempo suficiente, se transforma em pessoas—disse o cosmologista Edward R. Harrison. É uma frase que, com poucas palavras, fica para a posteridade.
Efectivamente, tudo começa no núcleo das estrelas, onde a fusão do hidrogénio produz hélio, depois carbono, oxigénio, ferro e todos os elementos de que somos formados. Na Terrapelo menospor mecanismo mal esclarecido e a partir desses elementos, nasceu vida há pouco mais de 3,5 mil milhões de anos; e a evolução conduziu a seres cada vez mais diferenciados, alguns precursores do homem moderno que terá cerca de 50 mil anos. Os primeiros átomos de hidrogénio formaram-se pouco depois do Big-Bang, há mais de 13 mil milhões de anos, o tempo que Harrison chama de suficiente para originarem pessoas.
É a história humana comprimida, como o drama considerado mais curto do mundo, só com duas palavras: "Nasceu morto".

TRABALHAR NO ARAME

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Já, em tempos, falámos das dimensões clássicas que são três, traduzidas nos conceitos de comprimento, largura e altura. Referimos também que os físicos da mecânica quântica, estudando a hipótese da teoria das cordas, os mais pequenos constituintes de tudo, chegaram à conclusão que ela só é possível se houver mais dimensões—dez ou onze, não interessa isso. Naturalmente, a pergunta é onde estão tais dimensões?

É bem possível que não tenham grande relevância prática por serem muito pequenas na nossa escala. Encontrei hoje duas figuras que ilustram muito bem o que digo e, por isso, as reproduzo. Para o aramista, o arame ou corda, em termos práticos só tem uma dimensão. Para uma formiga, o mesmo arame ou corda tem três. Assim nos escaparão sete ou oito dimensões previstas na teoria das cordas.

HORA A HORA . . .

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O calendário dos antigos egípcios tinha 12 meses de 30 dias, a que eram acrescentados mais 5 para acertar o ano civil com o ano solar. Cada período de 10 dias era assinalado pelo aparecimento de grupos de estrelas chamados decanos. Quando surgia no céu a estrela Sirius antes do nascer do Sol, na época das cheias do Nilo, importantíssimas para a agricultura, havia 12 decanos no firmamento. O respeito cósmico pelos doze decanos, levou-os a dividir o dia e a noite em 12 partes iguais—as horas temporais.
Como a duração dos dias e das noites era diferente, no Verão as horas do dia eram mais longas e as da noite mais curtas. No Inverno, observava-se o inverso. Só nos equinócios as horas eram iguais de dia e de noite.
As horas temporais foram adoptadas pelos gregos e, mais tarde, pelos romanos que as deram a conhecer à Europa, mantendo-se em uso há mais de 2.500 anos. Se o sistema egípcio se mantivesse hoje, Vítor Gaspar só poderia falar de dia no Verão e de noite no Inverno, sob pena da duração das horas não ser suficiente  para chegar ao fim do discurso—em boa verdade, não se perdia nada.
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