domingo, 23 de fevereiro de 2014

É SÓ BASÓFIA ?

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Jeff Stein publica na revista "Newsweek" do passado dia 14 uma entrevista com Ehfraim Halevy, ex-chefe da Mossad israelita. O ex-espião diz coisas inesperadas. Por exemplo, que Rouhani do Irão não é uma marioneta, embora o queiram fazer passar por tal no País.
E acrescenta que, pese a sua conversa, os iranianos estão borrados de medo com Israel e escondem tal com a bravata conhecida. E o mesmo se passa em relação aos Estados Unidos.
Conta que esteve numa conferência em Paris onde um coronel da Força Aérea americana fez uma apresentação em PowerPoint sobre o que seria um ataque  ao Irão. Os iranianos presentes estavam lívidos.
Não tem dúvidas que eles acederam a negociar porque não têm outra opção. E recorda que brincou com eles a respeito do seu sucesso com as negociações—conseguiram esvaziar a hipótese de um ataque americano, o recuo das sanções internacionais e atrito entre a América e Israel. Sugeriu-lhes que fizessem umas férias na diplomacia da ameaça, ao que responderam que ainda não chegaram aí. Interrogados onde querem chegar, não responderam, sem ar de festa.
Sentem que estão perto do precipício e um passo em falso pode precipitá-los no abismo. ..
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TORDO ?! QUEM É ?

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[...] À primeira vista, o maior problema da família Tordo não é a falta de dinheiro: é a falta de noção de privacidade, a falta de noção da sua insignificância. O problema da família Tordo é, afinal, o problema de incontáveis artistas caseiros, com e sem aspas: a lata. Dado que Fernando Tordo gosta de "cartas-abertas", cá segue outra.
Caro senhor (que não tenho o prazer de conhecer), emigrar não é um drama obrigatório. É uma decisão pessoal que, por definição, convém mantê-la assim ou limitá-la a círculos restritos. E se não é proibido espalhá-la aos ventos, é ridículo apresentarmo-nos ao público enquanto exemplo de sofrimento. Principalmente se o sofrimento é bastante relativo. É que também não é proibido que o público ache o exercício pretensioso e responda em conformidade. Além disso, já se sabe que quem abusa do acesso aos media arrisca-se a levar com os media em cima. Era escusado provocar a manchete do jornal i, que divulgou os 200 mil euros amealhados desde 2008 pela empresa que o senhor possui - só em concertos encomendados pelo Estado, com as autarquias à cabeça. Para quem se queixa dos "agentes públicos que desprezam as Artes (com maiúscula)", não está mal. Para quem insiste na relevância da Arte que produz, está péssimo: não haverá multidões ansiosas por encher auditórios de modo a assistir, sem patrocínios camarários, à enésima interpretação de Tourada? Pelos vistos, não. Por isso, o senhor rumou ao Brasil, onde decerto o aguardavam impacientes. E, ao que li, regressa em Abril. O senhor é um emigrante breve, mas o tempo que nos rouba já vai longo.
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Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias"
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sábado, 22 de fevereiro de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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HÉLICE QUÁDRUPLA

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(Lisboa, 20-02-2014)
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O ACELERADOR DE PARTÍCULAS DE DEMÓCRITO

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Em dia de inspiração, Demócrito disse que a matéria era constituída por átomos—o que significava indivisíveis—e acreditar que a natureza das coisas dependia das propriedades desses átomos,  sendo os da água macios e escorregadios, os do ferro duros e com ganchos para se unirem uns aos outros.
A conversa pode parecer ingénua mas, sabendo o que sabemos hoje sobre as ligações químicas, foi notável a analogia. Demócrito estava enganado quanto à indivisibilidade do átomo, mas a ciência actual não vai muito melhor. Primeiro descobriu-se que o átomo tinha electrões e não era indivisível; depois que tinha núcleo com protões e neutrões; a seguir que estes eram feitos de quarks; agora teoriza-se que quarks e electrões são feitos de cordas de energia; a seguir será preciso explicar de que são feitas essas cordas de energia; e, quando houver resposta, investigar o que é essa coisa de que são feitas as cordas de energia e rebabá. A matéria, afinal, é uma cebola que não pára de largar casca—uma trapalhada! Quanto mais se escava, mais aparece para escavar e o buraco não tem fim. Não tem fim porque qualquer que seja o achado, vem sempre a pergunta: de que é feito?
Numa conferência sobre Astronomia—suspeito que já contei a história—uma senhora idosa levanta-se no fim e diz agressivamente para o palestrante: "Isso são tudo balelas. Toda a gente sabe que o mundo está assente nas costas duma tartaruga". O palestrante pergunta-lhe: "E em que assenta a tartaruga? "ao que ela responde : "São tudo tartarugas até ao fundo"! Tal e qual—na Física moderna, a estrutura da matéria também é "tudo tartarugas até ao fundo".
Por isso, e ironicamente, existe hoje uma corrente entre os físicos de que é inútil escavar. Necessário mesmo é deduzir, adivinhar, teorizar, partir de princípios indiscutíveis e universais, de baixo para cima—em suma, fazer o que fez Demócrito: o acelerador de partículas de Demócrito estava na caixa dos pirolitos!
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SZENT-GYÖRGYI

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A descoberta científica resulta de ver o que toda a gente já viu e pensar o que ninguém pensou.

Albert Szent-Györgyi
(Nobel da Química)  

AS ÁRVORES

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(Lisboa, 20-02-2014)
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HÁ PACHORRA ?

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O MyiArts, "entidade de apoio às artes, cultura e turismo", informou hoje que criou uma petição pública contra a retirada da calçada portuguesa aprovada na passada terça-feira pela Assembleia Municipal de Lisboa.
"Trata-se de um crime contra a cultura portuguesa. Um pedaço de história que é de todos e de cada um, um cartão-de-visita a quem vem à capital portuguesa".  O MyiArts acredita que "uma medida como esta é inaceitável, pois vai contra a preservação do património cultural da cidade de Lisboa".
Daqui envio ao MyiArts mais uma acha para alimentar a cruzada. Acabe-se com o asfalto nas auto-estradas portuguesas. Olhe-se para essa maravilha que eram as estradas romanas. Pense-se o que seria a A1 com piso de lajes de pedra, de Lisboa até ao Porto, e em como isso seria conservar o património de Portugal e um cartão de visita a quem nos visita, especialmente de automóvel.
Convido os militantes imobilistas dessa coisa chamada MyiArts—que não sei o que é, nem estou interessado em saber—a verem o trânsito pedonal nos locais onde existem ciclovias ao lado da calçada portuguesa: os peões avançam "consolados" na via das bicicletas e estas, se querem passar, têm de fazê-lo na calçada portuguesa.
Há pachorra? NÃO HÁ!
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PAU DA BANDEIRA

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(Lisboa, 20/02/2014)
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NAQUELE TEMPO É QUE ERA BOM

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Dedicado ao MyiArts, aqui vai o excerto de um texto que não digo de onde foi tirado.

[...] Hoje em dia há pessoas que acham que a vida era melhor no passado. Defendem que existia não apenas certa simplicidade, tranquilidade, sociabilidade e espiritualidade na vida do passado recente que se perdeu, como se perdeu também pureza. Esta nostalgia cor-de-rosa, note-se,  está em geral confinada aos ricos. É muito mais fácil criar versos elegíacos sobre a vida de um camponês quando não se tem de usar uma casa de banho exterior. Imagine-se que estamos em 1800, algures na Europa Ocidental ou no Leste da América do Norte. A família reúne-se em redor da lareira na casa simples de madeira. O pai lê a Bíblia em voz alta, enquanto a mãe prepara um estufado de carne e cebolas. O bebé é embalado por uma das irmãs e o filho mais velho deita água de um jarro nas canecas de barro sobre a mesa.  A irmã mais velha dá de comer ao cavalo, no estábulo. No exterior não se ouve o barulho do trânsito, não há traficantes de droga, nem foram encontradas dioxinas, nem poeiras radioactivas no leite de vaca. Tudo está tranquilo; um pássaro canta do lado de fora da janela.
Sejamos honestos! Embora se trate de uma das famílias mais abastadas da aldeia, a leitura das Escrituras é interrompida por uma tosse brônquica, presságio da pneumonia que o matará aos 53 anos—e o fumo da madeira que arde na lareira não ajuda.  (Ele tem sorte: a esperança de vida, mesmo em Inglaterra, era inferior a 40 anos, em 1800). O bebé será vítima da varíola que agora o faz chorar; a sua irmão tornar-se-á o bem móvel de um marido bêbedo. A água que o rapaz deita nas canecas sabe às vacas que bebem no regato. Uma dor de dentes tortura a mãe. O inquilino do vizinho está a engravidar a outra rapariga no celeiro e o bebé daí resultante será enviado para o orfanato.
O estufado é cinzento e cartilaginoso, contudo a carne é uma rara excepção às refeições de papas de aveia; nesta altura não há fruta nem vegetais. O estufado é comido numa tigela de madeira com uma colher de madeira. As velas são muito caras, por isso a luz da lareira é tudo que lhes permite ver. Nenhum elemento da família assistiu alguma vez a uma peça de teatro, pintou um quadro ou ouviu um piano. A educação consiste em alguns anos de latim ensinado por uma figura excessivamente autoritária do vicariato. Rebabá...

Agora acrescento eu: nessa altura, nem calçada portuguesa havia, mas é muito "in" defendê-la, especialmente para quem anda de popó e não tem de torcer tornozelos caminhando sobre a "cultura portuguesa".
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ONDE PODE ACOLHER-SE UM FRACO HUMANO ?

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(Lisboa, 22-02-2014)
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Há árvores quebra-ventos e há ventos quebra-árvores!
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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"Result"
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APROVEITA !

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Dois médicos discutiam se um doente sofria de eczema ou de psoríase. Era claramente um caso de eczema. Depois de ouvir o colega com argumentação indiscutível a favor do diagnóstico de eczema, o outro encerrou a questão declarando: pois olhe, a isto é que eu chamo psoríase. É clássica a anedota.
Passos Coelho, no congresso do partido, declarou urbi et orbi que a matriz do PSD é hoje tão social-democrata como era quando o partido nasceu, em 1974. Mas, prudentemente, foi acrescentado: " Temos de perspectivar uma social-democracia do nosso tempo".
Isto é, Coelho diz aos críticos internos e externos que àquilo é que ele chama um partido social-democrata. Tal e qual! Dá-lhes agora que estão de costas!...
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FALTA O PRINCIPAL

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O facto indiscutível é que existimos, tal como o Sol, as estrelas, a Terra e tudo o resto. E ninguém explicou ainda como a matéria adquiriu existência, o que dá força à minha convicção de que somos muito bons nos pormenores, mas muito fracos nas coisas fundamentais.

Andrew Thomas
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PENÍNSULA DOS CORVOS MARINHOS

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(Lisboa, 20-04-2014)
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SCHOCK AND FRIGHT !

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As estrelas movem-se nas galáxias acompanhando o movimento destas. Por exemplo, o Sol está situado num braço da galáxia espiral que é a Via Láctea e esta roda em volta do centro. Naturalmente, o Sol acompanha esse movimento, à velocidade de 220 Km/segundo—leva 230 milhões de anos a completar uma volta completa. Mas, independentemente deste movimento em conjunto com o resto da galáxia, as estrelas têm movimentos próprios, independentes dela. Umas andam muito depressa, outras devagar. Estes movimentos, no caso da nossa estrela, são quase imperceptíveis.
Mas há estrelas que são autênticos bólides de Fórmula 1 astronómica. Por exemplo, a Kappa Cassiopeiae, ou HD 2905 para os astrónomos, na Via Láctea, anda a 1.100 km/segundo.  Quando "embala", o campo magnético à sua frente e a emissão de partículas, iluminam a poeira e o gás do espaço, desenhando o que se chama "choque de proa" (bow shock) em forma de arco, como se vê na imagem. É bonito e é extraordinário como se sabe isto tudo! Não é "jogo branco", não senhor!

(A imagem é do Telescópio Hubble)
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POSTE DE AMARRAÇÃO

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(Lisboa, 20-02-2014)
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Dever cumprido—pensionista da Gaixa Geral de Aposentações.
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"LE PANTHÉON"

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Em Portugal, fala-se ultimamente muito no Panteão Nacional e em França também (a frase parece do Dr. Soares!). Hollande promoveu uma consulta ao País e está em vias de "panteonizar" mais quatro personalidades, duas mulheres e dois homens: Germaine Tillion e Geneviève de Gaulle; Pierre Brossolette e Jean Zay.
Neste momento, repousam no Panthéon 73 personalidades, das quais duas são mulheres: Marie Curie e Sophie Berthelot. Mas a casa tem sido local de corrupio. O primeiro a lá entrar foi Mirabeau, dois dias apenas após a sua morte, mas foi o primeiro a sair. Marat, Le Peletier e Dampierre foram a seguir. Napoleão, que segundo o historiador Jean-Jacques Bonnet confundiu o Panthéon com a Legião de Honra, "meteu" lá 42 homens, militares e políticos, todos da sua "cor". A maior parte viria a ter ordem de despejo.
Dos 73 que ficaram, há 24 políticos, uma vintena de militares, alguns religiosos e cinco escritores. Convenhamos que a arte está mal vista em França—24 políticos para 5 escritores?!!!  Óh égua!...

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A TURMA "DA PESADA"

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(Lisboa, 20-02-2014)
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ENERGIA 'LIMPA'

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A esperança actual na produção de energia "limpa" e ilimitada é legítima e reside na fusão nuclear. Não confundir fusão com fissão nuclear, processo usado quer nas bombas, quer na actual produção de electricidade.  Enquanto nesta átomos pesados de urânio 235 são "partidos" em átomos mais leves, com libertação de quantidades imensas  
de energia, na fusão átomos leves de isótopos de hidrogénio são fundidos para gerar hélio e também muita energia—é o que se passa no Sol e nas outras estrelas. Os isótopos de hidrogénio usados são o deutério, com um protão e um neutrão no núcleo—o hidrogénio não tem neutrões—e o tritium que tem um protão e dois neutrões (Figura ao lado).
Hoje já se consegue fazer a fusão do hidrogénio, mas o rendimento da reacção é negativo, ou seja, consome-se mais energia para promover o fenómeno do que a resultante dele. Na Califórnia, nos Estados Unidos, um pequeno alvo de deutério e tritium é alvejado com 192 raios de laser ultravioleta, forçando a fusão. Só que a energia resultante é inferior à necessária para alimentar aquela enorme cangalhada; embora recentemente tenha havido grandes progressos na forma de irradiação dos alvos, traduzidos em aumento significativo do rendimento.
Entretanto, no Sul da França, na região de Caradache, nasce uma mega-instalação (fotografia aérea em cima) para melhorar a operação industrial da fusão. Os últimos resultados dos Estados Unidos deram nova "alma" ao empreendimento. Não tarda, a humanidade tem energia atómica com fartura, a preço aceitável e sem poluentes como os produtos de decaimento do urânio—lixo atómicoque ninguém sabe onde meter, ou como tratar.
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