sábado, 23 de agosto de 2014

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE BANCOS

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DORMIR COM DOIS OLHOS FECHADOS

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Há uma crença actual, ironicamente mais frequente nos países do primeiro mundo, de que vacinar crianças aumenta a probabilidade de virem a sofrer de autismo. Não sei como surgiu tal ideia, pois não há dados epidemiológicos, estatísticos, ou clínicos que a apoiem. Nos Estados Unidos, o Center for Disease Control tem tentado desfazer o mito, apresentando dados e argumentos mas, paradoxalmente, o efeito é contrário ao que o Centro pretende. Cada campanha faz crescer o mito. Porquê?
Há estudos psicológicos sobre isso e, em resumo, a causa parece ter a ver, não directamente com o problema, mas com inserção do mito numa visão geral que os cidadãos têm da sociedade. Para dar um exemplo simples e elucidativo, se alguém pensar hoje que o Sol anda à volta da Terra e um astrónomo lhe explicar que não é assim, provavelmente a pessoa acredita. Mas no tempo de Galileu era complicado porque tinha implicações religiosas, era contra tradições culturais, desautorizava gente considerada, etc.
O cidadão actual, infelizmente, habituou-se a ser enganado por janotas sem escrúpulos, incluindo a indústria farmacêutica, uma das dez maiores do mundo, parceira do petróleo, do armamento, da pornografia e da droga. Já ninguém acredita nela, nem no Tamiflu®, nem na utilidade da vacina contra a gripe das aves e rebabá. Criou-se o que é classicamente chamado "conversa de taxista", frequentemente não tão descabida como se diz. Por isso, reina o "pé atrás" com coisas como o aquecimento global, a depleção do ozono, a guerra contra os alimentos transgénicos e por aí fora. Os profissionais da ecologia mataram a credibilidade da ecologia porque vivem dela e se associam a interesses económicos, como a produção de energias alternativas e outras cangalhadas; os políticos, idem; muitos técnicos de actividades respeitáveis, idem aspas. Um horror!
Tais exemplos são uma gota no oceano da manipulação da opinião pública. Depois, quem se admira que o cidadão não acredite no Center for Disease Control de Atlanta, na vantagem de beber leite pasteurizado, ou na necessidade dormir com os dois olhos fechados?
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PORTA 331


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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"La Grace"
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ENTRE ASPAS

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As eleições são ganhas por homens e mulheres principalmente porque as pessoas votam contra alguém e não por alguém.


Franklin P. Adams

PACTUANDO COM ÉOLO

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DANÇA DE QUADRILHA



In "Expresso" (26-07-2014)
(Com colaboração de J. Castro Brito)
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LATÃO


Leio, mas não posso acreditar. António Costa diz que não tem medo de eleições, nem precisa de ressuscitar mortos para as tentar ganhar e—agora segurem o queixo para não partirem o teclado do computador—critica os "protagonistas políticos que ficam à espera da hora de avançar". Tal e qual. Como a outra dizia, chama-lhe p**a antes que ela te chame a ti.
Já tínhamos ouvido que a melhor defesa é o ataque. Os comunistas, durante o PREC, também falavam em direitos liberdades e garantias dos cidadãos, no Sol que iluminava o planeta Terra ali do Oriente e condenavam e condenam o capitalismo monopolista de Estado. E Costa não é dos que ficam à espera da hora de avançar. Também não é dos que têm lata. Costa tem um latão.
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GNR

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NÃO FAÇAS HOJE O QUE NÃO PODES DEIXAR PARA AMANHÃ

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Adiar, empalear, atrasar, empatar, engonhar, não fazer hoje o que não se pode deixar para amanhã, rebabá, é procrastinar. É verdade! Coisa muito antiga! Há hieróglifos egípcios de 1400 AC onde se lê mais ou menos isto: "Companheiro, não fujas ao trabalho e deixa-nos ir cedo para casa". Em 800 AC, o poeta grego Hesíodo falava da mesma coisa: "O que deixa trabalho para amanhã e depois de amanhã, tal como o que não trabalha, não enche o celeiro". E em 44 AC, Cícero considerava detestáveis a lentidão e a procrastinação.
Há mesmo um site na Net dedicado ao fenómeno, chamado "Procrastination and Science". Pode visitá-lo aqui, responder a um inquérito sobre o empalear e ver que 87,55% dos respondentes consideram que o hábito de encanar a perna à rã é chato e os prejudica.
Cerca de 95% dos procrastinadores gostariam de o não ser porque o perfil acompanha-se de menos bem estar, prejudica a saúde e é frequente ser acompanhado de salários mais baixos. Porque o são, então?—perguntar-se-á. É complicado.
Em primeiro lugar, estudos feitos em gêmeos univitelinos—ou verdadeiros—e em falsos gêmeos mostram que há predisposição genética. E tal predisposição acarreta alterações da autorregulação  traduzida em impulsividade. O procrastinador é um impulsivo que não domina o apetite de adiar para gozar agora o descanso que vai ter preço futuro. Ao contrário do que poderia parecer, não é um abúlico—decide. Só que decide mal!
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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"Thor Heyerdahl"
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ANEXIM

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TINTA DE IMPRENSA

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Depois de ter encerrado o desfile de Jean Paul Gaultier no mês passado, a 'mulher barbuda', que venceu a edição do Festival Eurovisão deste ano, é a cara de uma produção fotográfica levada a cabo pelo estilista Karl Lagarfeld.

Que mais irá nos acontecer?

Marcelo namora com ex-administradora do BES, mas não viu contas congeladas.

Namorados, mas negócios à parte.

Membro da equipa de Seguro no Secretariado Nacional do PS, Álvaro Beleza pede que o pagamento de quotas deixe de ser obrigatório no partido para se poder votar. E ataca Mesquita Machado, que denunciou "batota" em Braga: "Ganhou com certeza muitas eleições internas a pagar quotas de outros."
Contestanto a possibilidade de uma pessoa pagar quotas de outra - como parece ter acontecido massivamente na federação distrital de Braga do PS - Beleza, o "inventor" das primárias no PS, denuncia que existe no partido um "sistema de jagunços" que funciona "como o nordeste brasileiro no tempo dos coronéis".

Coronel Tozé e Coronel Costa

Três comandantes do braço armado do Hamas morreram hoje num raide da aviação aérea israelita em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, anunciou a organização palestiniana.

Não foi a aviação terrestre, nem submarina—foi a aérea.

António Costa diz que Governo está "bloqueado" no impasse que criou.

Falta de criatividade—o Dr. Soares anda há anos a dizê-lo.
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FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

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O ASNO DE BURIDAN

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Jean Buridan, filósofo e padre católico francês, viveu nos Séculos XIII e XIV e um dia escreveu que o livre arbítrio pode levar à inacção—incapacidade de escolher devido ao excesso de incerteza e, potencialmente, excesso de escolha.
Embora o padre nunca tenha falado em burros, o ícone da teoria é o chamado "asno de Buridan" que, entre dois fardos de palha, não consegue escolher o melhor e acaba por morrer de fome.
No mudo moderno desenvolvido, o que mais há são asnos de Buridan. Não morremos de fome, mas padecemos de ansiedade, às vezes também fatal. A abundância da oferta de possibilidades  sedutoras cria conflitos psíquicos antes, durante e depois de decidir ou optar. E, frequentemente, a ansiedade é maior depois de escolher e decorre da dúvida sobre se o outro fardo de palha não seria melhor. Curiosamente e muitas vezes, nem sequer precisamos daquilo que escolhemos ou da alternativa que não escolhemos, ou seja não precisamos da palha porque nem temos fome naquela altura—burriiiceeee...! Temos consciência disso, mas ninguém escapa, tal como não escapa ao truque do preço de €4,99, ou €99,9.
A dimensão do problema depende da importância do que está em causa. Se for uma gravata ou uma mala, é uma coisa; se for um emprego ou uma casa, é mais complicado; e, se for um curso, ou um casamento, é pau, é pedra, é um resto de toco, é o fim do caminho.
Buridan, lá onde está, deve encher-se de rir. Olhando para o mundo, oito séculos depois, ainda vê alguns que já hesitavam entre dois fardos de palha quando ele filosofava.
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O REI VAI NU



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O tubarão assume-se como rei dos predadores do mar salgado (com lágrimas de Portugal). Mas nem tanto assim—há aí alguma basófia. Veja-se este vídeo em que um tubarão, já apanhado por um anzol, é engolido por uma garoupa golias, em estilo de snack. Ó égua!
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PEÇA DE TIRO TENSO

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CHAPELADAS

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[...] À beira das eleições para a distrital do PS-Braga, agendadas para 6 de Setembro, as suspeitas estão a agitar aquela que é a segunda maior estrutura federativa do partido. Porque levantam dúvidas sobre o número de militantes (realmente) activos, porque colocam em causa o controlo dos cadernos eleitorais - e porque, como se viu nos últimos dias, atiçaram dirigentes uns contra os outros, divididos entre o apoio a António José Seguro e a António Costa. E entre uns que gritam ‘aqui há batota' e outros que atiram com argumentos de transparência no processo. [...]

[...] Quem hoje pede os votos de militantes do seu partido, amanhã estará a pedir os votos dos eleitores do seu país. E, para isso, vai ser preciso mais do que um discurso fervoroso, umas críticas à austeridade e um dedo apontado aos erros do último Governo, para levar portugueses às urnas e merecer o seu voto. Restaurar a credibilidade dos políticos e a confiança dos eleitores está nas mãos de quem lidera partidos e governos. E, a avaliar por situações como as pequenas irregularidades que se contaram nas primeiras linhas e outras igualmente suspeitas, não parece que se esteja a fazer muito por isso. O país está a mudar, precisa de mudar para algo maior e mais responsável, digno de uma democracia mais madura - e o fim da pequena política é essencial para isso. Ganhar com batota não é admissível - nem mesmo em política. (O sublinhado é meu)

Helena Cristina Coelho in "Diário Económico"
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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"Eendracht"
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SOMBRAS CHINESAS

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