Cavaco irá promulgar o OE 2013, enviando-o de seguida para
o Tribunal Constitucional. É uma maneira engenhosa de tirar o dente sem dor—não
conflitua com o Governo, nem com a oposição. Ficam dúvidas se não se trata de
medo de ambos.
Em boa verdade, a solução achada é cómoda mas não será
aceitável pela oposição. Segundo os jornais, o parecer do Tribunal virá lá para
meados de 2013, ou seja, qualquer decisão dos juízes não terá efeito, como se
viu este ano—ou o Orçamento é aprovado e fica tudo na mesma, ou é desaprovado e
fica tudo na mesma, talvez com a recomendação de que, dado o adiantado da hora,
por esta vez passa, mas para o ano não.
E para o ano, blá, blá, blá.
Os órgãos de soberania andam todos a encanar a perna à
rã, com excepção do Governo que encana a nossa perna. Com a perna encanada, a
rã não salta, o que é mau; mas nós estamos lixados e mal pagos, o que é pior.
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