domingo, 16 de dezembro de 2012

O HOYLE DO 'BIG-BANG'

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O texto reproduzido em cima diz mais ou menos o seguinte:

Uma delas (teorias) distingue-se pela assumpção de que o universo começou há tempo finito com uma enorme explosão. Nesta suposição, a expansão actual é uma relíquia  da violência dessa explosão. Neste momento, esta ideia dum "Big Bang" parece-me insatisfatória... Cientificamente, a assumpção do "Big Bang" é a menos atraente das duas. Porque é um processo irracional que não pode ser descrito em termos científicos... Do ponto de vista filosófico, também. Não vejo nenhuma razão para preferir a ideia do "Big Bang".

Quem assim falou foi Fred Hoyle, notável homem de ciência, num popular programa da BBC nos anos 50. Sempre que usava a expressão "Big Bang", Hoyle escolhia um tom baixo de voz para depreciar e ridicularizar a teoria até aí chamada de Dynamic Evolving Model.
Hoyle era defensor da teoria do Steady State Model of the Universe, ou Modelo do Universo Mantido ou Constante, segundo o qual o universo era eterno e, embora em expansão permanente, ia-se renovando com novas galáxias, como o nosso organismo se renova, substituindo todas as células de que somos formados em poucos anos, mantendo contudo a identidade.
O tempo viria a mostrar que Hoyle estava errado, o que foi pena porque era um homem às direitas e não merecia ter ficado na História como defensor de uma asneira. Mas ficou, pelo menos, como autor de uma das expressões mais famosas da Cosmologia, o "Big Bang". Embora a tivesse usado para depreciar a teoria que passou a denominar, acabou por ser assumida pelos seus detractores  e defensores e, ironicamente, ficou para a posteridade depois de criada para a ridicularizar.  
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