segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A ORQUESTRA DO LARGO DO RATO

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A alternativa que temos a esta desgraça de governo PSD/CDS, é essa outra desgraça intitulada Partido Socialista, onde medraram figuras notáveis como o Zezito, que chegou a Primeiro-Ministro, lugar onde não defraudou as expectativas levando a Pátria à falência no meio de vários episódios a configurar casos de polícia; o grande Armando Vara, especialista em e apreciador de robalos; o inenarrável Paulo Campos das PPP; o "Jamé" Lino; a escopeta de carregar pela boca Tozé e por aí fora. Caso para dizer, usando linguagem militar, que estamos adidos e mal pagos.
O PS é um partido da cena política portuguesa só comparável a todos os outros partidos da cena política portuguesa; ou seja, vale zero. Como dizia um professor de Medicina a respeito dos tratamentos para determinada doença, todos servem e nenhum presta. Os nossos partidos também servem, porque não há outros, mas não prestam.
O episódio burlesco sobre a extinção da ADSE é de livro de humor de alfarrabista. Um janota responsável pela área da saúde, ou coisa parecida, diz que é claramente preciso acabar com o sub-sistema; o líder do grupo parlamentar proclama em Viseu, urbi et orbi, que é mentira—nunca o PS pensou em tal; e o inefável engenheiro José Manuel Lelo Ribeiro de Almeida, também conhecido singelamente por Lelo—com dois ou três lês—avisa no Facebook que a Função Pública tem muito eleitorado do PS e não pode estar a falar-se disso agora, antes de eleições. Isto é, impudicamente, vai-se admitindo que se albarda o burro à vontade do dono porque o importante é chegar ao poder, mesmo para fazer jericadas. Bom em política é mesmo chegar ao poder e Lelo gosta muito dele.
Se a insensatez, a mediocridade, a mesquinhez e o descaramento produzissem acordes, o PS era uma orquestra sinfónica. Desafinada, mas orquestra sinfónica.

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