A alternativa que temos a esta desgraça de governo PSD/CDS, é essa outra desgraça
intitulada Partido Socialista, onde medraram figuras notáveis como o Zezito,
que chegou a Primeiro-Ministro, lugar onde não defraudou as expectativas
levando a Pátria à falência no meio de vários episódios a configurar casos de
polícia; o grande Armando Vara, especialista em e apreciador de robalos; o inenarrável Paulo Campos das PPP; o "Jamé"
Lino; a escopeta de carregar pela boca Tozé e por aí fora. Caso para dizer,
usando linguagem militar, que estamos adidos e mal pagos.
O PS é um partido da
cena política portuguesa só comparável a todos os outros partidos da cena política
portuguesa; ou seja, vale zero. Como dizia um professor de Medicina a respeito
dos tratamentos para determinada doença, todos servem e nenhum presta. Os
nossos partidos também servem, porque não há outros, mas não prestam.
O episódio burlesco sobre a extinção da ADSE é de livro
de humor de alfarrabista. Um janota responsável pela área da saúde, ou coisa
parecida, diz que é claramente preciso acabar com o sub-sistema; o líder do
grupo parlamentar proclama em Viseu, urbi et orbi, que é mentira—nunca o PS pensou em tal; e o inefável
engenheiro José Manuel Lelo Ribeiro de
Almeida, também conhecido singelamente
por Lelo—com dois ou três lês—avisa no Facebook que a Função Pública tem muito
eleitorado do PS e não pode estar a falar-se disso agora, antes de eleições.
Isto é, impudicamente, vai-se admitindo que se albarda o burro à vontade do
dono porque o importante é chegar ao poder, mesmo para fazer jericadas. Bom em
política é mesmo chegar ao poder e Lelo gosta muito dele.
Se a insensatez, a mediocridade, a mesquinhez e o
descaramento produzissem acordes, o PS era uma orquestra sinfónica. Desafinada,
mas orquestra sinfónica.
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