Filomena Martins
escreve hoje um artigo de opinião no "DN" onde desanca os políticos—do Presidente
da República ao Tozé Seguro, passando pelo Pedrito "Lapin", pelo
Gaspar, por outros ministros e por aí fora. Termina como segue.
[...] Temos um
líder da oposição que, enquanto se entretém a escolher para câmaras importantes
os primeiros alvos inimigos do seu antecessor, propõe tão timidamente eleições
antecipadas que todos percebem que o que quer mesmo é que o atual Governo
aplique este plano infernal e passe pelo purgatório até ao juízo final quando
for tempo de, com o caminho limpo dos pecados, começar de novo e fazer
diferente.
Só se espera que
não tenhamos portugueses a acharem que tudo isto é já normal. Até os adeptos do
Sporting estão a forçar mexidas no clube.
Tal e qual; assim mesmo.
Já se disse neste modesto espaço que os socialistas são
especializados, há muitos anos e em todo o mundo, a arruinar as finanças
públicas com obras e benesses para que não há dinheiro, deixando depois à
direita o osso do papel do bandido para tapar os buracos. Sempre foi assim e
continuará a ser porque, como na história do escorpião e da rã, isso faz parte
da sua natureza.
Habitualmente, a direita dá uma no cravo e outra na
ferradura, aperta o papo ao Zé, remenda a bolsa do governo e cria o relativo
desafogo que os socialistas esperam. Então, invocam estes o éden de quando eram
governo e o purgatório criado pela direita, exigem eleições se não as há, e
ganham. Depois, vêm as obras, as benesses, blá, blá, blá.
Até aqui, tudo normal. O que é anormal é este governo de
direita que nos saiu na rifa—não acerta no cravo, nem na ferradura, nem na
cavalgadura. Não dá uma para a caixa e, quando dá, é na cabeça do Zé. Este anda
abananado. É das marteladas, está bom de ver.
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