Sobre o adiamento pelo Brasil da entrada em vigor do acordo ortográfico—ou desacordo como lhe chama—Inês Pedrosa, que não faz completamente o meu género em muitas coisas, escreve hoje no "Sol" o seguinte:
[...] Agora que o
suposto principal interessado adiou a idiotice, o velho Portugal podia também
esquecê-la. Sempre era uma asneira a menos, para começar o ano.
Tive um professor que, quando fazia a pergunta e via o
aluno hesitar, dizia para o encorajar: diga menino; não tenha medo que a
asneira aqui é livre. Infelizmente, esse professor teve muitos alunos em Portugal. Alguns
até se tornaram filólogos e subiram à cátedra e outros chegaram a deputados, ministros,
secretários de Estado e outros misteres para que não se exige senso comum. E já
dizia Quintiliano: sensus non docentur; que é como quem diz, o senso não se
ensina.
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