Um qualquer ‘estado de necessidade’ financeiro ou fiscal
não parece autorizar a criação de ‘impostos de classe’ portadores de um esforço
fiscal desigualitário ou excessivo em face das demais categorias de cidadãos.
Isto terá sido escrito, segundo o "Sol", pela Presidência
da República quando pede a fiscalização do OE2013 ao Tribunal Constitucional e
resume de forma exemplar o que penso ser a característica mais inaceitável
daquele documento.
Ninguém discute que há um estado de necessidade financeiro
ou fiscal, como lhe chama a Presidência da República, criado pela governação sem classificação
dos governos socialistas; nem que é preciso usar medidas extraordinárias para o
sanar. Mas com equidade—aí está.
Pela minha parte, e na qualidade de pensionista, estou
disposto a sacrificar algum do provento que aufiro para colaborar nessa cruzada
de salvação das Finanças. Mas jamais em ser espoliado com mais sanha do que outros
portugueses. Não posso aceitar o desprezo freudiano pelos reformados manifestado
por esse fedelho impertinente da Jota chamado Pedrito e pelo seu mentor Gaspar. O que tais
cromos precisam urgentemente é de psicoterapia—voilà!
.

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