O Costa "Concordia" é uma figura política de primeira água neste jardim a Leste do Atlântico. Era o trunfo na manga dos zezitófilos para voltar ao poder. Assim
como dinheiro em caixa como sói dizer-se.
Então o Costa "Concordia", empurrado e
incensado pelos acólitos socráticos, avançou de peito feito para o Largo do Rato cum
tom de voz horrendo e grosso que parecia sair do mar profundo e pose de quem
diz eu já resolvo isto. Esperava um Tozé agarrado ao timão, as carnes e os
cabelos arrepiados só de ouvi-lo e vê-lo e mais tremelicante que o homem do
leme face ao mostrengo. Mas Tozé superou-se, inesperadamente—o Costa
"Concordia" tinha a voz grossa;
Tozé tinha o aparelho do partido na mão: Costa borregou ingloriamente, para
desespero socrático.
Agora Costa guarda as aparências em conversações
inconsequentes entabuladas no Rato. Dizem os jornais que entregou à direcção do
Partido um "documento curto" que Tozé, depreciativamente, "encara como um contributo entre os
vários recebidos durante os últimos dias". A montanha pariu um rato no
Rato. Eh, eh, eh...
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