sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

TOM DE VOZ HORRENDO E GROSSO

.

O Costa "Concordia" é uma figura política de primeira água neste jardim a Leste do Atlântico. Era o trunfo na manga dos zezitófilos para voltar ao poder. Assim como dinheiro em caixa como sói dizer-se.
Então o Costa "Concordia", empurrado e incensado pelos acólitos socráticos,  avançou de peito feito para o Largo do Rato cum tom de voz horrendo e grosso que parecia sair do mar profundo e pose de quem diz eu já resolvo isto. Esperava um Tozé agarrado ao timão, as carnes e os cabelos arrepiados só de ouvi-lo e vê-lo e mais tremelicante que o homem do leme face ao mostrengo. Mas Tozé superou-se, inesperadamente—o Costa "Concordia" tinha a voz grossa;  Tozé tinha o aparelho do partido na mão: Costa borregou ingloriamente, para desespero socrático.
Agora Costa guarda as aparências em conversações inconsequentes entabuladas no Rato. Dizem os jornais que entregou à direcção do Partido um "documento curto" que Tozé, depreciativamente, "encara como um contributo entre os vários recebidos durante os últimos dias". A montanha pariu um rato no Rato. Eh, eh, eh...
.

Sem comentários:

Enviar um comentário