Pequena Nuvem de Magalhães (PNM) é a mais próxima vizinha galáctica da Via Láctea. Sendo pequena, chamada mesmo galáxia anã, é visível até a olho nu no Hemisfério Sul e próximo do Equador em latitudes a Norte. Referência importante para a navegação, foi descrita por Fernão de Magalhães, que lhe deu o nome, tal como à Grande Nuvem de Magalhães. Por ser muito próxima e brilhante, é apreciada pelos astrónomos para estudar fenómenos difíceis de observar em galáxias longínquas.
A imagem mostra a zona conhecida por Asa da PNM,
correspondendo a cor violeta a RX fotografados pelo Telescópio Chandra, as cores
vermelha, azul e verde a radiação visível fotografada pelo Hubble, e também a
vermelho, radiação infravermelha, registada pelo Telescópio Spitzer.
Os astrónomos chamam aos elementos com mais de dois protões
no núcleo—mais pesados que o hidrogénio e o hélio—metais, e quantos mais metais
observam numa área do cosmo, mais antiga a consideram, significando isso que
já houve ali várias gerações de estrelas. Na Asa da PNM há relativamente poucos
metais, ou seja, as estrelas observadas no local são recentes, com apenas alguns
milhões de anos, situação semelhante à do início do universo, com
elevado interesse para estudos de Cosmologia.
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