Tenho de me penitenciar porque parece que resta mais do que um justo na Pátria onde Febo repousa no oceano! Hoje, Paulo Baldaia escreve assim no "Diário de Notícias":
[...] Soares anda
agora numa deriva antigoverno que o tem levado a subir a parada em cada
intervenção. Na última entrevista, ao i, avisa Cavaco que "por muito menos
que isto foi morto o rei D. Carlos". Soares sempre viu Belém como a sede
do contrapoder e disparata porque o actual Presidente não lhe faz a vontade.
Não está sozinho, há um país elitista que não gosta de Cavaco Silva e faz
campanha permanente contra a "inoperância" do Presidente, mesmo
quando ele é o último reduto em defesa da governabilidade de Portugal. Essa
elite quer em Belém um inquilino que lhe faça a vontade. Quer na Presidência
uma marioneta que seja o supremo magistrado do que diz na rádio e na televisão
e do que escreve nos jornais.
A generalidade dos
fazedores de opinião estranha quem se atreve a olhar com outros olhos. Cavaco
não é um político simpático, não desperta grandes emoções, não é um artista e
isso impede muito boa gente, e muitos bons analistas, de ver a importância do
pragmatismo na gestão que faz do seu poder para evitar a bancarrota do País.
É verdade, Cavaco
deu uma carta de aforro ao Governo, sendo isso considerado por muita gente como
um apoio presidencial à estratégia de Passos Coelho, mesmo que tenha sido o
Presidente a alertar para a espiral recessiva provocada pelo excesso de
austeridade. José Sócrates, agora assumido chefe da banda anti-Cavaco, até
sentenciou que este já é um governo de iniciativa presidencial.
Não há quem não
saiba que o Presidente se limitou a colocar Portugal à tona da água para que o
Executivo possa continuar a dialogar com os credores internacionais, mas isso
não interessa quando só há um objectivo: derrubar o Governo e depois logo se
vê. Estranha ambição esta de ser como a Argentina caloteira. [...] (O sublinhado é meu)
Na minha
opinião, Cavaco é um nabo. Mas entre um nabo semi-xexé e um nabo xexé em full time—vulgo Soares—que acumula com a total e congénita falta de senso comum, prefiro o
primeiro.
.

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