A 13 de Julho do Anno Domini 2012, perante notícias sobre a licenciatura meteórica de Miguel Relvas, Ministro da República pela Graça de Deus e mediação da Maçonaria, o Ministério da Educação pediu à Inspecção-Geral da Educação e Ciência para apurar como se concediam licenciaturas supersónicas na Universidade Lusófona. Havia 120 ex-"estudantes" Fórmula 1, Relvas incluso.
Em 18 de Janeiro de 2013, o relatório da supracitada
Inspecção-Geral foi depositado nas mãos de Nuno Crato, pessoa decente que não
merece aquilo por que está a passar. Crato leu o relatório e, segundo suspeito,
terá entupido, para não dizer que lhe terão caído regiões anatómicas ao chão.
E, como já comecei a confabular com as regiões anatómicas cadentes, vou continuar.
Crato fala com Passos Coelho, que sabe ser protegido do
maçon Relvas, e expõe-lhe o drama: o maçon obteve 160 créditos num universo de
180—demasiada fruta, acharia Crato. Passos também acha e fica com as mesmas
regiões anatómicas entaladas. Pede a Crato que espere. Crato espera, mas chega-se a Abril do AD 2013, os jornalistas não dão tréguas ao gabinete de Crato
e este ameaça tornar público o relatório que afectou as regiões anatómicas
referidas—dele e de Passos. Aí, o protegido pelo escudo maçónico chamado Relvas fala
com ele—ele, escudo—e pergunta-lhe se quer sair antes ou depois de rebentar a
bronca.
Subitamente, Relvas é acometido dum ataque fulminante de
exiguidade de força anímica para exercer funções governativas e pede a
demissão. Sai pelo próprio pé, como disse, estando o pé—provavelmente os dois
pés—em cima de patins em linha. Sai pela esquerda-baixa, mas fez um papelão.
Recomendo vivamente a Cavaquinho, com especial tacto para
escolher gente ilustre, como Dias Loureiro e Duarte Lima, que nomeie Relvas
para o Conselho de Estado na primeira oportunidade, se a Constituição não permitir
a criação dum lugar supranumerário ainda esta semana.
Fim da confabulação e da proposta a S.Exa.
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