quinta-feira, 11 de abril de 2013

MOURÃO-FERREIRA

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Hoje, a Moody's declarou, urbi et orbi: os bancos portugueses, nomeadamente BCP, BPI e Banif, que já recorreram aos 12 mil milhões de euros da troika, vão precisar de mais capital. No contexto pátrio contemporâneo, é tal  declaração bastante para os lusitanos sujarem a fralda. Não era preciso mais.
Mas houve mais!
Christine Lagarde, Directora-Geral do FMI, foi "curta e grossa" para usar a linguagem dos jornais: "A zona euro deve preocupar-se em limpar o seu sistema financeiro e não ter medo de fechar bancos". E mais não disse ou, se disse, não era preciso porque ao chegar aqui os viriatos já fediam a caca.
Os senhores e as senhoras que estão ao leme—ou de vigia no cesto da gávea—das instituições financeiras internacionais são uns jericos, ou umas jericas, conforme o número de cromossomas X que têm. Supostamente zeladores do sistema financeiro, cada vez que abrem a boca arrotam vento asinino carregado de partículas e raios gama, capazes de ionizar, destabilizar, mesmo fundir bancos, para não usar outra palavra parecida.
Ouvindo Lagarde, vem-me à cabeça David Mourão-Ferreira: São de nada tempestades ante a falta que me fazes.
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