domingo, 7 de abril de 2013

VERDES E BURROS

.
Politicamente, Portugal caiu em situação semelhante à da Itália. Tem um governo que não presta e, se houver eleições, não arranja governo melhor. Não vale a pena passar por campanhas eleitorais de confrontações varinas, formalidades dispendiosas, estagnação do Estado durante meses, para no fim termos um governo minoritário com esse crânio inspirado chamado Tozé ao leme e a tradicional e conhecida corte de "comilões" do PS atrás dele. A matéria prima é toda muito má e, mal por mal, mais vale remediar com a que já temos.
Mas uma coisa é urgente: mudar o Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças, sem querer isto dizer que os outros não são maus. São, mas nota-se menos. Passos Coelho, manifestamente, não tem gabarito para o lugar e Gaspar é um nabo. O País precisa de um chefe de governo, como muito bem diz Henrique Monteiro, "com mais sentido de Estado, maior experiência, com mais capacidade de alargamento das políticas e com maior sensibilidade social". Tal e qual.
Claro que Coelho não quer sair porque isso é assumir a incapacidade e incompetência e ninguém gosta de o fazer. Pela mesma razão, o Zezito não saiu. O resultado viu-se: um desastre que só não foi maior porque o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, lhe tirou o tapete. Mas o Presidente da Repúblicaque não serve para nadapodia, uma vez na vida, fazer qualquer coisa útil. Por exemplo, chamar Coelho, mostrar-lhe a trampa que tem feito e, não digo aconselhá-lo porque isso não resulta, mas pressioná-lo a dar de frosques de forma airosa, nomeadamente porque precisaria de se tratar com urgência de um ataque agudo de caspa intracraniana, ou de um calo "agravado". Entregues a medíocres imaturos é que não podemos continuar.

Sem comentários:

Enviar um comentário