Politicamente, Portugal caiu em situação semelhante à da Itália. Tem um governo que não presta e, se houver eleições, não arranja governo melhor. Não vale a pena passar por campanhas eleitorais de confrontações varinas, formalidades dispendiosas, estagnação do Estado durante meses, para no fim termos um governo minoritário com esse crânio inspirado chamado Tozé ao leme e a tradicional e conhecida corte de "comilões" do PS atrás dele. A matéria prima é toda muito má e, mal por mal, mais vale remediar com a que já temos.
Mas uma coisa é urgente: mudar o Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças, sem querer isto dizer que os outros não são maus. São, mas nota-se menos. Passos Coelho, manifestamente, não tem gabarito para o lugar e Gaspar é um nabo. O País precisa de um chefe de governo, como muito bem diz Henrique Monteiro, "com mais sentido de Estado, maior experiência, com mais capacidade de alargamento das políticas e com maior sensibilidade social". Tal e qual.
Claro que Coelho não quer sair porque isso é assumir a incapacidade
e incompetência e ninguém gosta de o fazer. Pela mesma razão, o Zezito não saiu.
O resultado viu-se: um desastre que só não foi maior porque o Ministro das
Finanças, Teixeira dos Santos, lhe tirou o tapete. Mas o Presidente da
República—que não serve para nada—podia, uma vez na vida, fazer qualquer
coisa útil. Por exemplo, chamar Coelho, mostrar-lhe a trampa que tem feito e,
não digo aconselhá-lo porque isso não resulta, mas pressioná-lo a dar de
frosques de forma airosa, nomeadamente porque precisaria de se tratar com
urgência de um ataque agudo de caspa intracraniana, ou de um calo "agravado".
Entregues a medíocres imaturos é que não podemos continuar.
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