
Havia um livro intitulado "Jerónimo a 60 Graus de Latitude Norte" e há o Jerónimo propriamente dito, a 38 graus de latitude Norte (quando está em Lisboa). O dos 38 graus é inefável, representa os trabalhadores, embora não pegue num martelo há décadas—nem em casa para pregar um prego na parede e pendurar o retrato do Dr. Cunhal— e é defensor esforçado das mais amplas liberdades de boa memória.
Pois o dos 38 graus Norte anunciou esta manhã que "Na origem da grave situação que hoje o país atravessa e da brutal crise que se ampliou nestes últimos anos está uma revolução inacabada, que não conseguiu libertar-se do domínio monopolista e da submissão ao estrangeiro que esses interesses impuseram, agora mais agravados com o pacto de agressão subscrito por aqueles que conduziram todo o processo de reconstrução monopolista e latifundista". Tal e qual! Um nadinha comprido, de cortar o fôlego, com muitos chavões empinados nas reuniões do Comité Central, mas tudo certo.
O nosso problema foi ter cortado as pernas ao PREC. Não
fora isso, não tivesse sido consumada tão estúpida amputação, estaríamos hoje a viver "os
amanhãs que cantam", qual Cuba ou Coreia
do Norte, quiçá com um Kim Jong un lusitano no timão.
Uma coisa é mais que certa: pacto de Agressão não
existiria—ISSO NÃO! JAMÉ!
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