Filosofia é uma palavra derivada do antigo grego que
significa qualquer coisa como amor ao saber, ou ao bom julgamento; menos
correctamente talvez, ao bom senso. Disciplina considerada "esdrúxula"—para
usar termo impróprio mas apelativo—pela maioria das pessoas mas, ironicamente, usada pelas mesmas pessoas com frequência para dizer que o treinador A
de futebol tem uma filosofia de jogo esotérica, ou que o Vítor Gaspar é um nabo
e a sua filosofia política se resume ao acerto das contas.
Em boa verdade, está certo quem assim fala mas a
Filosofia, como disciplina intelectual própria do homem, que Anselmo Borges—ontem
aqui citado—considera capacidade ontológica, tem espectro muito mais largo.
Procura pontos de vista e normas gerais mais abrangentes e universais. Quando
Jorge de Jesus diz que tem de gerir o plantel dos seus jigadores da forma que o
faz porque está envolvido na disputa de três títulos—agora são só dois!—e
pertanto, o que faz está bem feito, mesmo que seja uma burrice, isso é
filosofia de trazer por casa. Mas quando Epicuro, para falar de gente que participa neste blog (passe a petulância), diz que a temperança e a austeridade são
caminhos para a felicidade porque evitam a dor decorrente dos excessos de
prazer, isso é Filosofia com maiúscula, aplicável a uma vida.
Na realidade, a diferença entre Epicuro, Aristóteles, ou
Platão, e Jorge de Jesus não é assim tão grande como parece, embora haja alguma. Epicuro nasceu em
Samos no ano de 341 AC e Jorge Jesus na Amadora em 1954 AD. Epicuro era
considerado mestre sereno com os discípulos; Jorge Jesus é muito agitado. Além
disso, Epicuro não mastigava pastilha elástica com a boca aberta e percebia
salários um nadinha mais modestos que o treinador do "Glorioso". ...eh ...eh ...eh...
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