Uma história que já contei neste blog era assim,
resumidamente: um colega meu, perante o quadro clínico dum doente, perguntou-lhe
se tinha relações homossexuais, ao que ele respondeu—com escândalo—que não;
acrescentando pouco depois, com tranquilidade, que era muito raro.
Lembrei-me disto ao ler os jornais. Há dias,
Paulo Portas ameaçou não aprovar as medidas da 7ª avaliação da troika, por
causa da taxa sobre as pensões. Falou mesmo em linha vermelha e outras pessegadas
retóricas do mesmo tipo. Hoje, leio que Portas está "mais manso",
como dizia Louçã ao Zezito na Assembleia da República. Na verdade, terá
aprovado as exigências da troika, com uma condição: a taxa de sustentabilidade
sobre as pensões não é obrigação, mas "opção de último recurso"!!!...
Isto é, perguntaram a Portas o que achava sobre tal taxa
e ele respondeu—com escândalo—JAMÉ! Mas acrescenta agora que tal taxa só muito raramente,
como o doente só raramente homossexual, provavelmente também como "opção
de último recurso".
Mas quem nos acode, neste vale de lágrimas? Só temos o
Tozé para nos salvar, mas esse é Hollande X 10^-12, ou seja, Hollande a dividir por 1.000.000.000.000
!
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