sexta-feira, 17 de maio de 2013

VERDE MELANCIA

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Vivemos manipulados intelectualmente, de forma subtil e não desinteressada. Quem o faz são sobretudo os media, o que não significa serem todos os seus trabalhadores agentes a actuar de forma consciente na "intoxicação" pública—a maior parte é também condicionada e manipulada, constituindo correia de transmissão involuntária.  
Vem isto a propósito dum livro chamado "Watermelons—The Green Movement's True Colors" (Melancias—As Verdadeiras Cores do Movimento Verde"), da autoria de um notório anti-ambientalista inglês chamado James Dilingpole. Não sei se Dilingpole tem razão, mas vale a pena ler o livro porque, no mundo actual, a melhor posição é sempre a do Senhor dos Passos, ou seja, com o pé atrás. Impossível resumir a obra, mas a abertura dá ideia do que é—quem quiser ler integralmente, pode comprá-lo na Amazon, por 14,75 dólares, no sistema "Kindle" (cerca de 11,5 euros).
Diz assim Dilingpole no primeiro capítulo:

Imagine se tudo o que sabemos sobre ambiente estivesse errado. Imagine se o aquecimento global fosse coisa desejável e não de recear. Imagine se a sustentabilidade, os biocombustíveis e o "Worldwide Fund for Nature" fossem mais perniciosos para o mundo e seus habitantes que a GM, o petróleo e a ExxomMobil. Imagine se não interessasse—nem raspas—o tamanho da sua "pegada" de carbono e se pudesse comprar todos os "Hummers" e acumular todas as milhas de avião que quisesse, sem nenhuma preocupação com o mal que estava a fazer. Imagine se o dióxido de carbono fosse o nosso amigo. Imagine se a maior criminosa do mundo fosse uma mulher a fazer campanha contra os pesticidas  e o maior salvador da humanidade um homem que evitasse a morte pela fome de milhares de milhões de seres alimentados por alimentos transgénicos, produzidos por modernas técnicas agrícolas.  Imagine se uma fracção do dinheiro que gastamos no combate às alterações climáticas fosse usado para alimentar crianças mal nutridas e se toda a gente no universo tivesse acesso a água potável. Blá, blá, blá.

Mais abaixo:

[...] Tenho a certeza que estão a perguntar porque devem acreditar em mim. Não se preocupem—estou habituado. Ninguém diz: Olá!—está aqui um fabiano com um ponto de vista diferente e interessante e vamos ver como o defende e em que se baseia.Todos dizem: cá está um malandro pago pelo petróleo, comodista que não quer mudar o estilo de vida, que nem sequer é cientista... [...]

E, mais adiante:

[...] Na realidade, gostaria de esvaziar a noção verde de que, não acreditar nas alterações climáticas, ou no aquecimento antropogénico, são posições da direita, dos que são suficientemente egoístas para não amar a natureza, dependentes de dispendiosos estilos de vida metropolitanos e de máquinas que dão arrotos mortais de dióxido de carbono—não ouvem qualquer razão. [...]

Procurarei, de tempo em tempo, trazer Dilingpole a este espaço. Não o defendo, nem o desacredito. Estará errado, talvez. Isso não sei. Mas uma coisa supeito: por coisas que tenho visto, lido e ouvido, não deve estar completamente fora da razão!
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Nota—Não recebo nenhuma comissão da Amazon!
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