Falando com meu irmão sobre a situação da Justiça portuguesa,
dizia-me ele habitualmente que no nosso País só havia dois delinquentes
com direito a tal título honorífico: Vale e Azevedo e Bibi. Agora o círculo alargou-se um
nadinha, com outros arguidos do processo da Casa Pia e Isaltino Morais, mas
continua com raio milimétrico.
Por isso, considero hilariante o despacho do 4º Juízo do Tribunal de Execução de Penas de
Lisboa que, segundo os jornais, negou
a liberdade condicional ao antigo presidente do Benfica, Vale e Azevedo, por
não ter ainda cumprido dois terços da pena e porque uma eventual libertação
resultaria em "sensação de
impunidade, o que comunitariamente é intolerável".
Grande tirada esta! Em terra onde há mais aldrabões notórios
à solta do que presos, o poder judicial lança um grito pungente, mesmo
enternecedor, de preocupação com a sensação de impunidade que possa, eventual e
injustificadamente, lavrar entre a população indígena.
Podem os meritíssimos juízes daquele Tribunal estar
tranquilos porque o português de samarra sabe que a justiça em Portugal tem
malha fina, chegando a pescar carapau ilegal, tanto zelo põe no seu
mister. Pode ser-se muita coisa na Lusitânia porque, tudo visto e respigado,
vivemos na terra das mais amplas liberdades, também chamada República Portuguesa. Mas uma coisa não se é, porque a Justiça
não consente: vigarista à solta! Isso, não!!! Jamé!!!
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