quarta-feira, 8 de maio de 2013

VIGARISTAS À SOLTA—JAMÉ !

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Falando com meu irmão sobre a situação da Justiça portuguesa, dizia-me ele habitualmente que no nosso País só havia dois delinquentes com direito a tal título honorífico: Vale e Azevedo e Bibi. Agora o círculo alargou-se um nadinha, com outros arguidos do processo da Casa Pia e Isaltino Morais, mas continua com raio milimétrico.
Por isso, considero hilariante o despacho do 4º Juízo do Tribunal de Execução de Penas de Lisboa que, segundo os jornais, negou a liberdade condicional ao antigo presidente do Benfica, Vale e Azevedo, por não ter ainda cumprido dois terços da pena e porque uma eventual libertação resultaria em "sensação de impunidade, o que comunitariamente é intolerável".
Grande tirada esta! Em terra onde há mais aldrabões notórios à solta do que presos, o poder judicial lança um grito pungente, mesmo enternecedor, de preocupação com a sensação de impunidade que possa, eventual e injustificadamente, lavrar entre a população indígena.
Podem os meritíssimos juízes daquele Tribunal estar tranquilos porque o português de samarra sabe que a justiça em Portugal tem malha fina, chegando a pescar carapau ilegal, tanto zelo põe no seu mister. Pode ser-se muita coisa na Lusitânia porque, tudo visto e respigado, vivemos na terra das mais amplas liberdades, também chamada República Portuguesa. Mas uma coisa não se é, porque a Justiça não consente: vigarista à solta! Isso, não!!! Jamé!!!
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