Porque será ?!!!...
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Vítor Pereira está contente com a nomeação de Pedro
Proença para o jogo do Porto com o Benfica e pergunto porquê. Só pode ser por
Pereira achar que a arbitragem de Proença será boa para o Porto. E tal bondade decorre
de um de dois motivos: ou Pereira acha que Proença favorece o Porto, ou Pereira
pensa que o Benfica não será beneficiado, propondo-se o Porto fazer o resto e
ganhar o jogo justamente.
Em qualquer dos casos, tal contentamento assenta no
conhecimento de Pereira—ou ele conhece Proença e sabe que é um justo, não sensível
a pressões dos clubes ; ou conhece Proença e sabe que é sensível a pressões do
Porto. É um problema epistemológico este. Vejam lá onde chegámos! Filosofia da
complicada!! Estamos quase em Kant e na "Crítica da Razão Pura"!!! É
obra!!!! ...eh...eh...eh...
A primeira interrogação é se o conhecimento de Pereira é
racional, ou empírico. Isto é, tem ele experiência com Proença para ter uma fé?
Ou chegou lá só pelo raciocínio? É pouco provável tal. Pereira conhece Proença e tem experiência com ele.
Seja como for, precisamos saber se o conhecimento de
Pereira é a priori ou a posteriori. No primeiro caso, não precisaria de ser demonstrado,
mas não serve aqui—seria como dizer que a relva é verde, sem nunca ter visto
relva. Logo o conhecimento de Pereira é a posteriori. Pereira tem experiência com Proença.
Depois, se é analítico ou sintético—na primeira hipótese
não carecia de demonstração, como afirmar que todas as solteironas são
solteiras; na segunda, precisa de demonstração, como afirmar que todas as solteironas cheiram mal
dos pés. Vou mais para o lado de que Pereira é analítico neste caso, o mais
possível: segundo a sua convicção, todas as solteironas cheiram mal dos pés.
...eh...eh...eh...
Finalmente, importa averiguar se o conhecimento de
Pereira é necessário ou contingente, casos em que, ou não poderia ser de outra
forma, ou em que é incerto porque depende de factores que Pereira não controla.
Para abreviar, penso que é necessário porque, embora pudesse não ser de outra
forma, no caso vertente depende de vários factores, mas que Pereira—ou alguém por ele—controla muito bem.
Aqui Pereira passa uma rasteira aos filósofos por ter um conhecimento que é
simultaneamente necessário e contingente!
Kant já bateu as botas há muito tempo e é pena porque
seria bom pô-lo à brocha, ao ser confrontado com o problema epistemológico
chamado Vítor Pereira. ...eh...eh...eh...
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