sábado, 13 de julho de 2013

THOMAS JEFFERSON E O NOVO TESTAMENTO

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Thomas Jefferson foi o terceiro Presidente dos Estados Unidos e o principal autor da Declaração de Independência daquele País. Além de político, era um intelectual, com interesse em múltiplas disciplinas, incluindo a religião. Sendo crente, talvez até cristão, mantinha muitas dúvidas sobre a História do Cristianismo, em especial sobre a chamada actualmente hierarquia e sobre a genuinidade de passagens do Novo Testamento. Chegou mesmo a escrever uma versão "depurada" do Novo Testamento.
Quando o Presidente Kennedy reuniu  49 laureados com o Prémio Nobel, em 1962, disse na altura: "Acredito que esta é a mais extraordinária reunião de talento e conhecimento humano que já foi reunida na Casa Branca – com a possível exceção de quando Thomas Jefferson jantava aqui sozinho."
O que me faz trazer hoje Jefferson ao blog são algumas citações suas sobre religião.  Concorde-se ou não com ele, vale a pena pensar no que escreveu. Encontra o leitor a fonte das citações e a sua origem aqui.

Milhões de homens, mulheres e crianças inocentes foram queimados, torturados, penalizados e presos, desde a introdução do Cristianismo; contudo, com isso, não avançámos nada no sentido da igualdade.

Não me afecta que o meu vizinho  diga que há vinte deuses, ou Deus nenhum. Não me vai ao bolso, nem me quebra uma perna.

Que é que não se consegue fazer um homem acreditar?

Questiona com firmeza, mesmo a existência de Deus; porque, se existe um, deve aprovar mais o uso da razão que a crença cega pelo medo.

Nunca submeti as minhas convicções ao credo de um grupo de homens, fosse na Filosofia, na Política, ou no quer que fosse em que seja capaz de pensar por mim. Tal submissão é a última degradação da liberdade e da moral.

Os clérigos pensam que o poder que me foi confiado será exercido em oposição a eles e aos seus esquemas. E pensam bem; porque jurei, perante o altar de Deus, hostilidade eterna a toda a forma de tirania sobre a mente do homem. É o que têm de recear em mim: é bastante, na opinião deles.

A história dos evangelhos é tão imperfeita e duvidosa que se torna vão gastar um minuto com ela: foram praticadas tais distorções com os seus textos, e com os textos de livros com eles relacionados, que temos boas razões para manter dúvidas sobre quais as partes que são genuínas. No Novo Testamento, há indícios nítidos  de partes originárias de um homem extraordinário; mas outras são fruto de mentes inferiores. É tão fácil distinguir essas partes, como separar diamantes do lixo.
               
Em todas as nações e em todos os tempos, o sacerdote foi hostil à liberdade. Está sempre aliado ao déspota, apoiando os seus abusos em paga da sua protecção.

A minha opinião é de que nunca haveria um infiel, se não houvesse um sacerdote. As estruturas que construíram nos sistemas morais mais puros, com o propósito de obter benesses e poder, revoltam os que pensam pela sua cabeça e percebem naquelas estruturas o que realmente são.

Os sacerdotes receiam o avanço da ciência, como as feiticeiras a luz do dia, e hostilizam-na de forma violenta  pela subversão das teorias que elaboraram.

Entre as palavras atribuídas a Jesus pelos seus biógrafos, encontro passagens de fina imaginação, correcção moral e da mais adorável benevolência; e outras, de tanta ignorância, de tanta mentira, charlatanismo e impostura, que considero impossível que tais contradições  venham do mesmo ser.

Há 50 ou 60 anos li o Apocalipse, que considerei meramente o delírio de um maníaco, sem mais explicação que a incoerência dos nossos sonhos nocturnos.  
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