Noticia um jornal que quatro aldrabões foram detidos por burla. Embora a notícia não entre em pormenores, diz que contactavam pessoas a quem prometiam multiplicar notas de muitos euros através da sua falsificação. Mas para o efeito precisavam que lhes fossem confiados exemplares genuínos! Depois, enviavam aos ludibriados embrulhos com as dimensões das notas e algumas notas boas, sendo o resto apenas papel.
A primeira coisa que os ilustres jornalistas não explicam
é porque os vigaristas tinham o cuidado de devolver algumas notas, juntamente
com o fruto da vigarice. Já que estavam, literalmente, com a mão na massa,
ficavam com ela toda e não gastavam dinheiro em correio ou estafetas. Ou não? É que não há meia, três quartos, ou
sete doze avos de vigarice—ou há, ou não há.
Mas o que se percebe ainda menos é como há alguém capaz
de acreditar numa história destas. E quando digo isto, estou a referir-me aos
ludibriados e aos leitores que acreditam na notícia tal como está redigida.
Desde que há licenciados em jornalismo no nosso País,
assistiu-se ao apuramento da qualidade noticiosa, como se vê pela autópsia!
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