sexta-feira, 6 de setembro de 2013

CANDIDATOS AO PRÉMIO PULITZER

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Noticia um jornal que quatro aldrabões foram detidos por burla. Embora a notícia não entre em pormenores, diz que contactavam  pessoas a quem prometiam multiplicar notas de muitos euros através da sua falsificação. Mas para o efeito precisavam que lhes fossem confiados exemplares genuínos! Depois, enviavam aos ludibriados embrulhos com as dimensões das notas e algumas notas boas, sendo o resto apenas papel.
A primeira coisa que os ilustres jornalistas não explicam é porque os vigaristas tinham o cuidado de devolver algumas notas, juntamente com o fruto da vigarice. Já que estavam, literalmente, com a mão na massa, ficavam com ela toda e não gastavam dinheiro em correio ou estafetas.  Ou não? É que não há meia, três quartos, ou sete doze avos de vigarice—ou há, ou não há.
Mas o que se percebe ainda menos é como há alguém capaz de acreditar numa história destas. E quando digo isto, estou a referir-me aos ludibriados e aos leitores que acreditam na notícia tal como está redigida.
Desde que há licenciados em jornalismo no nosso País, assistiu-se ao apuramento da qualidade noticiosa, como se vê pela autópsia!
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