sexta-feira, 11 de outubro de 2013

RÉ MAIOR

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O jornal "Público" noticia hoje que o maestro Miguel Graça Moura viu confirmada pelo Tribunal da Relação a pena a que foi condenado pelos excessivos gastos pessoais feitos por conta da Orquestra Metropolitana de Lisboa, enquanto esteve à frente dessa instituição. Não comento o comportamento, nem julgo o maestro—isso compete aos tribunais—mas, a ser verdade o que se diz no artigo, o caso é verdadeiramente extraordinário.  
Mais extraordinário ainda é o facto do maestro, de acordo com a notícia, colaborar regularmente no "Diário de Notícias", com crónicas com títulos como "Incitamento assumido à revolta" onde se insurge contra gastos "com os salários e mordomias dos altos cargos públicos", "offshores",  "alguns salários de topo verdadeiramente pornográficos que deveriam envergonhar os seus detentores”, rebabá...
Dando como certo o que consta no jornal, é tudo de ficar de boca aberta. Ali se diz adicionalmente, ter incluído nas contas da Orquestra, entre outras coisas, a desbaratização da sua residência, a construção de uma piscina para uso pessoal e também um "vestido com padrões felinos"!
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