Dizem os jornais que o corte nos salários da função pública e nas pensões poderão ser compensados no futuro. É baril a notícia porque ficamos muito mais tranquilos. Não é preciso muito para os pensionistas e funcionários serem ressarcidos. Vejam lá que só é necessário, em dois anos seguidos, o PIB ter crescimento nominal anual igual ou superior a 3% e o saldo orçamental ser inferior a - 0,5% do PIB nos mesmos dois anos!
Mas alto lá, que as coisas também não podem ser assim tão
simples. Se, por obra e graça de Deus, aqueles dois factos ocorrerem, a
compensação não vem logo de repente. Isso, não. No ano a seguir dão um terço, outro
terço no ano segundo e mais um terço no ano terceiro. Só não está claro no
anúncio do Governo se o terço é uma fracção do vencimento/pensão, ou um Terço
do Rosário.
É fundamental esclarecer este ponto, pois a indústria de
artigos religiosos tem de se preparar a tempo e horas. E, dado que o crescimento do PIB de 3%—e até mais!...—está quase a rebentar, não sobra muito tempo para
começar a fazer contas—contas do rosário e não aritméticas, está bom de ver. É
que são três anos a distribuir terços! Muita conta!
Ah ganda Lapin!...
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