Na sua crónica no jornal "Público", Pulido Valente diz quase no início:
[...] Nem Passos nem Portas perceberam ainda que a
“estratégia” das forças políticas portuguesas, do PC ao Presidente da
República, incluindo a que eles próprios representam, é uma e uma só: esperar.
[...]
E mais à frente:
[...] O dr. Cavaco espera literalmente que o tempo passe,
para se ver livre dos sarilhos da Pátria e se retirar em sossego para as
doçuras do Algarve. Agora, anda muito caladinho para não provocar nenhuma
agitação e treme com a ideia de ser algum dia obrigado a intervir na barafunda vigente,
que ele não controla e pode pôr em causa a dignidade da sua saída. [...]
E ainda:
[.. ] No PSD, Pedro Passos Coelho não será incomodado
antes da troika se ir embora. A partir daí o grosso do partido arranjará maneira
de correr com ele, para se aliviar do odioso da crise e apresentar uma cara
“limpa” aos portugueses. [...]
Não posso estar mais de acordo com o cronista. Está tudo
à espera para ver em que param as modas. A situação do País é péssima, precisa-se de um governo que saiba governar, mas ninguém sabe, duma ponta à outra do espectro
político. Bolsam-se faroladas e mais não se diz. Os governos da República, que
não sei se é segunda ou terceira nem isso interessa, culminando com o do Zezito,
calçaram uma bota na Pátria que ninguém sabe descalçar. E, como diz Pulido Valente,
o empregado farmacêutico Sócrates gostaria de comunicar o seu frenesim ao País,
mas não consegue. Felizmente, acrescento eu.
.

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