domingo, 3 de novembro de 2013

À ESPERA DE UM MILAGRE

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Na sua crónica no jornal "Público", Pulido Valente diz quase no início:

[...] Nem Passos nem Portas perceberam ainda que a “estratégia” das forças políticas portuguesas, do PC ao Presidente da República, incluindo a que eles próprios representam, é uma e uma só: esperar. [...]

E mais à frente:

[...] O dr. Cavaco espera literalmente que o tempo passe, para se ver livre dos sarilhos da Pátria e se retirar em sossego para as doçuras do Algarve. Agora, anda muito caladinho para não provocar nenhuma agitação e treme com a ideia de ser algum dia obrigado a intervir na barafunda vigente, que ele não controla e pode pôr em causa a dignidade da sua saída. [...]

E ainda:

[.. ] No PSD, Pedro Passos Coelho não será incomodado antes da troika se ir embora. A partir daí o grosso do partido arranjará maneira de correr com ele, para se aliviar do odioso da crise e apresentar uma cara “limpa” aos portugueses. [...]

Não posso estar mais de acordo com o cronista. Está tudo à espera para ver em que param as modas. A situação do País é péssima, precisa-se de um governo que saiba governar, mas ninguém sabe, duma ponta à outra do espectro político. Bolsam-se faroladas e mais não se diz. Os governos da República, que não sei se é segunda ou terceira nem isso interessa, culminando com o do Zezito, calçaram uma bota na Pátria que ninguém sabe descalçar. E, como diz Pulido Valente, o empregado farmacêutico Sócrates gostaria de comunicar o seu frenesim ao País, mas não consegue. Felizmente, acrescento eu.
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