O comportamento
humano resulta da actividade psíquica,
sendo esta produto do cérebro, cujas características são determinadas pelo
código genético. Chegados aqui, é convidativo dizer que somos, do ponto de
vista moral ou social, o que esse código determina. Há alguma parte desse
comportamento que não está dependente da biologia? E, em caso afirmativo, que
fracção ou percentagem?
A questão está na base da dúvida filosófica sobre o que
se chama determinismo e livre arbítrio, como se sabe. Falo nisto porque estudos recentes
mostram que a crença no livre arbítrio faz o homem melhor. A descrença aumenta
os comportamentos anti-sociais e a agressividade e diminui o sentimento de
culpa e a generosidade.
Parece assim que o comportamento não pode ser atribuído
globalmente ao determinismo genético, havendo lugar para a intervenção
individual subjectiva.
Pode ler-se um desses trabalhos, da autoria de Kathleen
D. Vohs e Jonathan W. Schooler, publicado na revista "Psychological Science",
clicando na imagem em cima. É interessante para quem aprecia o tema.
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