A matéria negra, a
ser real, constitui mais de 80% do universo. Não se sabe se existe, nem o que
será. Sabe-se apenas que, a existir, explicaria, pela força da sua gravidade,
os movimentos celestes das galáxias, por exemplo. E também que não absorve, nem
emite nenhuma radiação, pelo que não é detectável (até agora). Deveria antes chamar-se invisível, provavelmente.
Vem isto a propósito da exposição feita pelo investigador
americano Ben Harris, da Universidade do Texas, na reunião da American Geophysical
Union, em S. Francisco. Harris, a partir de dados dos sitemas de geo-localização
por satélites, como o GPS, o GLONASS
russo e o sistema embrionário europeu GALILEO, com cálculos complicados, chegou à
conclusão que a massa da Terra é maior—entre 0.005% e 0.008%—que
a estabelecida pela International Astronomical Union. Segundo ele, isso pode
dever-se à presença de um anel de matéria negra em volta do equador, com 191 km
de espessura e 70.000 km de largura.
Tal anel, se é um facto, explicaria comportamentos mal compreendidos de naves
espaciais que têm sido observados pelos controladores de voo da NASA,
nomeadamente da sonda Galileo.
Se a
teoria de Harris está certa, os satélites podem dar muito mais informações
sobre a matéria negra que tem escapado a todas as tentativas para a identificar.
Viu Harris a luz ao fundo do túnel?
..

Sem comentários:
Enviar um comentário