segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O HOMEM QUE NÃO ERA FILHO DE ADÃO

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A genealogia genética é feita a partir do ADN das mitocôndrias celulares, que informam sobre a natureza do ADN da mãe, da avó, da bisavó e por aí fora—ou seja dos antepassados do sexo feminino—e do cromossoma Y do núcleo da célula, que só existe nos homens e informa sobre os elementos masculinos das gerações prévias. Através do primeiro pode excluir-se que determinada mulher é mãe, avó, blá, blá, blá; e do segundo que determinado homem é blá, blá, blá.
Limitando-nos ao cromossoma Y, era ponto assente que todos os homens do planeta tinham um cromossoma Y relacionado com um janota que viveu há 140.000 anos—o "ADÃO GENÉTICO".
Eis senão quando, os parentes de um senhor chamado Albert Pery, afro-americano da Carolina do Sul, enviam o seu ADN para análise, por motivo que não interessa agora, e no laboratório verificam que aquele ADN tinha um cromossoma Y sem nada a ver com o Adão genético. O senhor Pery, era uma carta fora do baralho. Não era descendente do Adão genético!
Palavra puxa palavra, investigação puxa investigação e os cientistas acabam por encontrar mais gente em África que não é descendente do Adão genético; ou seja, este era um impostor! Há outro Adão—o verdadeiro até prova em contrário—que viveu há mais tempo. Isto apesar do ADN como o do senhor Pery ter 340.000 anos e sabermos que o homem moderno não é tão antigo. Mas a genética é complicada e dá muitas voltas.
Indiscutível é que o senhor Pery, um Homo sapiens, tem ADN de um hominídeo de há 340.000 anos. Quem era e quando apareceu o homem moderno não se sabe, mas é anterior ao que era considerado o Adão genético. O verdadeiro...  procura-se.        
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