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Limitando-nos ao cromossoma Y, era ponto assente que
todos os homens do planeta tinham um cromossoma Y relacionado com um janota que
viveu há 140.000 anos—o "ADÃO GENÉTICO".
Eis senão quando, os parentes de um senhor chamado Albert
Pery, afro-americano da Carolina do Sul, enviam o seu ADN para análise, por
motivo que não interessa agora, e no laboratório verificam que aquele ADN tinha
um cromossoma Y sem nada a ver com o Adão genético. O senhor Pery, era uma
carta fora do baralho. Não era descendente do Adão genético!
Palavra puxa palavra, investigação puxa investigação e os
cientistas acabam por encontrar mais gente em África que não é descendente do
Adão genético; ou seja, este era um impostor! Há outro Adão—o verdadeiro até
prova em contrário—que viveu há mais tempo. Isto apesar do ADN como o do senhor
Pery ter 340.000 anos e sabermos que o homem moderno não é tão antigo. Mas a
genética é complicada e dá muitas voltas.
Indiscutível é que o senhor Pery, um Homo sapiens, tem ADN
de um hominídeo de há 340.000 anos. Quem era e quando apareceu o homem moderno
não se sabe, mas é anterior ao que era considerado o Adão genético. O
verdadeiro... procura-se.
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