quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A ORELHA DE VAN GOGH

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É sabido que van Gogh, além de se meter nos copos, não batia muito bem da bola, provavelmente porque sofria duma doença chamada porfíria aguda intermitente, causada por subnutrição e pelos hectolitros de absinto que bebia.
Diz-se que, um belo dia, cortou ele mesmo a orelha esquerda, sendo a história contada até à náusea. A "Orelha de van Gogh" tem servido para  marcas de tabaco e nomes de bares, discotecas, publicações, blá, blá, blá.
Com o pintor tudo era inesperado: embora se diga que cortou a orelha esquerda, aparece num auto-retrato com o penso na orelha direita—deve-o ter pintado em dia de stock de absinto renovado. Mas mais inesperado ainda é que, há cerca de 5 anos, dois académicos alemães— Hans Kaufmann e Rita Wildegans—vieram dizer, após estudos refinados das fichas da polícia francesa (a cena passou-se em Arles, na França) e de relatos da época, que foi Paul Gauguin quem lhe cortou o apêndice auricular.
Gauguin seria um exímio esgrimista e, um belo dia, provavelmente depois de muitos copos de absinto e a caminho dum bordel, pegaram-se numa discussão acalorada. Gauguin teria usado a espada, sabre, florete, ou uma trampa assim, e com um só golpe cortou-lhe parte da anatomia. Para a história ser mais saborosa, uma publicação da época— Le Petit Journal—contava que van Gogh ofereceu a orelha, embrulhada em papel, à pessoa da "maison mal famé" que lhe abriu a porta, dizendo: "Toma que vai servir-te".
Há pachorra?
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