Diz-se que, um belo dia, cortou ele mesmo a orelha
esquerda, sendo a história contada até à náusea. A "Orelha de van Gogh"
tem servido para marcas de tabaco e
nomes de bares, discotecas, publicações, blá, blá, blá.
Com o pintor tudo era inesperado: embora se diga que
cortou a orelha esquerda, aparece num auto-retrato com o penso na orelha
direita—deve-o ter pintado em dia de stock de absinto renovado. Mas mais inesperado
ainda é que, há cerca de 5 anos, dois académicos alemães— Hans Kaufmann e Rita
Wildegans—vieram dizer, após estudos refinados das fichas da polícia francesa
(a cena passou-se em Arles, na França) e de relatos da época, que foi Paul
Gauguin quem lhe cortou o apêndice auricular.
Gauguin seria um exímio esgrimista e, um belo dia,
provavelmente depois de muitos copos de absinto e a caminho dum bordel,
pegaram-se numa discussão acalorada. Gauguin teria usado a espada, sabre, florete,
ou uma trampa assim, e com um só golpe cortou-lhe parte da anatomia. Para a
história ser mais saborosa, uma publicação da época— Le Petit Journal—contava que
van Gogh ofereceu a orelha, embrulhada em papel, à pessoa da
"maison mal famé" que lhe abriu a porta, dizendo: "Toma que vai servir-te".
Há pachorra?
.



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