quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

DO SÓTÃO DO LARGO DO RATO

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O Governo perdeu as estribeiras em matéria de liquidez. Agora vão os quadros de Miró porque, de momento, a Torre de Belém tem obras na estrutura de acesso—mas irá em tempo oportuno. Ainda fica o Mosteiro dos Jerónimos, o Arco da Rua Augusta, o Castelo de S. Jorge, a Sé do Porto e muito mais. Cada coisa a seu tempo!
A Nação inquieta-se, o PS indigna-se, Tozé não acata.
E que diz Tozé para a posteridade? Tozé, não do alto das pirâmides de que falava Napoleão, mas do sótão do Largo do Rato, solta urbi et orbi a frase demolidora: "Ter uma colecção de Joan Miró com aquela importância é naturalmente um elemento que atrai não só especialistas, mas todos aqueles que gostam de ver boa pintura". O Governo hesita, vacila e ameaça desmoronar-se com o impacto—ferido de morte, definitivamente moribundo, como há muito vaticina o Dr. Soares. Graças a Deus que temos uma oposição assim. Que seria de nós sem François Hollande, perdão, sem António José Seguro?
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