O Governo perdeu as estribeiras em matéria de
liquidez. Agora vão os quadros de Miró porque, de momento, a Torre de Belém tem
obras na estrutura de acesso—mas irá em tempo oportuno. Ainda fica o
Mosteiro dos Jerónimos, o Arco da Rua Augusta, o Castelo de S. Jorge, a Sé do
Porto e muito mais. Cada coisa a seu tempo!
A Nação inquieta-se, o PS indigna-se, Tozé não
acata.
E que diz Tozé para a posteridade? Tozé, não
do alto das pirâmides de que falava Napoleão, mas do sótão do Largo do Rato, solta urbi et orbi a frase demolidora: "Ter uma colecção de Joan Miró com aquela importância é naturalmente
um elemento que atrai não só especialistas, mas todos aqueles que gostam de
ver boa pintura". O Governo hesita, vacila e ameaça desmoronar-se com o impacto—ferido de morte,
definitivamente moribundo, como há muito vaticina o Dr. Soares. Graças a Deus
que temos uma oposição assim. Que seria de nós sem François Hollande, perdão,
sem António José Seguro?
.

Sem comentários:
Enviar um comentário