Era o dia 20 de Janeiro do Anno Domini 2014, quando
Warren Joyce, um biologista a estudar as focas cinzentas na Ilha da Areia, a
Sudoeste de Halifax, no Canadá, encontrou num montão de lixo uma garrafa que
havia dado à costa em data indeterminada, como as dos filmes de piratas que têm dentro o
mapa da Ilha do Tesouro. No caso, não havia mapa, mas um cartão em que se ofereciam
50 cêntimos a quem acusasse a recepção da mensagem à Woods Hole Oceanographic
Institution, em Cabo Cod, nos Estados Unidos, e indicasse onde e quando a
garrafa tinha sido encontrada.
Entre 1956 e 1972, o oceanógrafo Dean Bumpus, do instituto de Cabo Cod, havia lançado ao mar
300.000 garrafas como aquela (a encontrada por Joyce era de 1956). Bumpus, que
morreu em 2002, estudava as correntes marítimas e, na ausência da informação actual dos
satélites, identificava assim as correntes do Atlântico. Recuperou 10% das
garrafas, significando isto terem-se perdido 270.000, muitas provavelmente guardadas
por coleccionadores.
Warren Joyce, na qualidade de cientista e cidadão
exemplar, contactou o arquivista David Sherman, da Woods Hole, que agradeceu
reconhecido e fez questão de lhe enviar os 50 cêntimos, conforme prometido, apesar da sua recusa repetida em recebê-los.
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