quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O FADO DO PÓ DE ESTRELA

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Com três décadas de intervalo, a revista "Newsweek" publicava dois textos dos quais seguem excertos:

i)
O tempo é sempre caprichoso, mas o último ano deu de novo significado ao termo. Inundações, furacões, secas [...] a única praga em falta foram os sapos. O padrão de extremos corresponde às previsões sobre como seria um mundo...[...]

ii)
Os meteorologista estão de acordo quanto às causas e à extensão da tendência [...] bem como ao impacto específico sobre as condições meteorológicas locais. Contudo, são quase unânimes ao defender que a tendência acarretará a redução da produtividade agrícola durante o resto do Século [...] Quanto mais os planeadores adiarem as coisas, mais difícil será lidar com as mudanças climáticas quando os seus resultados se transformarem numa terrível realidade.

Agora diga o leitor, se nunca leu os artigos, de que falava a revista. Está a imaginar, mas provavelmente, está a imaginar mal. O primeiro é, como esperava, sobre o aquecimento global "em curso": AGEC (não confundir com PREC!). Mas o segundo é sobre o arrefecimento, três décadas antes! E, eventualmente, dentro de 30 anos, a revista falará sobre a "desgraça" da estabilidade do clima!
Os ambientalistas são como os agricultores portugueses: se chove queixam-se de que chove; se não chove queixam-se de que não chove; se nem uma coisa nem outra, queixam-se de antes pelo contrário. E os media é disso que gostam—notícia boa não é notícia, miséria faz sempre cacha.
As coisas são assim há milénios e hão-de continuar a ser, ad saecula saeculorum: a humanidade gosta de se atormentar. Faz parte da sua natureza. Veio com o pó de estrela de que somos feitos.
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