Recentemente, teve lugar um debate televisivo nos Estados Unidos, com audiência de 3 milhões de espectadores, entre um cientista, conhecido divulgador da ciência—Bill Nye—e um imigrante australiano, presidente do Museu do Criacionismo— Ken Ham. A comunidade científica americana não gostou, embora Bill Nye se tenha saído bem, aparando a verborreia científico-bíblica de Ham.
Ann Reid e Glenn Branch, presidente e vice-presidente,
respectivamente, do "National Center for Science Education",
escreviam ontem na revista "TheScientist" sobre isso e explicavam porque acham mal a participação de gente da
ciência nestes debates. Entre outras razões, destacam-se três.
- Tais debates contribuem para reforçar a ideia de que o criacionismo é uma ciência e,como tal, empolam a sua credibilidade.
- Dão a falsa imagem de que o criacionismo defende a religião e o evolucionismo é a posição dos ateus, impopular por isso.
- Finalmente, resultam indirectamente em avultados proventos para as instituições criacionistas, como o museu de Ham, o que aumenta a sua capacidade para "intoxicar" a opinião pública. Em 2007, uma sondagem revelava que um em cada oito professores de Biologia nos liceus públicos americanos achava o criacionismo cientificamente credível e seis em cada dez tinham opinião negativa sobre o evolucionismo. Isto na Nação com maior desenvolvimento científico do planeta Terra! Óh égua!...

Sem comentários:
Enviar um comentário