quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ÓH TEMPO, VAI-TE LIXAR . . .

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"Devemos regular os relógios e não ser regulados por eles."

Golda Meir.

Afinal, o que é um relógio? É um mecanismo capaz de contar as vezes que um fenómeno se repete. Por exemplo, as vezes que uma ampulheta se esvazia, as oscilações de um pêndulo, fenómenos cíclicos num átomo de césio, rebabá. Mede o tempo? Não mede coisa nenhuma. Tempo é mais complicado—tão complicado que talvez nem exista! Quem acredita em tempo diz que começou no Big-Bang. Quem não acredita diz que, depois do 
Big-Bang, continuou tudo na mesma e nem sequer há depois—é apenas uma ilusão criada pelo homem que funciona como uma seta, num sentido: hoje será amanhã e nunca ontem. Ilusão que faz falta, convencionalmente aceite por isso, mas uma ilusão—demonstrou-o Einstein.
Se fosse possível um astronauta viajar um ano no espaço à velocidade da luz, quando regressasse à Terra seria notoriamente mais novo que um irmão gémeo porque a gravidade e a velocidade foram diferentes. Os relógios atómicos  dos satélites do GPS não marcam o mesmo tempo que relógios atómicos iguais à superfície da Terra. Os astronautas na Estação Espacial Internacional, quando regressam ao fim de seis meses, são cronologicamente mais novos que se tivessem ficado em casa. A teoria da relatividade chama a isso "dilatação do tempo".
Portanto, uma trapalhada! Usamos umas máquinas catitas para não perder o comboio, para avaliar a velocidade dos atletas, para saber como o Benfica arrumou os lagartos e por aí fora, mas mais nada. Tempo não é tic-tac.  Nem sequer é dinheiro—para quem envelheceu, é lixo. Isso mesmo.
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