Investigadores da Universidade Emory, em Atlanta,
estudaram o efeito da leitura no cérebro de 21 voluntários, através de exames
de ressonância magnética efectuados durante 19 dias seguidos. Nos primeiros 5
dias, os 21 estudados não tinham qualquer actividade relacionada com a
investigação—simples registo das características basais. Nos 9 dias
subsequentes, liam à noite 1/9 do
romance "Pompeia" e no dia seguinte de manhã eram submetidos a nova
ressonância. Nos restantes 5 dias, faziam registos de manhã, sem leitura prévia.
Durante os 9 dias de leitura, observaram-se alterações
funcionais no dia seguinte, em áreas do cérebro ligadas à compreensão de
histórias, áreas já identificadas noutros estudos. Tais alterações funcionais
mantinham-se durante vários dias, mesmo depois de acabada a leitura do livro.
Pode parecer irrelevante o resultado, mas não. Comprova
que a leitura "deixa rasto", a que os autores chamam "semântica incorporada",
com profundas implicações, especialmente na criança, ao formatar a sua mente.
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