Mário era o nome duma girafa do sexo masculino, de dois anos segundo a BBC, e de ano e meio segundo o "Telegraph", do Zoo de Copenhague. O nome continua a ser, mas Mário já não é. Mário
era! Mário tinha genes de má qualidade e foi abatido por isso. Perguntará o
leitor se foi numa câmara de gás, em Auschwitz, mas não foi. Mário foi abatido
com um tiro de revólver.
As girafas procriam bem em cativeiro e, tal como os hipopótamos de que falei há tempos, criam problemas de sobrelotação nos jardins zoológicos.
É preciso dar destino aos exemplares excedentários e no Zoo de Copenhague há
uma política precisa a que chamaremos "eugénica". Os animais
excedentes, se não são arianos, perdão, se não são de raça claramente superior,
são sacrificados. É inútil outros zoos prontificarem-se a recebê-los porque o
director científico, senhor Adolfo Hitler, perdão, senhor Bengt Holst, é de
opinião que presta um serviço às
girafas, à Dinamarca e ao mundo, libertando-nos dos exemplares inferiores.
Assim, parte de Mário foi para investigação científica e outra parte foi para
alimentação dos carnívoros do Zoo.
Há uns tempo, alguém em África deu um camelo ao senhor
Hollande. Como no avião em que viajava só cabia um camelo, o segundo ficou à
guarda de um autóctone que, como a comida era pouca e a fome muita, o comeu.
Neste momento, há investigações no sentido de averiguar se na casa
do senhor Bengt Holst foram alguma vez servidas vitualhas de girafa.
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Na imagem em cima, o espectáculo/operação de esquartejar Mário para dar os nacos aos leões é oferecido a crianças convidadas—civilizações superiores!
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