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Cliché é palavra francesa de uso universal, com grafia e pronúncia dependente da latitude e longitude onde é gasta, significando ― entre várias coisas ― vulgaridade que se repete a cada passo com as mesmas palavras e pode ser substituída por chavão, lugar-comum e, provavelmente, muitas outras expressões. Sendo chavão termo agreste, o cliché é traduzido com mais elegância e frequência por lugar-comum.
São exemplos rascas de cliché, o “Antes assim que pior”, “Não tenho passado muito mal”, “Faço de conta que não o vejo”, rebabá… O cliché tosco fica muito mal na escrita e sobretudo na oratória ― daí que seja mal visto pelos intelectuais, sobretudo pelos aspirantes a intelectuais. Mas mostra a experiência que o cliché, é veículo de conceitos convencionais, funcionando como forma simples de transmitir ideias mais ou menos complicadas. Obama era perito em clichés e dele cito três para rimar: “Let me be clear” (Deixem-me ser claro); “to protect future generations” (proteger as gerações futuras); “together we can make a difference” (juntos podemos fazer uma diferença).
Resumindo e concluindo, o cliché é bem-vindo ― até rima! E por falar em rimar...
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