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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
FIDALGOS ARRUINADOS
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Li hoje um texto que me deixou esclarecido. Esclarecido porque quem não é economista e tem um mínimo de bom senso fica confuso e perplexo quando lê a conversa dos modernos economistas do mundo ocidental. O texto referido é a transcrição de passagens da entrevista ao Dr. Mahathir, antigo governante da Malásia, feita pela BBC.
O Dr. Mahathir converteu a Malásia, de colónia atrasada, num tigre económico. Aliás, as economias emergentes da Ásia são exemplos do que fala: modelos económicos de estabilidade, política consistente, e crescimento sustentado; enquanto a Europa, a América e o Japão estão atolados em débitos e a crescer pouquíssimo, se é que crescem.
Vejamos em resumo o que disse o Dr. Mahathir.
A Europa perdeu muito dinheiro e, portanto, está pobre em relação ao passado. Na Ásia vivemos dentro das possibilidades. Se somos pobres, vivemos como pobres; e penso que é essa a lição que os europeus têm de aprender. Mas os seus líderes estão numa posição negativista. Recusam admitir que perderam dinheiro e, portanto, estão pobres.
E não se pode resolver o problema imprimindo dinheiro. O dinheiro tem de ter qualquer coisa a suportá-lo: ou uma boa economia, ou ouro. Vocês deviam voltar a fazer negócios reais – produzir bens, prestar serviços, implementar o comércio – e não apenas movimentar números nos bancos, que é o que vocês andam a fazer.
O dinheiro não é um bem. Vende-se café, que pode ser moído e transformado numa chávena de café. Não se pode moer dinheiro e fazer seja o que for com isso. Tem de haver qualquer coisa sólida para comercializar. Então, pode fazer-se legitimamente dinheiro.
Para recuperar o em estar social, a Europa tem de trabalhar muitos anos a produzir bens e serviços para vender ao mundo e competir com os países do Leste. Os trabalhadores europeus são excessivamente pagos e pouco produtivos. A Europa não pode esperar viver com o actual nível de vida sem produzir coisas transaccionáveis. E acrescenta ironicamente: habituámo-nos a ouvir essas recomendações de vocês, lembram-se?
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O FOLHETIM DO "AQUECIMENTO GLOBAL"
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Publicámos no dia 31 de Janeiro uma carta dirigida a 27 ao Wall Street Journal em que 16 cientistas põem em dúvida o tão decantado aquecimento global. No dia 1 de Fevereiro foi enviada outra carta, assinada por 37 cientistas, rebatendo a primeira. É um folhetim agradável de se seguir! Começa assim a segunda carta:
Você consulta um dentista sobre o estado do seu coração? Em ciência, como em qualquer área, as reputações baseiam-se em conhecimento e perícia num campo e em trabalhos publicados revistos por pares. Se precisa de cirurgia, a pessoa quer um especialista experiente que tenha feito grande número de operações como a proposta.
Vocês publicaram “No Need to Panic About Global Warming”, sobre a alteração do clima, escrito por equivalentes a dentistas da ciência climática a praticar cardiologia. Embora competentes no seu campo, muitos destes autores não têm especialização no clima. Os poucos que têm tal especialização são conhecidos pela visão extremista, fora da corrente de quase todos os especialistas do clima. Acontece em todos os ramos da ciência. Por exemplo, há um especialista em retrovirus que não aceita o VIH como causa da SIDA. E é esclarecedor notar que alguns cientistas continuavam a afirmar que fumar não causava cancro, muito depois de isso estar demonstrado.
"DIGITUS IMPUDICUS"
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Num show televisivo de grande audiência nos Estados Unidos, uma estrela pop estendeu a mão para a câmara com o dedo médio estendido e o polegar a segurar os outros dedos flectidos. No dia seguinte, o porta-voz duma das estações que transmitiram o espectáculo veio pedir desculpa ao público pelo gesto obsceno, completamente despropositado. Afinal, donde vem tal gesto e qual o seu significado?
De acordo com um historiador da Grécia antiga, no ano 4 A.C., o filósofo Diógenes, referindo-se ao orador político Demóstenes, terá feito o gesto e declarado: “O grande demagogo é isto”. Desde então, filósofos gregos, poetas romanos, soldados, atletas, estrelas pop, alunos liceais, executivos, e quase toda a gente, descobriu o carácter insultuoso do dedo médio espetado.
E porquê? Porque é um gesto fálico, em que o dedo estendido representa o pénis e os outros, flectidos, os testículos. É um dos mais antigos insultos que se conhece, diz o antropólogo Desmond Morris. Os romanos chamavam-lhe digitus impudicus e na Epigrammata do poeta Martial (Século I DC), a páginas tantas uma personagem cheia de saúde estende o dedo para três médicos, o dedo indecente.
É possível que o gesto tenha origem ainda mais remota. Nos Estados Unidos parece ter sido introduzido pelos imigrantes italianos no fim do Século XIX. Apesar de tardio, tornou-se de uso corrente na actualidade - matéria de grande interesse cultural!
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
OS GRANDES VELEIROS
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"Aphrodite"
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O “Aphrodite” é um brigue holandês, construído em 1994, que faz cruzeiros à vela no Mar Báltico e no Mar do Norte. Tem capacidade para 40 passageiros e 31 m de comprimento, 6,6 m de boca, 1,9 m de calado e 383 m2 de pano.
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DEAD MAN WALKING
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Há quem não aprenda com a História, mesmo a mais recente. Na Tunísia aconteceu o que aconteceu; no Egipto Mubarak passa pelas maiores humilhações e só não será executado se os militares conseguirem salvá-lo; e Kadafi teve o fim conhecido. Agora, Bashar al-Assad joga à roleta russa na Síria quando a bala está em frente do cão do revólver.
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Há quem não aprenda com a História, mesmo a mais recente. Na Tunísia aconteceu o que aconteceu; no Egipto Mubarak passa pelas maiores humilhações e só não será executado se os militares conseguirem salvá-lo; e Kadafi teve o fim conhecido. Agora, Bashar al-Assad joga à roleta russa na Síria quando a bala está em frente do cão do revólver.
Sem conseguir intimidar os oponentes, Bashar entrou na escalada de violência que resulta sempre em duas coisas: encarniçamento dos inimigos e mobilização internacional contra os desmandos militares.
Bashar al-Assad está liquidado: ainda anda mas, como no filme, a morte espera-o.
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HÁ LÍNGUA DE VACA E OUTRAS LÍNGUAS
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O “Telegraph” de hoje publica um artigo de David Hughes intitulado “Do we really need foreign language skills to flourish?” em que o jornalista fala da necessidade, ou não, dos britânicos aprenderam outra língua além da sua e, pelas voltas dadas ao mundo, conclui que se fala inglês em toda a parte, pelo que não é necessário. Diz a terminar: “In other words, while the British may be monumentally hopeless at learning foreign languages, the rest of the world is coming to our rescue by learning ours.”
É uma manifestação de tanta estupidez tal posição que me parece difícil perceber como um jornalista importante, com funções de chefia no “Telegraph”, pode escrever coisa assim. Um leitor, na caixa de comentários, comenta: Meu Deus! Sou um estrangeiro a viver na Grã-Bretanha e sentir-me-ia inferior e mudo se falasse só uma língua. Falar outras línguas não serve só para perguntar onde é a casa de banho numa aflição. Alarga os horizontes. Não se é mentalmente limitado... fica-se familiarizado com outra cultura. Pode ler-se literatura estrangeira no original e aprende-se a apreciar os estrangeiros que fazem esforços hercúleos para aprender a nossa língua.
A língua é um instrumento mental ímpar, digo eu. A capacidade de pensar e raciocinar avançou léguas com o seu desenvolvimento. É um dos mais importantes factores no condicionamento da actividade racional. Povos há com limites nas faculdades mentais decorrentes duma língua pobre, com incapacidade, por exemplo, de exprimir conceitos abstractos. Mas mesmo as línguas diferenciadas têm limitações aqui e ali. E o que é o “aqui e ali” difere dumas para outras. Daí a vantagem de poder ler alguns textos no original, textos que perdem a capacidade de exprimir uma ideia precisa quando são traduzidos. Tente-se fazer uma tradução e logo se esbarra com tal dificuldade.
O artigo do “Telegraph” é uma infeliz loa à preguiça, se não à xenofobia.
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GESTÃO DAS PALAVRAS
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Jean Jaurès terá dito uma vez: "Quand les hommes ne peuvent changer les choses, ils changent les mots." Há grande número de nomes mudados em consequência do politicamente correcto; mas para ficar tudo na mesma, seja no aspecto ecológico, financeiro, político, científico e por aí fora. O quadro acima documenta o que se diz. É a gestão da reputação pela reconfiguração dos nomes.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
OS GRANDES VELEIROS
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"Wilhelm Pieck"
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O "Wilhelm Pieck" era o navio escola da Marinha Mercante da República Democrática da Alemanha
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COISAS QUE ESPANTAM
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Demócrito, que viveu de 460 a 370 AC, concebeu a teoria de que o Universo é formado por espaço vazio e um número quase infinito de partículas invisíveis que se distinguem umas das outras pela forma, posição, e disposição, a que chamou átomos.
E voltando à vergonha, de falámos ontem, disse Demócrito: “Aprende a envergonhar-te mais ante ti do que ante os demais.” Demócrito tinha a percepção de que a vergonha tem carácter social, como referimos, e seria muito mais útil se funcionasse também na intimidade.
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πλανήτης*
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* Planeta em grego
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Uma equipa internacional de astrónomos realizou o estudo, durante seis anos, dos planetas da Via Láctea e chegou à conclusão de que há muitos mais planetas do que se pensava. Usaram método inovador e verificaram que há muitos planetas a orbitar estrelas, tal como a Terra em volta do Sol. As fotografias que divulgaram das observações são extraordinárias, como aquela que aqui se reproduz em duas versões, uma delas para evidenciar o registo referido.
.* Planeta em grego
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TRECHOS QUE VALE A PENA CITAR
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O mundo não tem apenas sindicalistas irresponsáveis que são uma ameaça a qualquer economia: também tem os Madoffs, que são salteadores de estrada e cujo único destino aceitável é a cadeia.
Miguel Sousa Tavares in Expresso
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A MEMÓRIA GASTA
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Fidel de Castro publicou um livro de memórias escrito por uma jornalista cubana. Para manter o equilíbrio com a duração dos seus discursos, o livro tem mil páginas. Não é muito, mas o défice foi compensado pela duração da apresentação do documento: seis horas!!!
E que diz Fidel? Presumo que muita coisa importantíssima que nunca saberei na íntegra porque ler o livro é penitência excessiva para os meus pecados, embora estes sejam muitos. De acordo com os periódicos, na apresentação, “El Comandante” terá dito que é um erro acreditar que o socialismo resolve todos os problemas. Surpreendente? Para quem lê a notícia não deve ser porque terá também afirmado, noutro passo, que a memória se gasta. É verdade. Fidel tem a memória gasta e esqueceu o seu habitual e patético discurso. Afinal, aquilo não é completamente perfeito! Matéria de reflexão, se não mesmo de um retiro de meditação, para os nossos convictos militantes do PCP.
Para ser franco, eu já tinha percebido que aquilo não era, de facto, um paraíso, se excluirmos a Coreia do Norte. Mas esta é apenas a excepção que até aqui tem confirmado a regra.
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sábado, 4 de fevereiro de 2012
OS GRANDES VELEIROS
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"Abel Tasman"
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O navio "Abel Tasman", de bandeira holandesa, organiza viagens de instrução para jovens.
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TER VERGONHA NA CARA
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Em 2008, com os Estados Unidos a atravessar uma crise financeira gravíssima que exigiu do governo federal a disponibilização de 245 mil milhões de dólares para resgate de instituições bancárias, e em que 3 milhões de casas foram perdidas pelos respectivos proprietários e moradores por execução de hipotecas, os executivos financeiros que criaram tal situação receberam um bónus salarial de 20 mil milhões. Interrogado numa entrevista sobre esta matéria, o Presidente Obama respondeu com uma palavra: vergonhoso.
Serve a introdução acima para falar da vergonha. Difícil de definir a vergonha. Diz-se que é um sentimento despertado por falta na colaboração com o interesse da sociedade ou do grupo, que regula os comportamentos e serve de alerta para a hipótese de punição. Terá sido sentido de início em relação a problemas de cobiça e incompetência. Está escrito, mas não parece provável; porque a cobiça e a incompetência, na minha modesta opinião, serão sentimentos mais recentes que a vergonha na história do homem.
A culpa é coisa diferente. Enquanto a vergonha implica um contexto social, a culpa pode existir no mais completo isolamento. O carácter social da vergonha é demonstrado pelo condicionamento dos comportamentos quando se está ou não a ser observado. Numa universidade inglesa em que o café do bar era pago voluntariamente numa caixa sem funcionário, e num montante ao critério do utilizador, verificou-se que, se em frente da caixa estivessem quadros com faces humanas, a contribuição era quase três vezes maior do que se estivessem quadros com flores.
A sensação de ser observado aumenta a cooperação com a sociedade e daí a obrigação social de observar os outros. Tentar ver o que os outros fazem não é, possivelmente, tão mau como se pinta. Talvez seja parte fundamental de ser humano. Porque quanto mais proeminente é o papel da vergonha, mais colectivista e solidária é a sociedade.
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CIÊNCIA QUASE OCULTA
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Alguns átomos, espontaneamente e sem nenhum estímulo, emitem radiações de vários tipos. Chama-se a isso radioactividade, descoberta pelo investigador francês Henri Becquerel.
Mais tarde, Pierre e Marie Curie identificaram três tipos de radiação emitida pelas substâncias radioactivas que designaram pelas três
primeiras letras do alfabeto grego, alfa, beta, e gama. Como têm carga eléctrica diferente - a alfa positiva, a beta negativa, e a gama neutra - se passarem por um campo magnético, separam-se em direcções opostas a alfa e a beta, seguindo a gama sem desvio.
primeiras letras do alfabeto grego, alfa,
A radiação alfa é de partículas e constituída por núcleos de hélio (2 protões e 2 neutrões); a beta, também
de partículas, é constituída por electrões; a gama não é de partículas, pois é electromagnética (EM). Qualitativamente, é igual à luz, às ondas da rádio, do radar, do micro-ondas e por aí fora. Estas radiações EM são variações cíclicas dos campos eléctrico e magnético perpendiculares entre si, que se propagam em ondas no espaço e
distinguem-se apenas pelo comprimento das ondas e pelo número das variações dos campos eléctrico e magnético em cada segundo - frequência.
No núcleo dos átomos, como é sabido, estão protões e neutrões. Estes não têm carga, mas os protões são electricamente positivos e, portanto, repelem-se. Deviam sair todos do núcleo em várias direcções e isso só não acontece porque há forças que os “aprisionam”. Mas os átomos com grande massa, como os do urânio por exemplo, com 92 protões e entre 141 e 146 neutrões (o urânio tem vários isótopos), são menos estáveis e existe a possibilidade de saírem do núcleo compostos formados por dois protões e dois neutrões, o mesmo que um núcleo do átomo do hélio, ou seja, uma partícula alfa. O resultado é um novo átomo - o tório – e radiação alfa – é o dacaimento. Adicionalmente, há a libertação da energia que sujeitava as partículas dentro do núcleo do urânio.
E aqui está uma explicação tosquíssima da radioactividade. E mais não digo porque a Mossad não gosta de conversas sobre energia nuclear!
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
HERÓIS DO MAR
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Da esquerda para a direita: Infante D. Henrique, D. Afonso V, Vasco da Gama, Afonso Baldaia, Pedro Álvares Cabral, Fernão de Magalhães, Nicolau Coelho, Gaspar Corte-Real, Martim Afonso de Sousa, João de Barros e Estêvão da Gama. (A figura que está em quarto lugar, quase oculta no segundo plano, não é aqui identificada)
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(Agradeço ao Prof. Poiares Baptista que me facultou a identificação das personalidades representadas no Padrão dos Descobrimentos)
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O ACORDO DO NOSSO DESACORDO
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Os portugueses no fundo assinaram um Pacto ortográfico que sabe a pato.
Miguel Esteves Cardoso
Acordo Ortográfico é "acto colonial" do Brasil
Miguel Sousa Tavares
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Vasco Graça Moura cancelou o uso da ortografia aprovada no novo acordo e ordenou a reconversão dos computadores do Centro Cultural de Belém a que agora preside. Graça Moura é um dos muitos portugueses que dedicam grande parte da sua vida a escrever, tal como Miguel Sousa Tavares, Filomena Mónica, José Cutileiro, Alberto Gonçalves, Miguel Esteves Cardoso, e muitos outros. Estão todos contra o acordo.
Mas, na realidade, isso não interessa nada. O Prof. Malaca Casteleiro, e mais uns tantos teóricos da língua portuguesa que vivem nas catacumbas das faculdades de letras e sítios correlativos, acharam que tinham agora oportunidade de associar o seu nome a uma das mais importantes mudanças que uma nação pode fazer. Não se trata de alterar o Código da Estrada, o Código do IVA, o Código Penal, nem mesmo a Constituição; é coisa muito mais importante. Mexer na língua, seja escrita ou falada, é meter o bedelho em matéria que exige peito. É coisa que não pode fazer-se sem ouvir todos, especialmente os que a usam como ferramenta de trabalho, seja na arte, na ciência, no jornalismo, na administração e em muitas áreas mais.
Como podemos deixar meia dúzia de obscuros e insensatos teóricos alterar a grafia das palavras de forma inaceitável? Não podemos!... Ou não devíamos poder.
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INSEGURO
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Diz o Expresso que António José Seguro está sem dinheiro. Seis meses a liderar um partido que gasta mais do que recebe deixam Seguro inseguro.
Mas o mal já vem de trás: é antigo!
Os socialistas não sabem governar a casa; como podem governar o País?
Não podem.
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USE SINAIS DE FUMO
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Os dias 6, 7 e 8 de Fevereiro - um deles à escolha - são dias mundiais sem telemóvel desde 2004. A ideia é perceberem as pessoas quanto estão dependentes do portátil e recordar que há outras maneiras de comunicar sem prótese electrónica.
Se, como diz Bruno Nogueira, é dos que têm o telemóvel encastrado na cabeça, experimente para se auto-avaliar. Em casos de emergência, use sinais de fumo.
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O SILVA DAS VACAS
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Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente "ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito..
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Este é um excerto de um texto publicado no Jornal de Barcelos que vale a pena ler aqui. Não perca.
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Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente "ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito..
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Este é um excerto de um texto publicado no Jornal de Barcelos que vale a pena ler aqui. Não perca.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
CIÊNCIA QUASE OCULTA
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Em 23 de Janeiro, ocorreu enorme erupção solar, consistindo tal numa explosão na superfície do Sol causada por mudança repentina no seu campo magnético. Habitualmente, tais erupções são acompanhadas de ejecção de massa coronal (EMC), ou seja, lançamento no espaço de material da coroa, ou atmosfera solar. Tal material, designado muitas vezes por plasma magnetizado, é constituído por partículas atómicas, sobretudo protões e electrões, e pequenas quantidades de hélio, oxigénio e ferro.
A massa coronal, viajando a 1.400 km por segundo, atingiu a Terra no dia seguinte, 24 de Janeiro. Foi a maior ejecção de protões desde 2005.
As EMC podem causar alterações da intensidade e direcção do campo magnético terrestre que nos protege de parte da radiação solar. Essas alterações são chamadas tempestades geomagnéticas, com possível perturbação de redes telefónicas, por exemplo, bem como avarias dos satélites artificiais a orbitar a Terra, entre outras coisas. Desta vez, parece que nada disso aconteceu. Outro efeito é promover auroras polares - boreais e austrais - de que falaremos noutro dia.
Para quem tiver paciência, vai em baixo um vídeo muito bem feito sobre o campo magnético da Terra.
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CHEATERS FOOTBALL CLUB
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Por cá também há disto. Bastante!...
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(Vídeo recebido de Fernando Pena de Sousa)
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ÉTICA REPUBLICANA
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No dia 1 de Fevereiro de 1908, fez ontem 104 anos, morreram D. Carlos e o Príncipe Luís Filipe, assassinados por republicanos da Carbonária e da Maçonaria. Bela ética política, social, filosófica e humana. Ética republicana? Espero bem que não! Transcrevem-se a seguir excertos da descrição dos factos feita pelo então Príncipe Manuel, mais tarde D. Manuel II, deposto a 5 de Outubro de 1910.
[...] Saímos da estação bastante devagar. Minha mãe vinha-me a contar como se tinha passado o descarrilamento na Casa-Branca quando se ouviu o primeiro tiro no Terreiro do Paço, mas que eu não ouvi: era sem duvida um sinal: sinal para começar aquela monstruosidade infame, porque pode-se dizer e digo que foi o sinal para começar a batida. Foi a mesma coisa do que se faz numa batida às feras: sabe-se que tem de passar por caminho certo: quando entra nesse caminho dá-se o sinal e começa o fogo! Infames! Eu estava olhando para o lado da estátua de D. José e vi um homem de barba preta, com um grande "gabão". Vi esse homem abrir a capa e tirar uma carabina. Eu estava tão longe de pensar num horror destes que me disse para mim mesmo, sabendo o estado exaltação em que isto tudo estava "que má brincadeira". O homem saiu do passeio e veio se pôr atrás da carruagem e começou a fazer fogo.
O que então se passou. Só Deus minha Mãe e eu sabemos; porque mesmo o meu querido e chorado Irmão presenciou poucos segundos porque instantes depois também era varado pelas balas. Que saudades meu Deus! Dai-me a força Senhor para levar esta Cruz, bem pesada, ao Calvário! Só vós, Meu Deus sabeis o que tenho sofrido!
Logo depois do Buíça ter feito fogo (que eu não sei se acertou) começou uma perfeita fuzilada, como numa batida às feras! Aquele Terreiro do Paço estava deserto nenhuma providência! Isso é que me custa mais a perdoar ao João Franco. [...]
[...] Imediatamente depois do Buíça começar a fazer fogo saiu de debaixo da Arcada do Ministério um outro homem que desfechou uns poucos de tiros à queima-roupa sobre o meu Pai; uma das balas entrou pelas costas e outra pela nuca, que O matou instantaneamente. Que infames! para completarem a sua atroz malvadez e sua medonha covardia fizeram fogo pelas costas. Depois disto não me lembro quase do resto: foi tão rápido! Lembra-me perfeitamente de ver a minha adorada e heróica Mãe de pé na carruagem com um ramo de flores na mão gritando àqueles malvados animais, porque aqueles não são gente «infames, infames».
A confusão era enorme. Lembra-me também e isso nunca poderei esquecer, quando na esquina do Terreiro do Paço para a Rua do Arsenal, vi o meu Irmão em pé dentro da carruagem com uma pistola na mão. Só digo dele o que o Cónego Aires Pacheco disse nas exéquias nos Jerónimos: «Morreu como um herói ao lado do seu Rei»! Não há para mim frase mais bela e que exprima melhor todo o sentimento que possa ter. [...]
A confusão era enorme. Lembra-me também e isso nunca poderei esquecer, quando na esquina do Terreiro do Paço para a Rua do Arsenal, vi o meu Irmão em pé dentro da carruagem com uma pistola na mão. Só digo dele o que o Cónego Aires Pacheco disse nas exéquias nos Jerónimos: «Morreu como um herói ao lado do seu Rei»! Não há para mim frase mais bela e que exprima melhor todo o sentimento que possa ter. [...]
[...] No meio daquela enorme confusão estava-se em dúvida para onde devia ir a carruagem: pensou-se no hospital da Estrela, mas achou-se melhor o Arsenal. Eu também, já na Rua do Arsenal fui ferido num braço por uma bala. Faz o efeito de uma pancada e um pouco uma chicotada: foi na parte superior do braço direito. [...]
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
OS GRANDES VELEIROS
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"Jacob Meindert"
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O “Jacob Meindert” foi originalmente construído para rebocador, em 1952. Posteriormente (1990) foi convertido em veleiro, aproveitando o excelente casco. Navega há anos no Báltico, onde faz viagens de turismo, e participa em regatas. Tem 38 m de comprimento, 7,3 m de boca, 2,5 m de calado e 630 m2 de pano.
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CIÊNCIA QUASE OCULTA
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Radicais livres é matéria de que já todos terão ouvido falar. São importantes sob muitos aspectos e importantíssimos em Biologia. Há montanhas de literatura sobre eles, mas pode fazer-se um resumo para perceber o papel que têm na saúde ou, melhor dizendo, na doença e no envelhecimento.
Um radical é um átomo, uma molécula, ou um ião que tem um número ímpar de electrões. Todas as estrutura referidas são, em condições normais, constituídas por núcleos, com protões e quase sempre neutrões, em volta dos quais gravitam electrões em órbitas esféricas - não planas como a da Terra em volta do Sol. Os electrões dispõem-se aos pares em cada órbita e, quando assim é, está tudo catita. Se há um electrão não emparelhado, temos um radical livre, estrutura habitualmente muito instável e reactiva, acabando em regra por captar um electrão doutro composto, oxidando-o (oxidação é a perda de electrões) para ficar estável. Há átomos que são radicais, como o de hidrogénio, que só tem um electrão, o cloro, e muitos mais. Essas substâncias, em regra, não ocorrem na natureza na forma atómica, mas em moléculas formadas por dois átomos, resolvendo o problema da imparidade dos electrões.
Em Biologia, a oxidação de compostos orgânicos pode ser prejudicial, afectando o funcionamento de estruturas importantes, como por exemplo o ADN do genoma. Os radicais estão por isso envolvidos em processos como a cancerização e outras doenças v.g. a artrite, a Doença de Alzheimer, a diabetes, e por aí fora.
E quais são os radicais que amolam os seres vivos, homem incluído? Pois são radicais do oxigénio que respiramos, também chamadas formas reactivas de oxigénio porque incluem estruturas que, rigorosamente, não são radicais, como o peróxido de hidrogénio, ou água oxigenada.
São essas formas o anião superóxido (O2-.), molécula de oxigénio que recebeu um electrão e é, por isso, um ião e também um radical (o ponto à direita da fórmula diz que é um radical); o radical hidroxilo (OH.), e o peróxido de hidrogénio (H2O2), que não sendo radical gera o radical hidroxilo. Tais espécies são formadas em vários passos do metabolismo celular, em reacções bioquímicas indispensáveis à vida. Porque são tóxicas, as células têm meios de as neutralizar, por exemplo por enzimas como a superóxido dismutase.
Da maior ou menor eficácia das nossas defesas contra as formas reactivas do oxigénio resulta a maior ou menor probabilidade de adoecer e envelhecer rapidamente. Por isso se aconselha o consumo de anti-oxidantes na alimentação, como o chá verde, o vinho tinto, o cacau, blá, blá, blá.
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«AVERAGE IS OVER»
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O desemprego é hoje uma das maiores chagas sociais. É consequência da crise, dizem uns, e é verdade. Mas, com crise ou sem ela, o desemprego espreita as novas gerações. Adam Davidson escreve no site The Atlantic que actualmente, para um tear, são precisos dois empregados: um homem e um cão. O homem é para dar de comer ao cão; e o cão é para impedir o homem de se aproximar do tear.
O desemprego é hoje uma das maiores chagas sociais. É consequência da crise, dizem uns, e é verdade. Mas, com crise ou sem ela, o desemprego espreita as novas gerações. Adam Davidson escreve no site The Atlantic que actualmente, para um tear, são precisos dois empregados: um homem e um cão. O homem é para dar de comer ao cão; e o cão é para impedir o homem de se aproximar do tear.
A imagem das novas instalações industriais mudou completamente. O que eram espaços cheios de máquinas e pessoas passaram a ser espaços cheios de máquinas tout court, ou quase. Na última década, a produção industrial dos Estados Unidos aumentou um terço e o número de empregados diminuiu também um terço.
Dir-se-á que a nova tecnologia liquida alguns empregos, mas cria outros. É verdade, mas a experiência parece estar a mostrar que a compensação não é suficiente. Por um lado, e principalmente, porque os novos empregos são exigentes nos níveis de educação dos empregados, níveis que nem os países mais desenvolvidos podem satisfazer cabalmente. Nos Estados Unidos, o desemprego acima dos 25 anos de idade é de 13,8% para quem não completou o liceu, de 8,7% para quem o acabou, de 7,7% para quem tem um bacharelato ou equivalente, e de 4,1% para licenciados ou quem tem formação académica superior a isso.
O cidadão com formação média, à procura dum emprego de nível médio, para ter um estilo de vida médio é espécie em extinção. Como escreve Thomas Friedman no New York Times, average is over.
Por outro lado, a pressão da concorrência e a facilidade do que se chama deslocalização criam situações de simetria com faces opostas inaceitáveis: dum lado o desemprego e do outro o trabalho quase escravo.
É o referido para ficar? Provavelmente não. Mas é para durar.
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NUESTRA SEÑORA DE LAS MERCEDES
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No ano de 1804, quatro fragatas espanholas que viajavam de Montevideu para Cadiz transportando enorme tesouro, foram interceptadas ao Sul do Algarve por quatro fragatas inglesas, no dia 5 de Outubro. O tesouro tinha como destino a França, e potencialmente podia ser usado contra os britânicos.
O comandante inglês, Graham Moore, ordenou aos espanhóis que se rendessem e se entregassem, o que o almirante espanhol recusou. Iniciou-se a Batalha do Cabo de Santa Maria e, em menos de dez minutos, a fragata “Nuestra Señora de Las Mercedes” foi afundada, morrendo perto de 300 dos seus tripulantes, escapando apenas um oficial e 45 marinheiros. Meia hora depois, as fragatas ‘Medea’ e “Clara” renderam-se, pondo-se a “Fama” em fuga. Foi apresada mais tarde pela inglesa “Lively”.
A “Mercedes” levou para o fundo um tesouro avaliado actualmente em 500 milhões de dólares, constituído por 594 mil moedas em ouro e prata e muitos objectos em ouro trabalhado.
Em 2007, a empresa americana Odyssey Marine Exploration encontrou o navio no fundo do mar, cerca de 21 milhas a Sul do Algarve. Recuperou as 17 toneladas do tesouro e embarcou-o num voo fretado para os Estados Unidos, sob protestos do governo espanhol, que o considerava propriedade de Espanha. Os “caçadores de tesouros” argumentavam que eram bens pertencentes aos descendentes dos proprietários de 1804. Dois tribunais americanos, de primeira e segunda instância, deram razão aos espanhóis, por ser um navio de guerra e, consequentemente, a carga ser propriedade do Estado Espanhol. Assim, segundo noticiam os jornais de hoje, o tesouro deverá ser entregue a nuestros hermanos no prazo de dez dias. Não vai ser grande ajuda para diminuir o défice, mas é alguma coisa!
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