sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

É PAU, É PEDRA, É O FIM DO CAMINHO

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(O acordo é aplicado nas escolas portuguesas desde 2011!)
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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Piratas!
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REINO VEGETAL

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O ZÉ FUGIU

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Com a devida vénia, transcreve-se a seguir um post do blog "portadaloja" e não se fazem comentários por desnecessários.

O governante José Sócrates, actualmente fugido em Paris a estudar não se sabe bem o quê, deixou este rasto de brilho intenso na sua governação, segundo uma mensagem de correio electrónico recebida:

- Dívida Pública aumentou 90.000 milhões de euros entre 2005 e 2010.

- Nacionalizou o BPN, com o contribuinte a pagar, aumentando o seu buraco em 4.300 milhões em 2 anos, e fornecendo ainda mais 4.000 milhões em avales da CGD que irão provavelmente aumentar a conta final para perto de 8.000 milhões, depois de ter garantido que não nos ia custar um euro.

- Derrapagem de 695 milhões nas PPPs só em 2011.

- Aumentou custo do Campus da Justiça de 52 para 235 milhões.

- A CGD emprestou 300 milhões a um amigo do partido para comprar acções de um banco privado rival, que agora valem pouco mais que zero.

- Injectou 450 milhões no BPP para pagar salários dos administradores.

- Desbaratou 587 milhões do OE de 2011 em atrasos e erros de projecto nas SCUTs Norte.

- Desapareceram 200 milhões de euros entre a proposta e o contrato da Autoestrada do Douro Interior.

- Anulou e deixou prescrever 5.800 milhões em impostos.

- Perdeu 7.200 milhões de fundos europeus pela incapacidade do governo de programar o seu uso.

- Enterrou 360 milhões em empresas que prometeu extinguir.

- Contratou 60.000 milhões em PPPs até 2040.

- Usou Reformas para financiar a dívida de SCUTs e PPPs.

- Deu de mão beijada 14.000 milhões aos concessionários das SCUTs na última renegociação.

- Deixou agravar o passivo da Estradas de Portugal em 400 milhões em 2009.

- Deu 270 milhões às Fundações em apenas dois anos.

- Pagou à EDP, em rendas excessivas, 3.900 milhões tirados à força da vossa factura da electricidade.

- Deixou os sindicatos afundar as EPs em 30.000 milhões de passivo para os camaradas sindicalizados com salários chorudos e mordomias, pagos pelo contribuinte.

- Aprovou um TGV que já nos custou 300 milhões só em papelada, e vai custar outro tanto em indemnizações

- Mais todos os milhões enterrados no Aeroporto fantasma de Beja, totalmente inoperacional, inaugurado à pressa antes das eleições para fechar logo de seguida.


Depois disto a pergunta que se impõe, é esta:

Este indivíduo vai safar-se assim, sem mais?
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PORQUE É IMPORTANTE ESTA NOTÍCIA ?

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É importante porque ficámos a saber que Tozé foi branquear os dentes.
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FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

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(26-07-2012)
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PELA CANDIDINHA NÃO VAI NADA?

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Numa análise sobre corrupção da "Transparency International" (TI)  aos países da União Europeia, Portugal surge em 15.º lugar, tendo abaixo apenas alguns países da Europa de Leste, Grécia, Itália e Malta.
Cândida Almeida, magistrada especialista em corrupção, mas sobretudo em "afins", lerá seguramente com atenção o relatório da TI e contestará tais conclusões para pôr as coisas no seu lugar. É que Portugal não é um País corrupto, Candidinha dixit. Está na cara que a TI  não conhece a figura jurídica do "afim" e a magistrada deve esclarecer a matéria a bem da jurisprudência internacional, ou coisa que o valha.
Pela Candidinha não vai nada? Tudo!... Hip, hip, hurra!...
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CAIXA DOS ANZÓIS

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(28-06-2012)
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O REGRESSO DE FONTES

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Discute-se hoje no Parlamento a lei que irá diminuir o número de freguesias e criar novo mapa administrativo. Não li, nem faço propósito de ler, essa lei e, por isso, não tenho informação em pormenor. Tanto quanto ouvi na rádio, o número de funcionários autárquicos mantém-se—não haverá despedimentos—e o número de locais de atendimento do público também. O que desaparece? Penso que só uns tantos cargos político-administrativos, nas pessoas de alguns autarcas eleitos.
Pode chamar-se a isto uma reforma? É claro que não. Mas quem ouve o ruído de fundo em volta da matéria fica com a ideia do que não é uma reforma, mas sim uma revolução. Porquê? Parece haver duas explicações—pelo menos—para isso.
A primeira, eventualmente a mais importante, é que a diminuição de freguesias é um óptimo motivo para a oposição espingardear o Governo, usando o desconhecimento das populações sobre a matéria e algumas ameaças potenciais que não existem de facto. A segunda, parcialmente decorrente da anterior, é um misto de revolta dos cidadãos por recearem aumento de dificuldades no acesso aos serviços das juntas—o que parece não irá acontecer—e de clubismo primário e estúpido. A transferência da sede da junta da sua terra para a vizinha é uma despromoção, uma desconsideração, uma afronta, uma humilhação, sendo todos estes substantivos seguidos do adjectivo bacoco na forma feminina, ou seja, bacoca. Mais nada.
Por isso, daqui lanço um apelo veemente aos senhores políticos, em especial, e à população lusa indignada: por favor, poupem-nos, neste momento em que andamos todos com as calças na mão, sem disposição nem pachorra para vos  aturar.
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INESPERADO

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O que faz esta cabeça à chuva?
(06-12-2012)
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Fanny"
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FUGIR ? !!!

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No tempo do Zezito, Joaquim Letria escreveu um texto que terminava como segue em baixo. Já passaram muitos meses, o Zezito fugiu e nunca mais ninguém o viu, mas a prosa continua actual.
[...] Esta tropa fandanga deu com os burrinhos na água, não serve para nada e o estado do próprio regime se encarrega de o demonstrar. Falharam todas as apostas essenciais. Todos os dias se mostram incapazes. Mas com o Guterres nos refugiados, o Sampaio nos tuberculosos e na Fundação Figo, o Constâncio no Banco Central e o Barroso em Bruxelas, a gente foge para onde?
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OS PEQUENOS VELEIROS

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(24-04-2012)
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JERÓNIMO A 60 GRAUS DE LATITUDE NORTE

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Jerónimo de Sousa afirmou hoje que se fosse Primeiro-ministro a primeira coisa que faria era tentar resgatar este país da dependência do chamado memorando da troika. Jerónimo, está bom de ver, tem garantido o financiamento de Portugal para dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede e vestir os nus—pelo menos!
Mas Jerónimo não se alarga em mais explicações. Ficamos sem saber donde virá o dinheiro. Da Coreia do Norte, talvez não. De Cuba, penso que  não. Da Venezuela, idem, aspas. 
Talvez nacionalizando outra vez os bancos, onde há muito dinheiro; ocupando a propriedade da burguesia parasita; saneando uns tantos funcionários; e entregando a gestão das empresas capitalistas às comissões de trabalhadores. Já vimos o resultado dessa receita e foi um oásis.
Porque insiste a populaça em negar o acesso de Jerónimo ao poder? Não entendo. Há coisas que ninguém, ou quase ninguém, entende, coisa que também não entendo.
Por isso, deixo aqui, neste espaço quase cósmico, um grito de ordem: Jerónimo ao poder! JÁ!
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ENXERGAR

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BOUBA-QUIQUI


As línguas nasceram da necessidade de comunicar, está mais que visto. Começaram por ser sons convencionais emitidos pela humanidade para identificar objectos e conceitos. Evoluíram depois, e continuam a evoluir, para melhorar a qualidade da comunicação.
Os primeiros sons convencionais surgiram de forma aleatória admite-se, mas pode não ter sido assim. Há provavelmente tendência genética para associar sons a formas e conceitos específicos. Num estudo simples isso pode ser confirmado e está feito. A um grupo de cidadãos mostram-se duas figuras, sendo uma angulosa e feita de rectas e outra arredondada, sem ângulos. Depois dá-se duas palavras sem nenhum significado, que podem ser  "Bouba" ou "Quiqui", e pede-se para as usarem nas duas figuras referidas. Percentagem significativa escolhe "Bouba" para a figura arredondada e "Quiqui" para a angulosa.
Porquê? Pela mesma razão que associamos o ruído do trovão à pessoa gorda e não à magra, e o assobio à magra e não à gorda. A mente atribui qualidades sonoras às formas e conceitos abstractos, aparentemente.
Com patrimónios genéticos diferentes, pode especular-se que as formas de associação são elas também diferentes e daí a variedade sonora de idiomas e mesmo sotaques. Não se refere isto à estrutura específica da língua, mas antes à entoação geral. Não foi uma ou duas vezes que, falando em grupo com portugueses no estrangeiro, nos perguntavam se éramos russos. Pessoas que naturalmente não conheciam as duas línguas, mas conheciam a "música" e esta seria parecida para elas.
Curiosamente, o teste "Bouba-Quiqui" funciona em populações com línguas totalmente diferentes, o que significa que há uma tendência genética comum, eventualmente parcial, na associação conceito/som.

MORREU DAVE BRUBECK

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Com 91 anos—faria 92 amanhã—morreu hoje Dave Brubeck pianista de Jazz inspirado. Aqui fica um vídeo do quarteto de Brubeck, com Paul Desmond, seu companheiro de muitos anos, no saxofone, Eugene Wright no contra-baixo e Joe Morello na bateria. Interpretam o clássico "Take Five", da autoria de Paul Desmond, do album "Time Out".
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Sagres" e "Europa"
Lisboa, 22-07-2012
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JÁ TINHA PERGUNTADO

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SOMOS TODOS DA MESMA MASSA

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T.H. Huxley, biólogo, disse um dia: O conhecido é finito, o desconhecido infinito. Vivemos numa ilha no meio dum ilimitado oceano de inexplicabilidade. O papel de cada geração é reclamar um pouco mais de terra.
Huxley tinha razão, mas não é fácil a tarefa. Ironicamente, um dos obstáculos ao avanço do conhecimento mora no próprio meio encarregado de o promover. É conhecido internacionalmente por establishment e constituído pelos autores famosos dos anteriores e mais recentes progressos. A ideia nova, além de desvalorizar a velha, tira protagonismo ao autor desta e obriga-o a rever a atitude mental relativamente a toda a matéria.
Einstein foi um génio científico e homem com as fraquezas próprias da condição humana; também ele força de bloqueio da ciência. Perante o facto inexplicável de o universo não colapsar, estando os astros sujeitos à força gravitacional permanente, arranjou uma explicação tosca que nem ele aceitava perfeitamente mas defendia. Um dia, confrontado por Friedman com a teoria da expansão permanente do universo, o que resolvia a charada, correu com ele. Mais tarde, o físico e padre belga Lemaître expôs-lhe a teoria do Big-Bang e a expansão universal permanente desde então e Einstein, simpaticamente, atirou-lhe: "Os cálculos matemáticos  estão correctos, mas a sua Física é abominável"—arrumou-o. E porque arrumou Einstein Lemaître? Porque isto passava-se em 1927 e Einstein era a referência internacional da Física desde 1919. Ninguém faria vingar uma teoria diferente da de Einstein sem a aprovação deste  e este não queria que vingasse. Voilà—o establishment como força de bloqueio.
Claro que o tempo viria a dar razão a Friedman e a Lemaître e Einstein engoliu. Um dia reconheceu e escreveu: "Para punir o meu desprezo habitual pela autoridade, o destino fez de mim próprio uma autoridade". Somos todos feitos do mesmo carbono, hidrogénio e oxigénio, digo eu. Einstein também era.
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(A fotografia à direita é de Lemaître)
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OUTONO

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Poiares Baptista (2012)
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CHOVE LÁ FORA

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O planeta Terra tem cerca de 4,5 mil milhões de anos, num universo com 13,7 mil milhões. Ao princípio, tudo era diferente. A Terra girava mais depressa, as noites e os dias eram mais curtos, a Lua estava mais próxima, o Sol era fraco, não existiam plantas ou animais e o ar era irrespirável. Depois, passo a passo, tudo mudou. Estas coisas vão-se sabendo gradualmente, graças à capacidade de observação de alguns achados arqueológicos e à inteligência criativa dos homens. Vem a conversa a propósito duma investigação feita por um senhor chamado Sanjoy Som, dos Estados Unidos, que estuda fósseis de pingos da chuva. Ditas as coisas assim, parece piada. Não é.
Em 1980, numa terra da África do Sul chamada Ventersdorp, foram encontradas rochas com marcas de pingos da chuva de há 2,7 mil milhões de anos. A chuva havia caído em cinzas vulcânicas, posteriormente cobertas por novas cinzas, quando as primeiras já tinham algum grau de dureza. As novas cinzas endureceram por sua vez e preservaram os buracos. A erosão de milénios descobriu as marcas iniciais, a que os cientistas chamam fósseis de pingos da  chuva.
Partindo do conhecimento de que a dimensão da gota de chuva não é condicionada pela  pressão atmosférica, e era de cerca de 7 mm como agora, estudando a dimensão e forma das marcas dos pingos, consegue-se saber a velocidade com que a chuva chegava à cinza,  dependente  da densidade do ar. Essa velocidade era de 9 metros por segundo, tal como nos dias de hoje. Logo, a pressão atmosférica era semelhante à actual.
Dado que não havia oxigénio como hoje, haveria outros gases eventualmente com efeito estufa, o que terá impedido a congelação da água uma vez que o calor do Sol era muito fraco. Nesse tempo, o aquecimento global era bem-vindo. Agora é o que se vê, lê e ouve.
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DONGBANG GIANT 3

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O navio coreano de grandes cargas "Dongbang Giant 3" viajava de Algeciras para Ferrol, em Espanha, transportando seis gruas de contentores. Zarpou ontem e, ontem mesmo, teve de se abrigar no Porto de Lisboa devido ao mau tempo. Aqui o vemos, hoje de manhã, esperando melhores dias para ir a Ferrol. Um monstro com 38 metros de largura!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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SOMOS UM 'LEGO' ?

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Ao princípio eram os quarks, os leptões, os bosões; depois, protões; depois hidrogénio, hélio, carbono, oxigénio, ferro, cálcio e coisas assim; depois as células procariotas e eucariotas; e depois nós, feitos predominantemente de carbono, hidrogénio e oxigénio; e nós, feitos de carbono, hidrogénio e oxigénio,  fizemos as pirâmides, os cemitérios, escrevemos a Bíblia, fabricamos cigarros, fazemos cirurgia e lâmpadas eléctricas, a Internet, o Facebook, cozido à portuguesa, e já construímos castelos. Os nossos ingredientes são poucos e fizemos isto tudo. Um dia voltamos a ser carbono, hidrogénio, oxigénio e pouco mais e esses átomos são os mesmos mas deixam de fazer o que faziam e fazem outras coisas, ou nada. Eventualmente, o hidrogénio faz hélio, o carbono faz silício e ferro e por aí fora, mas não fazem pirâmides, nem escrevem a Bíblia, nem organizam bibliotecas, nem montam a Internet, nem vão à Lua. E a Lua acaba, engolida pelo Sol, juntamente com a Terra, e o nosso carbono e hidrogénio e oxigénio continuam lá, ou cá, mas continuam, talvez incorporados em ferro ou enxofre ou parecido. Somos um arranjo precário de quarks, leptões, bosões e por aí fora, sem explicação. Um "Lego" laboriosamente construído para ser desfeito, não sabemos quando. É o que parece.

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DICIONÁRIO DO DIABO

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OCIDENTE s.m.—Parte do mundo que fica a Oeste do Oriente. É predominantemente habitado por cristãos cujas principais actividades são o crime e a trafulhice, a que gostam de chamar guerra e comércio. Estas são também as principais actividades no Oriente.



DOCA DE PEDROUÇOS

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(07-06-2012)
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APARAS DE HISTÓRIA

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A fotografia, feita em 1930, quando Einstein se deslocou a Cambridge para receber um grau honorífico, mostra o investigador na companhia dum senhor chamado Arthur Eddington. E porque estão os dois tão contentes por se encontrarem? É uma história longa.
Quando começou a II Guerra Mundial, muitos cientistas foram mobilizados em Inglaterra. Eddington, por razões religiosas, era objector de consciência e recusou-se a ser incorporado nas forças britânicas. Foi demitido do Observatório Astronómico de Cambridge e mandado internar num campo de detenção. Nessa altura, Einstein lutava para demonstrar a correcção da sua teoria, nomeadamente que Newton estava errado no que se referia à gravidade, e necessitava de observações astronómicas durante um eclipse total do Sol para confirmar que a luz das estrelas era deflectida pela força gravitacional dos astros de acordo com a sua fórmula e não com a de Newton.
Para ir depressa ao assunto, Frank Dyson,  Astronomer Royal, conseguiu que Eddington não fosse preso a fim de organizar uma expedição para observar um eclipse total do Sol, em Março de 1919, na Ilha do Príncipe, o que poderia comprovar a teoria gravitacional de Einstein. Curiosamente, Eddington viajou da Ilha da Madeira para a do Príncipe num navio de carga belga chamado "Portugal".
Embora as condições meteorológicas não fossem perfeitas durante o eclipse na Ilha do Príncipe, foi possível fazer as fotografias suficientes para comprovar que a teoria de Einstein estava certa e a de Newton errada. Começou aí a glória de Einstein e o início da sua enorme popularidade científica e não só. A fotografia foi feita 11 anos depois, quando Einstein ainda era professor da Universidade de Berlim, e compreende-se a alegria dos dois homens com o encontro. Um formulou a hipótese teórica, o outro comprovou-a experimentalmente.
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FOTOGRAFIA

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Magnífica fotografia da manifestação dos estivadores em frente ao Parlamento, no dia 29 de Novembro, publicada no jornal "Foreign Policy".
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domingo, 2 de dezembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Zélie"
1829
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APRENDER

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A ALMA DA ÁRVORE

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(15-12-2011)
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MAL ENTERRADOS

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[...] Os aposentados são indefesos. Com a existência organizada em funçãodum determinado rendimento, para o qual se prepararam toda a vida, entregando ao Estado o estipulado para este fazer render e pagar-lhes agora o respectivo retorno, os reformados não têm defesa. São agora espoliados e, não tendo condições para procurar outras fontes de rendimento, apenas lhes resta, face à nova realidade que lhes criaram, não honrar os seus compromissos, passar frio, fome e acumular dívidas.
No resto da Europa, os velhos viram as suas reformas não serem atingidas e, em alguns casos, como sucedeu, por exemplo, em Espanha, serem até ligeiramente aumentadas. Portugal não é país para velhos. Os políticos devem pensar que os nossos velhos já estão mortos e que, no fim de contas, estamos todos mal enterrados...
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Joaquim Letria

(Recebido de Francisco Carvalho)
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BANCOS DE PORTUGAL

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(15-11-2012)
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ACTO DE CONTRIÇÃO

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Guterres admitiu ter também contribuído para o "pântano" em que estamos afundados. Mas quando percebeu para onde ia a Pátria com as suas políticas e as de quem o antecedeu, agarrou-se a uma derrota em eleições municipais e deu de frosques. Não foi bonito, mas foi assim.
Guterres é um nabo, está bom de ver, mas não é mau tipo. Com os meus amigos costumo usar outro termo que não posso reproduzir num espaço sério como este, muito mais expressivo. Mas também é do género de fazer a asneira e admiti-la, o que é louvável e raro. Guterres é uma das argolas da cadeia de asneiras que começaram a seguir ao 25 barra 4 com o PREC e duraram até hoje, com picos no PREC, em Soares, nele, em Cavaco e no Zezito, calados os dois últimos como ratos. Os comunistas há muito que sacudiram a água do capote porque a memória dos povos  é fraca e muitos dos que viveram aqueles dias já se passaram. Soares é um cara de pau sem lugar na classificação taxonómica de Lineu. Cavaco é boliqueimense. E o Zezito uma nulidade sem senso crítico bastante para perceber as borradas que faz.
Por isso, tiro o chapéu a Guterres; não por ter feito as asneiras, nem por se ter raspado quando viu a coisa preta, mas pela contrição. Ao menos que haja um capaz de reconhecer e assumir as burrices.
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RECANTOS DE LISBOA

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(15-11-2012)
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ENCHER CHOURIÇOS

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O "Expresso" on line tem esta extraordinária notícia: "Polícias sem dinheiro perturbam missão da PSP". Parece que o facto, perfeitamente inesperado e surpreendente, terá sido revelado à Agência Lusa pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia.
A notícia é o clássico exemplo da prosa de encher chouriços. Pergunta-se: Quantos portugueses sem dinheiro há neste momento e quantas missões que eles desempenham estão perturbadas? E quantos portugueses estão perturbados por não terem dinheiro? E quantos portugueses não têm dinheiro porque estão perturbados? E quantos perturbados estão sem dinheiro? E quantos serviços estão perturbados porque os servidores têm dinheiro a mais? E quantos portugueses têm dinheiro a mais e não perturbam nenhum serviço porque não fazem a ponta dum corno?
É um jornal de referência o citado semanário. Deve lá haver também jornalistas sem dinheiro o que perturba a missão do jornalismo, calculo eu.
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ILLUMINATI

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[...]...80 signatários de uma carta aberta de Mário Soares a pedir a demissão do Governo. Dadas as "personalidades" em causa, o tradicional bando que integra Ferro Rodrigues, Carvalho da Silva, Siza Vieira e a viúva de Saramago, não espanta a concepção peculiar de democracia que a carta revela, um regime onde esclarecidos autodesignados corrigem os resultados eleitorais que a populaça, na sua ignorância, teima em produzir. Nem espanta que o argumento das promessas quebradas implicasse, por coerência retroactiva, a ilegitimidade de todos os governos anteriores (incluindo os liderados pelo dr. Soares).

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Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias"
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sábado, 1 de dezembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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PINGOS DE LISBOA

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Caixa Geral de Depósitos
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LOVE, TOMMY

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O Imperial War Museum possui milhares de cartas enviadas às famílias por militares ingleses e da Comunidade Britânica desde a I Guerra Mundial até à Guerra do Afeganistão. Recentemente, foi publicado o livro "Love, Tommy" com uma selecção dessas cartas. A que se mostra em cima foi escrita por um fuzileiro à mulher, em 1916, antes de embarcar para França. Morreu dois meses depois.
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TAXI

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DASHT-E KEVIR

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Esta é uma extraordinária imagem, feita em 2003 a partir do satélite da NASA Landsat 7, sobre o Grande Deserto do Sal, ou Dasht-e Kevir, que cobre 77.000 km2 no Irão.
Com temperaturas extremas durante um dia, é lugar de violentíssimas tempestades. O calor evapora a pouca água que existe e deixa o solo coberto de sal. É habitado apenas em alguns oásis e a vegetação é muito exígua, constituída por plantas adaptadas ao clima muito seco e quente e ao sal.
A fotografia, feita com câmaras sensíveis a mais radiações que as do espectro visível, consta dum livro editado recentemente pela NASA, intitulado "Earth as Art"—muito bonito.
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FALTOU O XISTRA

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Eh,Eh,Eh...
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É INVEJA !

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Lello, o inefável Lello, o incomparável Lello, o insubstituível Lello, foi presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, cargo muito bem entregue, diga-se em aparte. Em 2008, informa hoje o "Correio da Manhã", Lello, o inefável Lello, blá, blá, blá, fez um contrato com a firma Plurirent para pôr 14 automóveis ao serviço de rabos dos representantes da Nação no Parlamento, entre os quais o rabo de Lello, o inefável Lello, blá, blá, blá, que teve direito a um BMW da série 5.
O custo era modesto, considerando a notoriedade dos referidos rabos—custaram os assentos para Suas Excelências a módica quantia de 900.000 euros, o que não é nada se considerarmos que se tratava de rabos habituados desde o berço às máximas comodidades e cujos detentores vêm prestando impagáveis serviços à Pátria a troco de nada, por assim dizer. Alguma vez Portugal terá possibilidade de pagar ao inefável Lello, blá, blá, blá, o que deve em inteligência e serviço disponibilizados por tão distinto representante do povo do dito Portugal? Não, não e não—o inefável Lello, blá, blá, blá, é impagável, além de inefável e blá, blá, blá.
Pelo acima narrado, pergunta-se a que se deve o escândalo feito pelo "Correio da Manhã" com o facto. Vou mais para o lado da inveja. Estando o País, na altura do contrato, prenhe de prosperidade, em pleno consulado do gestor sem par Zezito, que mais dava um milhão de euros para trás ou para a frente em automóveis para Suas Excelências? Miserabilismo salazarento é o que é! E falta de ética republicana, claro!
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