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quinta-feira, 17 de agosto de 2017
ESTOU COM PÍNDARO
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Dario, Rei da Pérsia, quando tinha gregos de passagem na corte, perguntava-lhes por quanto dinheiro seriam eles capazes de comer os cadáveres dos pais. A resposta era sempre a mesma: por nenhum dinheiro do mundo!Mais tarde, na presença de gregos, perguntou a indianos de uma tribo chamada das Callatias — que comiam de facto os cadáveres dos pais — por quanto dinheiro os queimariam (costume dos gregos), ao que respondiam com gritos de horror, pedindo-lhe que não falasse sequer nisso.
O historiador grego Heródoto, que conta esta conversa, cita o poeta Píndaro quando este dizia: "O costume é rei de tudo". E acrescentava: "Não existe maneira de dizer que um lado está certo e o outro errado — não há resposta certa. Cada grupo tem o seu código de costumes".
Situações como esta podem dar pano para meses de discussão e conversa; mas, em boa verdade, será discussão e conversa infinita, inútil, estéril e inconclusiva. O mais sensato parece ser o poeta Píndaro cuja perspectiva, em termos práticos, pode ser útil em muitas situações da vida.
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017
UM DRAMA PORTUGUÊS
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Primeira personagem — Capoulas Santos (13-08-2017):— O Governo fez o que poderá ser a maior revolução que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis mas todos os que agora criticam foram incapazes de dedicar 60 segundos ao tema quando esteve em discussão pública.
Segunda personagem — Rui Ramos (16-08-2017):
— A questão principal, neste momento, é de segurança. Antes de mais, os portugueses precisam de saber que podem circular nas estradas e dormir nas suas casas sem acabarem num braseiro qualquer. O que nos convinha a todos é que as regras de segurança fossem cumpridas e os serviços funcionassem eficientemente. Para tanto, o primeiro passo seria responsabilizar os responsáveis, que é o que, desde o colapso do Estado em Pedrógão Grande, as autoridades têm evitado. Mas sem isso, tudo será apenas mais uma mistificação.
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Cai o pano no drama em representação: "Um País a Arder"
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É SÓ FUMAÇA
O regime Kim optou pela bomba para chamar a atenção do mundo e para alimentar o sentimento de que está sob constante ameaça. Se atacar, vai ser punido pelos Estados Unidos e pela China em uníssono. A mais eficaz resposta para a sua conversa e postura pode ser simplesmente ignorá-lo.
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Roger Boyes in "The Times"
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ASPIRANTES A ASTRONAUTAS
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12 aspirantes a astronautas do curso 2017 da Escola da NASA
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Da esquerda para a direita, Zena Cardman, Jasmin Moghbeli, Jonny Kim, Frank Rubio, Matthew Dominick, Warren Hoburg, Robb Kulin, Kayla Barron, Bob Hines, Raja Chari, Loral O' Hara e Jessica Watkins
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CATHLEEN MORAWETZ
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A fotografia em cima mostra a Drª Cathleen Morawetz, professora na Universidade de Nova Iorque, em 1964, com 41 anos, e o seu colega Harold Grad. Infelizmente, a Drª Moravetz morreu ontem, com 94 anos.
E porque falo de Cathleen Morawetz? Falo porque a professora Morawetz era matemática e autora de equações que permitiram resolver problemas de engenharia aeronáutica complicados.
Morawetz era especialista em movimento de fluidos, estudou a circulação do ar em volta de aviões a voar próximo da velocidade do som e resolveu o problema do desenho das asas dessas aeronaves, problema que os impedia de ir além da barreira daquela velocidade.
Curiosamente, pouca gente saberá quem foi — sequer terá ouvido falar de — Cathleen Morawetz.
O Dolicocéfalo regista, lamenta, divulga a notícia da sua morte e presta homenagem a uma mulher que entrou pela porta grande no "reino dos homens" quando isso não era fácil.
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terça-feira, 15 de agosto de 2017
HÁ BIGODES E BIGODES !
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Um militar indiano, do Regimento Uttar Pradesh, fotografado hoje, 15 de Agosto, nas cerimónias do Dia da Independência.
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É DISSO QUE ME QUEIXO
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David Brooks é um dos cronistas habituais do The New York Times e, no dia 8 deste mês, escreveu um texto com o título " Getting Trump Out of My Brain" que começa assim:Na semana passada, O Washington Post publicou transcrições das conversas de Trump com líderes estrangeiros e um amigo mandou-me um email sugerindo que as lesse porque elas revelam como a cabeça de Trump funciona. Mas quando tentei clicar no link, uma voz no meu cérebro disse: "Preferia não". Tentei clicar outra vez e a voz disse: "Não, obrigado. Estou cheio".
Nos últimos dois anos, Trump ocupou uma parte enorme de espaço na minha cabeça. O meu cérebro, aparentemente, decidiu que não está interessado em dedicar mais neurónios ao tipo. Não há nada mais a aprender sobre a mistura de ignorância, insegurança e narcisismo de Trump. Cada segundo gasto com as suas farroncadas é mais degradante que informativo. [...]
É completamente certo tudo no citado em cima. Mas há um "pormenor" que se esquece — é que o "bicho" tem a chave da dispensa no bolso, o segredo do cofre na carteira, e o dedo no gatilho do maior arsenal que o mundo já viu. Com vossa licença, a porra é essa.
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MANTENHAMOS A CALMA !
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A Via Láctea, a nossa galáxia, é fácil de ver numa noite de Agosto de céu limpo e em local com iluminação artificial mínima, ou nenhuma. E se repararmos, vemos uma faixa mais escura, estendendo-se na parte média longitudinalmente, que é chamada a Grande Fenda da Via Láctea (Great Rift).Segundo os astrónomos, é local de formação de novas estrelas, que ainda não "iluminam", e de muito "lixo celestial", lixo constituído por pedras, "pedregulhos", asteróides e até objectos do tamanho de planetas.
Parece que o nosso Sistema Solar se encaminha para essa fenda onde, de acordo com informação recolhida pelas naves Voyager 1 e 2, existe uma nuvem de energia interestelar que já estará a influenciar as "tempestades "solares registadas nos últimos anos.
Nada para tirar o sono — POR ENQUANTO!...
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O PAPAGAIO MORTO
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(Tem legendas em inglês)
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A rábula de António Costa sobre o Siresp faz lembrar o sketch ‘Papagaio morto’, dos Monty Python, em que John Cleese reclama, numa loja de animais, por o papagaio que comprou estar morto. A diferença é que Costa, que tinha herdado a encomenda do papagaio, a renegociou, certificando-se que o pássaro estava ainda mais morto do que originalmente se pensava. Depois, conviveu anos com o cadáver, fez-lhe festinhas e alimentou-o. Até que chega o dia em que o facto de a ave ser uma ex-ave tem consequências graves. É então que Costa se indigna e vem protestar. Destaco a piada: ‘é inadmissível que os cabos estejam onde combinámos que estariam, naquele contrato que assinei’.
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José Diogo Quintela in "Correio da Manhã
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017
MÍSSEIS DA FEIRA DA LADRA
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Ontem dizia eu que os serviços de informação americanos calculavam ser de cinco anos o tempo necessário para a Coreia do Norte adquirir capacidade ofensiva com mísseis intercontinentais. Na verdade, teriam razão, embora a realidade viesse a desmenti-los.
O que parece ter acontecido, segundo o The New York Times, foi Kim Jong-un conseguir comprar no mercado negro, na Ucrânia, motores para esses mísseis. Uma, ou mais, fábricas do tempo da União Soviética estarão agora a fornecer a Pyongyang a velha tecnologia dos russos a troco de bom dinheiro, naturalmente.
É a vida!
É a vida!
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Análise, feita por peritos, da provável estrutura dos mísseis de Pyongyang, decalcados de antigos mísseis soviéticos.
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CASSINI — UM FÓSSIL EM PRESPECTIVA
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Cassini entrou hoje, 14 de Agosto de 2017, às 4 horas e 20 minutos da madrugada, na primeira das cinco órbitas finais entre os anéis de Saturno e o planeta. Depois destas cinco voltas, em 15 de Setembro, entrará na atmosfera mais densa e incinerar-se-à, mergulhando carbonizada no planeta, onde fica sepultada para sempre — um fóssil terrestre do Século XX para quem lá chegar no futuro..
ESTÁ NA CARA
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Nuno Saraiva, o "queixinhas" do Sporting, escreveu hoje que o penalty do Nuno Pinto sobre o Bas Dost foi bem assinalado.
domingo, 13 de agosto de 2017
TRUMPETICES
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Trump, em 1980, com o modelo da Torre que tem o seu nome e ainda não construída
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Com Michael Jackson, em 1990, na inauguração da Trump Taj Majal em Atlantic City
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A Torre, com 58 andares. É promovida como tendo 68, mas não é verdade. O primeiro andar residencial é o 20º, mas tem o número 30 (até nisso é mentiroso!)
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CURTA
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Há uma anedota antiga do ministro que visita uma zona rural. Um agricultor aproxima-se do governante e queixa-se do preço dos produtos agrícolas. "É a lei da oferta e da procura", diz o ministro. "Pois então veja lá se muda essa lei", responde o agricultor.
A Venezuela é diferente desta anedota por dois motivos. Primeiro, a ideia de "revogar" a lei da oferta e da procura não veio do agricultor mas sim do próprio governo. Segundo, não se trata de uma anedota mas sim da realidade nua a crua. Não tem muita piada.
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Há uma anedota antiga do ministro que visita uma zona rural. Um agricultor aproxima-se do governante e queixa-se do preço dos produtos agrícolas. "É a lei da oferta e da procura", diz o ministro. "Pois então veja lá se muda essa lei", responde o agricultor.
A Venezuela é diferente desta anedota por dois motivos. Primeiro, a ideia de "revogar" a lei da oferta e da procura não veio do agricultor mas sim do próprio governo. Segundo, não se trata de uma anedota mas sim da realidade nua a crua. Não tem muita piada.
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Luís Cabral in (http://rr.sapo.pt/artigo/90917/venezuela)
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STERNSTUNDEN *
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...A actual crise da Coreia do Norte decorre do facto dos três presidentes anteriores dos Estados Unidos serem incapazes de impedir Pyongyang de adquirir energia nuclear e mísseis. De acordo com os serviços de informação americanos, tais aquisições levariam, pelo menos, cinco anos a concretizar-se. Na realidade, Kim Jong-un tem hoje as duas coisas: mísseis intercontinentais e uma arma nuclear suficientemente pequena para ser transportada por eles. A partir daqui, não admira se disparar uma bomba atómica sobre S. Francisco na próxima semana, o que significa o fim da era da não-proliferação das armas nucleares.
Neste momento, o confronto com Kim Jong-un é arriscado; mas não mais arriscado que o confronto com Khrushchev e Fidel em 1962, quando a terceira guerra mundial foi uma possibilidade. E a China, provavelmente, não fará nada se os Estados Unidos não tentarem mudar o regime e unificar as Coreias.
Stephen Zweig escreveu algures que a História é a simples adição indiferente de elos a outros elos, numa enorme corrente que se estende por milénios. Só ocasionalmente ocorre um momento crítico, decisivo para décadas, mesmo séculos, que muda tudo — um sim, um não, um demasiado cedo ou tarde pode fazer essa hora irrevogável para centenas de gerações. Zweig chamou-lhe Sternstunden, o que em português significa qualquer coisa como "momentos estelares". Esperamos que esses crânios que respondem por Kim Jong-un e Donald Trump não sejam os intérpretes de um Sternstunden no Século XXI, que é o nosso.
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* Adaptado de um texto de Niall Ferguson, publicado hoje no The Sunday Times.
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QUADRO DE HONRA
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Jorge Miguel é o treinador.
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Inês Henriques conquistou este domingo a medalha de ouro na prova dos 50 quilómetros marcha dos Mundiais de Atletismo que decorrem em Londres.
Além do lugar mais alto do pódio, a marchadora bateu o recorde do mundo da distância (que já estava em seu poder).Jorge Miguel é o treinador.
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sábado, 12 de agosto de 2017
ISAAC NEWTON
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Newton
mostrou-nos que o
Céu e a Terra pertencem à mesma jurisdição: o cosmos é um só.
Ross Anderson
Editor
sénior do "The Atlantic"
CHARLOTTESVILLE — VIRGÍNIA — USA
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Há pachorra? ! ! ! . . .
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É TUDO UM NOJO
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Ricardo Salgado tem uma pose institucional por excelência.
Sempre deu poucas entrevistas – e, quando as dá, não diz praticamente nada.
Usa a estratégia do silêncio, que é muito eficaz, pois nunca se sabe bem o que ele pensa (e até o que ele sabe mas não quer dizer).
Salgado sempre se resguardou.
Mesmo depois da queda do Grupo Espírito Santo, nunca abandonou a sua atitude pública de alguma sobranceria e enfado em relação aos outros mortais – e continuou a falar pouco e a dizer ainda menos.
O que se sabe acerca dele é através de outros.
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Ricardo Salgado tem uma pose institucional por excelência.
Sempre deu poucas entrevistas – e, quando as dá, não diz praticamente nada.
Usa a estratégia do silêncio, que é muito eficaz, pois nunca se sabe bem o que ele pensa (e até o que ele sabe mas não quer dizer).
Salgado sempre se resguardou.
Mesmo depois da queda do Grupo Espírito Santo, nunca abandonou a sua atitude pública de alguma sobranceria e enfado em relação aos outros mortais – e continuou a falar pouco e a dizer ainda menos.
O que se sabe acerca dele é através de outros.
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Para exercer o seu poder, Salgado tinha os seus ajudantes, os seus funcionários, os seus acólitos, os seus homens de mão.
Homens que recebiam instruções dele e as executavam.
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O próprio primeiro-ministro José Sócrates também fazia parte do grupo que girava à volta de Ricardo Salgado.
Sócrates era um ‘protegido’ de Salgado e, em troca, fazia-lhe todas as vontades.
Funcionava como uma espécie de ‘capataz’ do banqueiro para a área política, e agia de acordo com os seus interesses.
Assim, deu ordens à CGD para chumbar a OPA da Sonae (que, a ter sucesso, poria a PT fora da influência de Salgado).
E depois, sempre na ânsia de ajudar o ‘padrinho’, Sócrates foi enterrando sucessivamente a PT, até à sua destruição final.
José Sócrates tornou-se uma peça fundamental para a estratégia de Ricardo Salgado, pois, além de ser primeiro-ministro e tomar as decisões políticas, tinha gente sua em todas as áreas: na banca (Santos Ferreira, Armando Vara, Francisco Bandeira), na imprensa (Joaquim Oliveira, do Grupo Global Notícias, que fazia tudo o que Sócrates queria, além de jornalistas como Afonso Camões, Emídio Rangel e Paulo Baldaia), na Justiça (Proença de Carvalho, Noronha do Nascimento, Pinto Monteiro), nas empresas (António Mexia, José Penedos, Joaquim Barroca, Carlos Santos Silva), na política (Pedro Silva Pereira, Vieira da Silva, João Galamba) e até no futebol (Rui Pedro Soares, Rui Mão de Ferro).
José Sócrates deu a Ricardo Salgado a ajuda política que ele nunca verdadeiramente tinha tido.
E por essa função cobrou-lhe, segundo o processo Marquês, muitos milhões de euros.
Imagino que Salgado tivesse por Sócrates um profundo desprezo.
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.O próprio primeiro-ministro José Sócrates também fazia parte do grupo que girava à volta de Ricardo Salgado.
Sócrates era um ‘protegido’ de Salgado e, em troca, fazia-lhe todas as vontades.
Funcionava como uma espécie de ‘capataz’ do banqueiro para a área política, e agia de acordo com os seus interesses.
Assim, deu ordens à CGD para chumbar a OPA da Sonae (que, a ter sucesso, poria a PT fora da influência de Salgado).
E depois, sempre na ânsia de ajudar o ‘padrinho’, Sócrates foi enterrando sucessivamente a PT, até à sua destruição final.
José Sócrates tornou-se uma peça fundamental para a estratégia de Ricardo Salgado, pois, além de ser primeiro-ministro e tomar as decisões políticas, tinha gente sua em todas as áreas: na banca (Santos Ferreira, Armando Vara, Francisco Bandeira), na imprensa (Joaquim Oliveira, do Grupo Global Notícias, que fazia tudo o que Sócrates queria, além de jornalistas como Afonso Camões, Emídio Rangel e Paulo Baldaia), na Justiça (Proença de Carvalho, Noronha do Nascimento, Pinto Monteiro), nas empresas (António Mexia, José Penedos, Joaquim Barroca, Carlos Santos Silva), na política (Pedro Silva Pereira, Vieira da Silva, João Galamba) e até no futebol (Rui Pedro Soares, Rui Mão de Ferro).
José Sócrates deu a Ricardo Salgado a ajuda política que ele nunca verdadeiramente tinha tido.
E por essa função cobrou-lhe, segundo o processo Marquês, muitos milhões de euros.
Imagino que Salgado tivesse por Sócrates um profundo desprezo.
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O transcrito em cima são parágrafos da crónica de José António Saraiva no jornal "Sol" de hoje, cujo título é "O Padrinho". Admito que as afirmações feitas terão fundamento — pelo menos, "assentam" bem nas personalidades em causa. E, a ser assim, É TUDO UM NOJO!...
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PRECISO, CONCISO E INCISO
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Vivemos uma era de conversão tecnológica que alterou os padrões de vida económica e social. Imaginemo-nos a explicar a um amigo, duas décadas atrás, o fenómeno ubiquitário dos smartphones, das redes sociais, a Uber, ou os carros sem condutor.Contudo, algumas pessoas, incluindo o Presidente dos Estados Unidos, acreditam que a dissuasão nuclear continua a funcionar como sempre funcionou, sem sucumbir a forças como as que liquidaram, ou estão a liquidar, as redes de telefones por fio, os jornais impressos, os táxis convencionais, ou os carros conduzidos por pessoas. É pouco provável. É seguro que a tecnologia vai anular a dissuasão nuclear. O que não é certo é se isso significa o fim das armas nucleares, ou o nosso fim.
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HOW TO END THE ARMS RACE in "The American Scholar" (11-08-2017)
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017
TAU CETI
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AU é Unida Astronómica, igual à distância da Terra ao Sol.
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A estrela Tau Ceti, a 12 anos-luz de nós, é a mais próxima das estrelas semelhantes ao Sol. Até há pouco, não se sabia se tinha planetas satélites semelhantes aos do Sistema Solar. Recentemente, uma equipa internacional de astrónomos conseguiu identificar quatro: "e", "f", "g" e "h" — ver a figura que os compara com Mercúrio Vénus, Terra e Marte.O curioso disto é que os planetas não são visíveis directamente pois a luz que reflectem é "mínima"; e passo a explicar. Por exemplo, uma estrela como o Sol é cerca de mil milhões de vezes mais brilhante que a luz reflectida por qualquer planeta do Sistema Solar visto de uma distância da ordem da que estamos a falar. Esses planetas têm que ser detectados por meios indirectos, alguns bem complicados; mas um deles é simples e baseia-se no facto de que os planetas, ao orbitarem a estrela, exercem sobre ela atracção gravítica e, consequentemente, ela não está fixa. Vai "dançando" com o andamento dos satélites e, quando se "aproxima", a sua luz tem mais azul e, quando se afasta, tem mais vermelho. Voilà (ver figura).
Consequentemente, em caso de calamidade, já temos para onde ir: talvez o planeta "e", embora, pelo aspecto do desenho pareça ser um nadinha quente.
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